Arrecadação federal soma R$ 229 bilhões em março, com alta de 5% e bate recorde para o mês

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 229,2 bilhões em março deste ano, informou nesta terça-feira (28) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 4,99% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 218,4 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrada para meses de março desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ▶️Segundo a Receita Federal, o recorde pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Capital e do IOF. ▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. Primeiro trimestre Nos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 777,12 bilhões — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 784,24 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 749,9 bilhões. O montante também é o recorde histórico para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

Abr 28, 2026 - 12:00
 0  2
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 229,2 bilhões em março deste ano, informou nesta terça-feira (28) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 4,99% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 218,4 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrada para meses de março desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ▶️Segundo a Receita Federal, o recorde pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Capital e do IOF. ▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. Primeiro trimestre Nos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 777,12 bilhões — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 784,24 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 749,9 bilhões. O montante também é o recorde histórico para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow