Claro avança na disputa com a Vivo após Cade aprovar compra da Desktop por R$ 4 bilhões
Claro e Desktop Divulgação O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Desktop pela Claro por R$ 4 bilhões. A operação amplia a presença da Claro no mercado de banda larga de São Paulo, onde disputa a liderança com a Vivo. A aquisição envolve 73% da Desktop e considera R$ 2,4 bilhões em ativos e R$ 1,6 bilhão em dívida líquida, que será assumida pela Claro. Em uma segunda etapa, a operadora deverá fazer uma oferta para comprar os 27% restantes das ações da companhia, negociadas na bolsa. (conheça a empresa abaixo) ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Claro e Desktop atuam nas mesmas cidades O Cade identificou que Claro e Desktop atuam simultaneamente em 198 municípios de São Paulo. Em algumas dessas cidades, as duas empresas terão, juntas, uma participação elevada no mercado. ???? O Cade avalia se fusões e aquisições podem prejudicar a concorrência e reduzir as opções para os consumidores. Se identificar riscos, pode impor condições ou até barrar a operação. No caso da Claro e da Desktop, o negócio foi aprovado sem restrições. Agora no g1 Apesar da sobreposição, o Cade concluiu que a compra não deve prejudicar a concorrência. Segundo o órgão, a presença de outras operadoras e provedores locais e nacionais é suficiente para manter a disputa pelos clientes. O órgão também considerou que há outras redes de telecomunicações disponíveis e possibilidade de entrada de novos concorrentes nesses mercados. Outro ponto considerado foi a possibilidade de a Claro desativar gradualmente estruturas de rede que se tornarem redundantes após a integração das empresas. Compra ainda precisa de aval da Anatel O Cade não foi o único órgão a analisar a operação. Em maio, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu anuência prévia ao negócio. A avaliação da agência, porém, nem sempre foi favorável. Em outubro de 2025, quando surgiram as primeiras notícias sobre a negociação, uma análise preliminar da Anatel apontou possíveis efeitos negativos sobre a concorrência e a entrada de novos competidores caso a Claro comprasse a Desktop. A transação foi anunciada oficialmente em março deste ano. Da fundação à venda para a Claro A Desktop foi fundada em 1997, em Sumaré, no interior de São Paulo, como uma provedora de internet banda larga que atende principalmente clientes residenciais e empresas do estado. A empresa oferece conexão por fibra óptica, tecnologia que permite transmitir dados em velocidades mais altas e com maior estabilidade. A companhia opera redes próprias e presta serviços de telecomunicações, principalmente de acesso à internet. Também atua em cidades pequenas e médias, onde disputa clientes com grandes operadoras e provedores regionais. Em 2020, recebeu investimentos da gestora americana HIG Capital para ampliar os negócios e, no ano seguinte, passou a ter ações negociadas na bolsa. A venda para a Claro vinha sendo negociada desde o fim de 2025. Antes, a Desktop chegou a negociar com a Vivo, mas as conversas não avançaram por falta de acordo sobre o valor do negócio. A Claro vai comprar 73% da Desktop, fatia correspondente a 84 milhões de ações. Os papéis pertencem ao fundo Makalu Brasil Partners, controlado pela HIG Capital, e a pessoas físicas, entre elas o fundador da empresa, Denio Alves Lindo.

Claro e Desktop Divulgação O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Desktop pela Claro por R$ 4 bilhões. A operação amplia a presença da Claro no mercado de banda larga de São Paulo, onde disputa a liderança com a Vivo. A aquisição envolve 73% da Desktop e considera R$ 2,4 bilhões em ativos e R$ 1,6 bilhão em dívida líquida, que será assumida pela Claro. Em uma segunda etapa, a operadora deverá fazer uma oferta para comprar os 27% restantes das ações da companhia, negociadas na bolsa. (conheça a empresa abaixo) ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Claro e Desktop atuam nas mesmas cidades O Cade identificou que Claro e Desktop atuam simultaneamente em 198 municípios de São Paulo. Em algumas dessas cidades, as duas empresas terão, juntas, uma participação elevada no mercado. ???? O Cade avalia se fusões e aquisições podem prejudicar a concorrência e reduzir as opções para os consumidores. Se identificar riscos, pode impor condições ou até barrar a operação. No caso da Claro e da Desktop, o negócio foi aprovado sem restrições. Agora no g1 Apesar da sobreposição, o Cade concluiu que a compra não deve prejudicar a concorrência. Segundo o órgão, a presença de outras operadoras e provedores locais e nacionais é suficiente para manter a disputa pelos clientes. O órgão também considerou que há outras redes de telecomunicações disponíveis e possibilidade de entrada de novos concorrentes nesses mercados. Outro ponto considerado foi a possibilidade de a Claro desativar gradualmente estruturas de rede que se tornarem redundantes após a integração das empresas. Compra ainda precisa de aval da Anatel O Cade não foi o único órgão a analisar a operação. Em maio, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu anuência prévia ao negócio. A avaliação da agência, porém, nem sempre foi favorável. Em outubro de 2025, quando surgiram as primeiras notícias sobre a negociação, uma análise preliminar da Anatel apontou possíveis efeitos negativos sobre a concorrência e a entrada de novos competidores caso a Claro comprasse a Desktop. A transação foi anunciada oficialmente em março deste ano. Da fundação à venda para a Claro A Desktop foi fundada em 1997, em Sumaré, no interior de São Paulo, como uma provedora de internet banda larga que atende principalmente clientes residenciais e empresas do estado. A empresa oferece conexão por fibra óptica, tecnologia que permite transmitir dados em velocidades mais altas e com maior estabilidade. A companhia opera redes próprias e presta serviços de telecomunicações, principalmente de acesso à internet. Também atua em cidades pequenas e médias, onde disputa clientes com grandes operadoras e provedores regionais. Em 2020, recebeu investimentos da gestora americana HIG Capital para ampliar os negócios e, no ano seguinte, passou a ter ações negociadas na bolsa. A venda para a Claro vinha sendo negociada desde o fim de 2025. Antes, a Desktop chegou a negociar com a Vivo, mas as conversas não avançaram por falta de acordo sobre o valor do negócio. A Claro vai comprar 73% da Desktop, fatia correspondente a 84 milhões de ações. Os papéis pertencem ao fundo Makalu Brasil Partners, controlado pela HIG Capital, e a pessoas físicas, entre elas o fundador da empresa, Denio Alves Lindo.
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