Brasil cai para 4º no ranking de maiores juros reais do mundo, mesmo com alta da Selic; veja lista
País caiu três posições em relação a janeiro, quando estava na primeira colocação. O topo da lista ficou agora com a Turquia, seguida por Argentina e Rússia, conforme levantamento do MoneYou. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira O Brasil perdeu a liderança e passou a ter o quarto maior juro real do mundo, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar novamente a taxa básica de juros do país. O Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (19) aumentar a Selic em 1 ponto percentual (p.p.), para 14,25% ao ano. O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 8,79%. A primeira colocação do ranking ficou agora com a Turquia, com taxa real de 11,90%. Na última divulgação, em janeiro, o topo da lista era do Brasil. O MoneYou informou que a diminuição da taxa real de juros é resultado da sinalização de alta da Selic pelo BC (chamado "forward guidance") e dos dados de uma inflação persistente no país, apesar do alívio no câmbio das últimas semanas. O cenário econômico dos EUA, com possível recessão à vista, também influenciou. Nas edições mais recentes do ranking, destaque para a Argentina, que saltou das últimas para as primeiras colocações. O movimento é resultado das quedas na taxa de juros e na inflação do país. Agora, a lanterna ficou com a Holanda. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Alta da Selic Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de elevar a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, para a casa de 14,25% ao ano. Com isso, a Selic repete o patamar registrado em 2016, no auge da crise do governo Dilma Rousseff (PT), e atingiu o maior patamar desde agosto de 2006, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Naquele momento, os juros estavam em 14,75% ao ano. Além disso, o anúncio desta quarta-feira marca a quinta elevação seguida na Selic. Na decisão anterior, em janeiro, a autoridade monetária já havia elevado a taxa básica em 1 ponto percentual, para a casa de 13,25% ao ano. Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira permaneceu na 4ª posição. Veja abaixo: Turquia: 42,5% Argentina: 29% Rússia: 21% Brasil: 14,25% México: 9,5% Colômbia: 9,5% África do Sul: 7,5% Hungria: 6,5% Índia: 6,25% Filipinas: 5,75% Indonésia: 5,75% Polônia: 5,75% Chile: 5% Hong Kong: 4,75% Reino Unido: 4,5% Estados Unidos: 4,5% Israel: 4,5% Austrália: 4,1% Nova Zelândia: 3,75% República Checa: 3,75% China: 3,1% Malásia: 3% Canadá: 2,75% Coreia do Sul: 2,75% Alemanha: 2,65% Áustria: 2,65% Espanha: 2,65% Grécia: 2,65% Holanda: 2,65% Portugal: 2,65% Bélgica: 2,65% França: 2,65% Itália: 2,65% Cingapura: 2,34% Suécia: 2,25% Dinamarca: 2,1% Tailândia: 2% Taiwan: 2% Suíça: 0,5% Japão: 0,5%

País caiu três posições em relação a janeiro, quando estava na primeira colocação. O topo da lista ficou agora com a Turquia, seguida por Argentina e Rússia, conforme levantamento do MoneYou. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira O Brasil perdeu a liderança e passou a ter o quarto maior juro real do mundo, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar novamente a taxa básica de juros do país. O Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (19) aumentar a Selic em 1 ponto percentual (p.p.), para 14,25% ao ano. O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 8,79%. A primeira colocação do ranking ficou agora com a Turquia, com taxa real de 11,90%. Na última divulgação, em janeiro, o topo da lista era do Brasil. O MoneYou informou que a diminuição da taxa real de juros é resultado da sinalização de alta da Selic pelo BC (chamado "forward guidance") e dos dados de uma inflação persistente no país, apesar do alívio no câmbio das últimas semanas. O cenário econômico dos EUA, com possível recessão à vista, também influenciou. Nas edições mais recentes do ranking, destaque para a Argentina, que saltou das últimas para as primeiras colocações. O movimento é resultado das quedas na taxa de juros e na inflação do país. Agora, a lanterna ficou com a Holanda. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Alta da Selic Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de elevar a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, para a casa de 14,25% ao ano. Com isso, a Selic repete o patamar registrado em 2016, no auge da crise do governo Dilma Rousseff (PT), e atingiu o maior patamar desde agosto de 2006, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Naquele momento, os juros estavam em 14,75% ao ano. Além disso, o anúncio desta quarta-feira marca a quinta elevação seguida na Selic. Na decisão anterior, em janeiro, a autoridade monetária já havia elevado a taxa básica em 1 ponto percentual, para a casa de 13,25% ao ano. Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira permaneceu na 4ª posição. Veja abaixo: Turquia: 42,5% Argentina: 29% Rússia: 21% Brasil: 14,25% México: 9,5% Colômbia: 9,5% África do Sul: 7,5% Hungria: 6,5% Índia: 6,25% Filipinas: 5,75% Indonésia: 5,75% Polônia: 5,75% Chile: 5% Hong Kong: 4,75% Reino Unido: 4,5% Estados Unidos: 4,5% Israel: 4,5% Austrália: 4,1% Nova Zelândia: 3,75% República Checa: 3,75% China: 3,1% Malásia: 3% Canadá: 2,75% Coreia do Sul: 2,75% Alemanha: 2,65% Áustria: 2,65% Espanha: 2,65% Grécia: 2,65% Holanda: 2,65% Portugal: 2,65% Bélgica: 2,65% França: 2,65% Itália: 2,65% Cingapura: 2,34% Suécia: 2,25% Dinamarca: 2,1% Tailândia: 2% Taiwan: 2% Suíça: 0,5% Japão: 0,5%
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