Com as próprias mãos, homem já salvou cerca de 6 milhões de abelhas em Singapura
O resgatador de abelhas Clarence Chua segura um punhado de abelhas após retirá-las de uma colmeia em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura. REUTERS/Edgar Su Armado apenas com uma bandana e as próprias mãos, Clarence Chua, de 42 anos, resgata abelhas retirando-as de colmeias e colocando-as em caixas de madeira para serem realocadas — às vezes, até para o próprio quintal. "O que eu gosto nelas é que, se você as respeita e não ameaça a segurança delas, elas ficam totalmente tranquilas com a sua presença bem de perto", diz Chua. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quando moradores de Singapura encontram abelhas fazendo colmeias em suas casas, normalmente chamam empresas de controle de pragas, que conseguem exterminar os ninhos em poucos minutos por cerca de 80 a 150 dólares de Singapura (US$ 62 a US$ 116). Mas Chua vem convencendo um número cada vez maior de pessoas a permitir que ele faça o resgate das abelhas, cobrando entre 100 e 500 dólares de Singapura. Nos últimos seis anos, ele realocou com segurança uma média de 100 colmeias por ano, o que representa cerca de 6 milhões de abelhas salvas. O processo de realocação humanitária consiste em transportar toda a colônia, preservando a abelha-rainha, as larvas e as operárias. Depois, elas são levadas para um dos três apiários administrados por Chua, sendo que um deles fica no quintal de sua própria casa. Chua já resgatou abelhas dos lugares mais inusitados: de uma pequena casa de culto espiritual em um condomínio até o motor de um avião, que não pôde decolar até que o enxame fosse removido. De onde vem o que eu como: Mel Leia também: 'Não sabia que era do Brasil': governo Trump desconhecia peso do mel nacional para os EUA R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo Entre ferroadas e enxames Os resgatadores de abelhas Clarence Chua e Jian Ping removem uma colmeia de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026 REUTERS/Edgar Su À medida que cresce a conscientização sobre o resgate de abelhas, ele conta que os conselhos municipais, responsáveis pela administração dos conjuntos habitacionais públicos onde vivem quase 80% da população de Singapura, também passaram a contratar seus serviços. Mesmo assim, o trabalho não é livre de riscos. Certa vez, ele tentou resgatar um enxame que imaginava ser dócil, instalado na sacada de um condomínio, mas acabou sendo atacado. Nos cerca de 30 segundos que levou para soltar o equipamento de segurança e fugir, foi ferroado aproximadamente 100 vezes. "Isso realmente me ensinou a nunca subestimar a natureza", afirmou. Ele acrescenta que ainda hoje costuma se aproximar das colmeias sem roupa de apicultor num primeiro momento, para avaliar o comportamento das abelhas antes de vestir o equipamento de proteção, caso perceba que o enxame está agitado. Chua também promove o resgate de abelhas nas redes sociais. Vídeos de seu trabalho, alguns gravados em primeira pessoa com óculos inteligentes da Meta, já atraíram cerca de 20 mil seguidores. "Sem as abelhas, haveria muito menos frutas — ou elas seriam muito mais caras — porque faltariam frutos no mundo. É impressionante a quantidade de culturas agrícolas das quais dependemos para a nossa própria sobrevivência", disse. O resgatador de abelhas Clarence Chua grava conteúdo para as redes sociais com seus óculos inteligentes da Meta enquanto retira, com as próprias mãos, abelhas de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026. REUTERS/Edgar Su

O resgatador de abelhas Clarence Chua segura um punhado de abelhas após retirá-las de uma colmeia em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura. REUTERS/Edgar Su Armado apenas com uma bandana e as próprias mãos, Clarence Chua, de 42 anos, resgata abelhas retirando-as de colmeias e colocando-as em caixas de madeira para serem realocadas — às vezes, até para o próprio quintal. "O que eu gosto nelas é que, se você as respeita e não ameaça a segurança delas, elas ficam totalmente tranquilas com a sua presença bem de perto", diz Chua. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quando moradores de Singapura encontram abelhas fazendo colmeias em suas casas, normalmente chamam empresas de controle de pragas, que conseguem exterminar os ninhos em poucos minutos por cerca de 80 a 150 dólares de Singapura (US$ 62 a US$ 116). Mas Chua vem convencendo um número cada vez maior de pessoas a permitir que ele faça o resgate das abelhas, cobrando entre 100 e 500 dólares de Singapura. Nos últimos seis anos, ele realocou com segurança uma média de 100 colmeias por ano, o que representa cerca de 6 milhões de abelhas salvas. O processo de realocação humanitária consiste em transportar toda a colônia, preservando a abelha-rainha, as larvas e as operárias. Depois, elas são levadas para um dos três apiários administrados por Chua, sendo que um deles fica no quintal de sua própria casa. Chua já resgatou abelhas dos lugares mais inusitados: de uma pequena casa de culto espiritual em um condomínio até o motor de um avião, que não pôde decolar até que o enxame fosse removido. De onde vem o que eu como: Mel Leia também: 'Não sabia que era do Brasil': governo Trump desconhecia peso do mel nacional para os EUA R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo Entre ferroadas e enxames Os resgatadores de abelhas Clarence Chua e Jian Ping removem uma colmeia de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026 REUTERS/Edgar Su À medida que cresce a conscientização sobre o resgate de abelhas, ele conta que os conselhos municipais, responsáveis pela administração dos conjuntos habitacionais públicos onde vivem quase 80% da população de Singapura, também passaram a contratar seus serviços. Mesmo assim, o trabalho não é livre de riscos. Certa vez, ele tentou resgatar um enxame que imaginava ser dócil, instalado na sacada de um condomínio, mas acabou sendo atacado. Nos cerca de 30 segundos que levou para soltar o equipamento de segurança e fugir, foi ferroado aproximadamente 100 vezes. "Isso realmente me ensinou a nunca subestimar a natureza", afirmou. Ele acrescenta que ainda hoje costuma se aproximar das colmeias sem roupa de apicultor num primeiro momento, para avaliar o comportamento das abelhas antes de vestir o equipamento de proteção, caso perceba que o enxame está agitado. Chua também promove o resgate de abelhas nas redes sociais. Vídeos de seu trabalho, alguns gravados em primeira pessoa com óculos inteligentes da Meta, já atraíram cerca de 20 mil seguidores. "Sem as abelhas, haveria muito menos frutas — ou elas seriam muito mais caras — porque faltariam frutos no mundo. É impressionante a quantidade de culturas agrícolas das quais dependemos para a nossa própria sobrevivência", disse. O resgatador de abelhas Clarence Chua grava conteúdo para as redes sociais com seus óculos inteligentes da Meta enquanto retira, com as próprias mãos, abelhas de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026. REUTERS/Edgar Su
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