Crise na Apex Partners: entenda afastamento de presidente e blindagem na Justiça
Sede da Apex Partners, em Vitória, no Espírito Santo. Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Fernando Cinelli, fundador e sócio da Apex Partners, foi afastado do comando da empresa na quinta-feira (6) após uma investigação interna apontar “inconsistências financeiras da companhia”. O diretor financeiro da plataforma de investimentos no Espírito Santo, Eduardo Siqueira, também foi afastado. Por nota, sócios da Apex afirmaram que irão contratar uma auditoria externa para aprofundar a apuração e que medidas judiciais para garantir a responsabilização cível e criminal dos envolvidos também serão tomadas. A presidência interina foi assumida por Marcelo Murad, sócio sênior da companhia. Entenda ponto a ponto da crise: ???? Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “Gestão temerária” Após o afastamento de Fernando Cinelli, sócios da Apex decidiram acionar o presidente afastado na Justiça. O objetivo, de acordo com a companhia, é responsabilizá-lo por "gestão temerária e má-fé" e, ainda, solicitar o bloqueio de seus bens de forma preventiva. Não foram divulgados mais detalhes sobre o resultado das investigações. “As providências são resultado de um rigoroso processo de apuração interna conduzido pela própria Apex, que identificou inconsistências financeiras. Assim que foram constatadas, a companhia iniciou uma série de medidas para preservar suas operações e aprofundar o esclarecimento dos fatos. Uma das medidas adotadas foi o afastamento imediato dos executivos que ocupavam a Presidência e a Diretoria Financeira", informou a plataforma de investimentos capixaba. Segundo informações do colunista Abdo Filho, os sócios apontam falta de transparência aos balanços e que não tinham noção do tamanho da dívida da companhia. Ainda de acordo com os associados, o ‘problema’ estava localizado no presidente e o diretor financeiro que, por isso, foram afastados. O estopim para a investigação interna na Apex Partners foi o investimento na agência de viagens CVC. Embora já houvesse tensões sobre a conduta de Fernando Cinelli, a situação tornou-se insustentável quando um fundo da Apex adquiriu 15,5% das ações da CVC, que tiveram uma queda de quase 40% em apenas seis meses. Como os investidores tinham a promessa de um rendimento garantido, o prejuízo gerado pelas ações fez com que os sócios optassem pela apuração interna. LEIA TAMBÉM: Mulher que faltou ao trabalho por ser perseguida e ameaçada de morte pelo ex tem demissão por justa causa revertida pela Justiça Fernando Cinelli havia sido indicado para um assento no conselho de administração da CVC em abril do ano passado. No mesmo dia em que foi afastado do comando da Apex, ele também renunciou ao cargo na agência de viagens. Fernando Cinelli, fundador e presidente afastado da Apex Partners Carlos Alberto Silva/Rede Gazeta Blindagem na Justiça Nesta sexta-feira (7), a Justiça concedeu uma liminar em favor das empresas que compõem a Apex. A decisão do juiz Marcos Sanches, titular da Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, suspende execuções para proteger o patrimônio de 178 companhias envolvidas diante de um montante de dívidas que chega a R$ 975 milhões. O magistrado também determinou que as empresas apresentem, em até 30 dias, o pedido de recuperação judicial — sob pena de perda imediata da eficácia da medida cautelar. Foi estabelecida, ainda, a nomeação de uma administradora judicial para realizar uma perícia técnica e verificar as condições operacionais do conglomerado. O prazo para a realização e apresentação desta etapa é de 20 dias. Segundo a decisão, a medida tem como objetivo assegurar a continuidade das atividades econômicas da plataforma e evitar o esgotamento de ativos antes de um possível pedido formal de recuperação judicial. Em nota, a Apex Partners afirmou que a medida proposta não se trata de recuperação judicial. Veja na íntegra: “Seguindo o compromisso de transparência com seus investidores, parceiros e colaboradores, a Apex Partners informa que, nesta sexta-feira (07), obteve o deferimento de uma liminar cautelar. A medida tem caráter preventivo para garantir o patrimônio da empresa, a continuidade das suas atividades regulares, criando um ambiente de estabilidade, enquanto são concluídos os trabalhos da auditoria externa em fase de contratação. Esclarecemos que a medida proposta não se trata de recuperação judicial. Trata-se de uma tutela cautelar para proteger as atividades da empresa até que a auditoria externa seja concluída. A companhia acredita fortemente nas atividades exercidas nas suas unidades de negócio. Nosso compromisso é dedicar todos os esforços para superar esse momento desafiador que a empresa vem enfrentando e garantir a continuidade e solidez dos trabalhos. Essa decisão não alcança os patrimônios segregados dos fundos de investimento, os patrimônios fiduciários vinculados às emissões de certificados de recebíveis nem os patrimônios de afetação das sociedades de propósito específico (SPEs), preservando integralmente os
Sede da Apex Partners, em Vitória, no Espírito Santo. Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Fernando Cinelli, fundador e sócio da Apex Partners, foi afastado do comando da empresa na quinta-feira (6) após uma investigação interna apontar “inconsistências financeiras da companhia”. O diretor financeiro da plataforma de investimentos no Espírito Santo, Eduardo Siqueira, também foi afastado. Por nota, sócios da Apex afirmaram que irão contratar uma auditoria externa para aprofundar a apuração e que medidas judiciais para garantir a responsabilização cível e criminal dos envolvidos também serão tomadas. A presidência interina foi assumida por Marcelo Murad, sócio sênior da companhia. Entenda ponto a ponto da crise: ???? Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “Gestão temerária” Após o afastamento de Fernando Cinelli, sócios da Apex decidiram acionar o presidente afastado na Justiça. O objetivo, de acordo com a companhia, é responsabilizá-lo por "gestão temerária e má-fé" e, ainda, solicitar o bloqueio de seus bens de forma preventiva. Não foram divulgados mais detalhes sobre o resultado das investigações. “As providências são resultado de um rigoroso processo de apuração interna conduzido pela própria Apex, que identificou inconsistências financeiras. Assim que foram constatadas, a companhia iniciou uma série de medidas para preservar suas operações e aprofundar o esclarecimento dos fatos. Uma das medidas adotadas foi o afastamento imediato dos executivos que ocupavam a Presidência e a Diretoria Financeira", informou a plataforma de investimentos capixaba. Segundo informações do colunista Abdo Filho, os sócios apontam falta de transparência aos balanços e que não tinham noção do tamanho da dívida da companhia. Ainda de acordo com os associados, o ‘problema’ estava localizado no presidente e o diretor financeiro que, por isso, foram afastados. O estopim para a investigação interna na Apex Partners foi o investimento na agência de viagens CVC. Embora já houvesse tensões sobre a conduta de Fernando Cinelli, a situação tornou-se insustentável quando um fundo da Apex adquiriu 15,5% das ações da CVC, que tiveram uma queda de quase 40% em apenas seis meses. Como os investidores tinham a promessa de um rendimento garantido, o prejuízo gerado pelas ações fez com que os sócios optassem pela apuração interna. LEIA TAMBÉM: Mulher que faltou ao trabalho por ser perseguida e ameaçada de morte pelo ex tem demissão por justa causa revertida pela Justiça Fernando Cinelli havia sido indicado para um assento no conselho de administração da CVC em abril do ano passado. No mesmo dia em que foi afastado do comando da Apex, ele também renunciou ao cargo na agência de viagens. Fernando Cinelli, fundador e presidente afastado da Apex Partners Carlos Alberto Silva/Rede Gazeta Blindagem na Justiça Nesta sexta-feira (7), a Justiça concedeu uma liminar em favor das empresas que compõem a Apex. A decisão do juiz Marcos Sanches, titular da Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, suspende execuções para proteger o patrimônio de 178 companhias envolvidas diante de um montante de dívidas que chega a R$ 975 milhões. O magistrado também determinou que as empresas apresentem, em até 30 dias, o pedido de recuperação judicial — sob pena de perda imediata da eficácia da medida cautelar. Foi estabelecida, ainda, a nomeação de uma administradora judicial para realizar uma perícia técnica e verificar as condições operacionais do conglomerado. O prazo para a realização e apresentação desta etapa é de 20 dias. Segundo a decisão, a medida tem como objetivo assegurar a continuidade das atividades econômicas da plataforma e evitar o esgotamento de ativos antes de um possível pedido formal de recuperação judicial. Em nota, a Apex Partners afirmou que a medida proposta não se trata de recuperação judicial. Veja na íntegra: “Seguindo o compromisso de transparência com seus investidores, parceiros e colaboradores, a Apex Partners informa que, nesta sexta-feira (07), obteve o deferimento de uma liminar cautelar. A medida tem caráter preventivo para garantir o patrimônio da empresa, a continuidade das suas atividades regulares, criando um ambiente de estabilidade, enquanto são concluídos os trabalhos da auditoria externa em fase de contratação. Esclarecemos que a medida proposta não se trata de recuperação judicial. Trata-se de uma tutela cautelar para proteger as atividades da empresa até que a auditoria externa seja concluída. A companhia acredita fortemente nas atividades exercidas nas suas unidades de negócio. Nosso compromisso é dedicar todos os esforços para superar esse momento desafiador que a empresa vem enfrentando e garantir a continuidade e solidez dos trabalhos. Essa decisão não alcança os patrimônios segregados dos fundos de investimento, os patrimônios fiduciários vinculados às emissões de certificados de recebíveis nem os patrimônios de afetação das sociedades de propósito específico (SPEs), preservando integralmente os recursos de terceiros e as competências regulatórias. Importante esclarecer que os valores mencionados na referida ação não representam obrigações vencidas, nem obrigações imediatas - mas sim de longo prazo. O impacto da inconsistência financeira identificada em apuração interna ainda será validado em auditoria externa.” O que disse Fernando Cinelli Por nota, a defesa do presidente afastado informou que "o empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador da Apex Partners, está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas. Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade". Reação do mercado O mercado reagiu prontamente aos sinais de instabilidade. O BTG Pactual rompeu o contrato de distribuição com a Apex e travou saques de um fundo ligado à plataforma capixaba. Nesta sexta-feira, o Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), emitiu um comunicado oficial informando que não possui recursos públicos do Tesouro Estadual ou do Fundo Soberano (Funses) investidos na Apex Partners. 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