Dólar abre em baixa com mercado atento a dados no Brasil e nos EUA, após decisões de juros
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (29) em baixa, recuando 0,41% na abertura, aos R$ 5,1843. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. ▶️Após as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado volta suas atenções para novos indicadores econômicos. Dados de emprego e comércio exterior entram no radar, enquanto investidores seguem digerindo os sinais emitidos pelos bancos centrais. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, a agenda do dia traz os dados do Caged, com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro, que ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026. ▶️ Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana. ▶️ O mercado também segue repercutindo as decisões anunciadas ontem. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, em sua primeira reunião de 2026, conforme amplamente esperado. ▶️ Já nos EUA, o Federal Reserve decidiu manter os juros inalterados, citando a inflação ainda elevada e o crescimento econômico sólido, sem sinalizar com clareza quando os custos dos empréstimos poderão começar a cair. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -1,54%; Acumulado do mês: -5,16%; Acumulado do ano: -5,16%. ????Ibovespa x Acumulado da semana: +3,26%; Acumulado do mês: +14,63%; Acumulado do ano: +14,63%. De olho nos juros As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque da agenda desta quarta-feira (28), a chamada Superquarta. No Brasil, a projeção dos economistas é que o Copom mantenha a taxa básica (Selic) inalterada em 15% ao ano, mas o mercado segue atento aos sinais que o colegiado deve dar no comunicado, divulgado logo após a decisão. A expectativa é que o comitê comece a sinalizar um possível corte das taxas ainda no primeiro trimestre de 2026. LEIA TAMBÉM: Entenda como se antecipar aos cortes de juros e preparar sua carteira de investimentos Já nos EUA, o Fed interrompeu o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na aixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022. Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a geração de empregos permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue "um pouco elevada". "A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]", diz o comunicado. A decisão de manutenção das taxas veio em linha com o esperado pelo mercado, mas volta a jogar luz na sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed. Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central. O mandato de Powell termina em maio. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados americanos operam sob a influência da decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados, movimento que já era amplamente esperado. A fala do presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a avaliação de que as taxas estão “em um bom patamar” no momento. Enquanto isso, os investidores acompanham a divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia e aguardam os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego. Também chamou a atenção a alta do ouro, que avança mais de 2% e chegou a US$ 5.543 por onça-troy. Nos mercados futuros, o tom era levemente positivo: o Dow Jones subia 0,02%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançavam 0,2%. Na Europa, o clima é de otimismo com os resultados corporativos, embora os investidores sigam atentos às tensões entre EUA e Irã. Ainda assim, os principais índices da região operavam em alta por volta das 9h30 (horário de Brasília). O índice pan-europeu STOXX 600 avançava 0,5%. Entre os principais mercados, o CAC 40, de Paris, subia quase 1%, aos 8.142,92 pontos, e o FTSE 100, de Londres, avançava 0,6%, para 10.217,86 pontos. A exceção era a Alemanha, onde o DAX recuava 0,3%, aos 24.748,68 pontos. Na Ásia, o humor dos mercados melhorou após notícias de que reguladores chineses deixariam de exigir alguns indicadores financeiros das construtoras, conhecidos como as “três linhas vermelhas”. No fechamento, o Hang Seng subiu 0,51%, aos 27.968 pontos, enquanto o índice de Xangai avançou 0,16%, aos 4.157 pontos, e o CSI300 teve alta de 0,76%, aos 4.753 pontos. Ainda na região, o Nikkei, de Tóquio, avançou 0,03%, o Kospi, de Seul, sub

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (29) em baixa, recuando 0,41% na abertura, aos R$ 5,1843. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. ▶️Após as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado volta suas atenções para novos indicadores econômicos. Dados de emprego e comércio exterior entram no radar, enquanto investidores seguem digerindo os sinais emitidos pelos bancos centrais. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, a agenda do dia traz os dados do Caged, com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro, que ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026. ▶️ Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana. ▶️ O mercado também segue repercutindo as decisões anunciadas ontem. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, em sua primeira reunião de 2026, conforme amplamente esperado. ▶️ Já nos EUA, o Federal Reserve decidiu manter os juros inalterados, citando a inflação ainda elevada e o crescimento econômico sólido, sem sinalizar com clareza quando os custos dos empréstimos poderão começar a cair. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -1,54%; Acumulado do mês: -5,16%; Acumulado do ano: -5,16%. ????Ibovespa x Acumulado da semana: +3,26%; Acumulado do mês: +14,63%; Acumulado do ano: +14,63%. De olho nos juros As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque da agenda desta quarta-feira (28), a chamada Superquarta. No Brasil, a projeção dos economistas é que o Copom mantenha a taxa básica (Selic) inalterada em 15% ao ano, mas o mercado segue atento aos sinais que o colegiado deve dar no comunicado, divulgado logo após a decisão. A expectativa é que o comitê comece a sinalizar um possível corte das taxas ainda no primeiro trimestre de 2026. LEIA TAMBÉM: Entenda como se antecipar aos cortes de juros e preparar sua carteira de investimentos Já nos EUA, o Fed interrompeu o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na aixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022. Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a geração de empregos permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue "um pouco elevada". "A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]", diz o comunicado. A decisão de manutenção das taxas veio em linha com o esperado pelo mercado, mas volta a jogar luz na sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed. Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central. O mandato de Powell termina em maio. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados americanos operam sob a influência da decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados, movimento que já era amplamente esperado. A fala do presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a avaliação de que as taxas estão “em um bom patamar” no momento. Enquanto isso, os investidores acompanham a divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia e aguardam os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego. Também chamou a atenção a alta do ouro, que avança mais de 2% e chegou a US$ 5.543 por onça-troy. Nos mercados futuros, o tom era levemente positivo: o Dow Jones subia 0,02%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançavam 0,2%. Na Europa, o clima é de otimismo com os resultados corporativos, embora os investidores sigam atentos às tensões entre EUA e Irã. Ainda assim, os principais índices da região operavam em alta por volta das 9h30 (horário de Brasília). O índice pan-europeu STOXX 600 avançava 0,5%. Entre os principais mercados, o CAC 40, de Paris, subia quase 1%, aos 8.142,92 pontos, e o FTSE 100, de Londres, avançava 0,6%, para 10.217,86 pontos. A exceção era a Alemanha, onde o DAX recuava 0,3%, aos 24.748,68 pontos. Na Ásia, o humor dos mercados melhorou após notícias de que reguladores chineses deixariam de exigir alguns indicadores financeiros das construtoras, conhecidos como as “três linhas vermelhas”. No fechamento, o Hang Seng subiu 0,51%, aos 27.968 pontos, enquanto o índice de Xangai avançou 0,16%, aos 4.157 pontos, e o CSI300 teve alta de 0,76%, aos 4.753 pontos. Ainda na região, o Nikkei, de Tóquio, avançou 0,03%, o Kospi, de Seul, subiu 0,98%, e o Taiex, de Taipé, recuou 0,82%. Já as bolsas de Cingapura e Sydney fecharam em alta de 0,42% e queda de 0,07%, respectivamente. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters
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