Derrubada de veto pode custar R$ 525 bilhões até 2040 na conta de luz, diz governo

Cálculo prevê acréscimo de R$ 35,1 bilhões por ano na tarifa. Impacto é causado por decisão do Congresso que derrubou veto e revalidou 'jabuti' em texto sobre estímulo a energia eólica. Com bandeira vermelha, junho vai ter energia mais cara O governo estima que pode chegar a R$ 525 bilhões até 2040 o impacto na conta de luz causado pela derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um dispositivo inserido no projeto que tratava de estímulo à geração de energia eólica em alto-mar. O cálculo do governo prevê um acréscimo de R$ 35,1 bilhões por ano na tarifa de energia. Durante a tramitação do projeto das eólicas, os parlamentares incluíram na proposta os chamados 'jabutis', artigos que não correspondem ao tema original do texto. O governo vetou parte desses trechos, mas acabou derrotado por deputados e senadores na sessão de terça-feira (17). Com a rejeição dos vetos, o governo será obrigado: a contratar energia de pequenas centrais hidrelétricas: custo de 12,4 bilhões; Contratar hidrogênio líquido a partir do etanol na Região Nordeste e de eólicas na Região Sul; custo de 1,4 bilhão; Prorrogar por 20 anos contratos de compra de energia do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa): custo de R$ 0,6 bilhões; contratar leilão de térmicas a gás mesmo sem necessidade:custo R$ 20,6 bilhões. Associações alertaram Um grupo formado por 12 associações do setor de energia encaminhou uma carta à Presidência da República alertando que estes trechos poderiam encarecer em R$ 545 bilhões, até 2050, para o consumidor a conta de energia. Os cálculos do governo agora estimam um custo ainda maior. Após o alerta, o presidente Lula vetou pontos do projeto. Mas os parlamentares reverteram a decisão, ou seja, retomaram na lei os artigos que tornam a tarifa mais cara. Nesta quinta (19), a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência confirmou que o governo vai editar nos próximos dias uma medida provisória (MP) com objetivo de diminuir o impacto na conta de luz. "Diante desse quadro, em conversa com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, ajustamos o envio de Medida Provisória para revisar esses pontos, de forma a garantir menor impacto sobre o preço da energia aos consumidores", diz a nota da secretaria. Ainda restam outros vetos a trechos da lei das ólicas para serem apreciados. Portanto, esse ônus para o consumidor pode aumentar. Os ministros Gleisi Hoffmann (SRI) e Rui Costa (Casa Civil) se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e líderes da base governista na quarta-feira (18) para tratar do tema.

Jun 20, 2025 - 18:00
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Derrubada de veto pode custar R$ 525 bilhões até 2040 na conta de luz, diz governo
Cálculo prevê acréscimo de R$ 35,1 bilhões por ano na tarifa. Impacto é causado por decisão do Congresso que derrubou veto e revalidou 'jabuti' em texto sobre estímulo a energia eólica. Com bandeira vermelha, junho vai ter energia mais cara O governo estima que pode chegar a R$ 525 bilhões até 2040 o impacto na conta de luz causado pela derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um dispositivo inserido no projeto que tratava de estímulo à geração de energia eólica em alto-mar. O cálculo do governo prevê um acréscimo de R$ 35,1 bilhões por ano na tarifa de energia. Durante a tramitação do projeto das eólicas, os parlamentares incluíram na proposta os chamados 'jabutis', artigos que não correspondem ao tema original do texto. O governo vetou parte desses trechos, mas acabou derrotado por deputados e senadores na sessão de terça-feira (17). Com a rejeição dos vetos, o governo será obrigado: a contratar energia de pequenas centrais hidrelétricas: custo de 12,4 bilhões; Contratar hidrogênio líquido a partir do etanol na Região Nordeste e de eólicas na Região Sul; custo de 1,4 bilhão; Prorrogar por 20 anos contratos de compra de energia do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa): custo de R$ 0,6 bilhões; contratar leilão de térmicas a gás mesmo sem necessidade:custo R$ 20,6 bilhões. Associações alertaram Um grupo formado por 12 associações do setor de energia encaminhou uma carta à Presidência da República alertando que estes trechos poderiam encarecer em R$ 545 bilhões, até 2050, para o consumidor a conta de energia. Os cálculos do governo agora estimam um custo ainda maior. Após o alerta, o presidente Lula vetou pontos do projeto. Mas os parlamentares reverteram a decisão, ou seja, retomaram na lei os artigos que tornam a tarifa mais cara. Nesta quinta (19), a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência confirmou que o governo vai editar nos próximos dias uma medida provisória (MP) com objetivo de diminuir o impacto na conta de luz. "Diante desse quadro, em conversa com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, ajustamos o envio de Medida Provisória para revisar esses pontos, de forma a garantir menor impacto sobre o preço da energia aos consumidores", diz a nota da secretaria. Ainda restam outros vetos a trechos da lei das ólicas para serem apreciados. Portanto, esse ônus para o consumidor pode aumentar. Os ministros Gleisi Hoffmann (SRI) e Rui Costa (Casa Civil) se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e líderes da base governista na quarta-feira (18) para tratar do tema.

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