Dólar cai a R$ 5,02 com inflação no radar e tensão no Oriente Médio; Ibovespa renova recorde
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em queda nesta sexta-feira (10). Por volta das 10h25, a moeda recuava 0,82%, cotada a R$ 5,0225 — menor valor desde abril de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,76%, aos 196.603 pontos, renovando o recorde intradiário. ???? Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️No Brasil, o destaque da manhã foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelo IBGE. O indicador subiu 0,88% em março e acumula alta de 4,14% em 12 meses. A expectativa do mercado era de avanço de 0,7% no mês e de inflação de 4% no acumulado anual. ▶️ Nos Estados Unidos, investidores acompanharam novos dados sobre preços e confiança do consumidor em março. O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês, após alta de 0,3% em fevereiro, e avançou 3,3% em 12 meses — em linha com a expectativa dos economistas. ▶️ Ainda no cenário internacional, EUA e Irã se preparam para iniciar negociações de paz, que podem encerrar a guerra no Oriente Médio. As conversas ocorrem após um cessar-fogo anunciado na terça-feira, que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques de EUA e Israel, em troca do compromisso do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz. ▶️ Apesar da trégua, o acordo tem mostrado fragilidades, com registros de violações e a manutenção de um fechamento “de facto” do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Com isso, os preços da commodity seguem em alta. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o Brent subia cerca de 1%, negociado pouco abaixo de US$ 97 por barril, enquanto o WTI avançava 0,7%, para cerca de US$ 98,50. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -1,87%; Acumulado do mês: -2,24%; Acumulado do ano: -7,76%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,23%; Acumulado do mês: +2,55%; Acumulado do ano: +19,31%. Incertezas sobre o cessar-fogo Os investidores seguem atentos à situação no Oriente Médio, já que ainda há dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A trégua anunciada há dois dias vem sendo marcada por episódios de tensão e relatos de ataques durante o próprio período de pausa nos combates. Na quarta-feira (8), houve registros de ofensivas de ambos os lados. O Irã afirmou que ilhas iranianas foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram disparos de mísseis e drones iranianos mesmo após o início da trégua. Nesta quinta-feira (9), Israel voltou a bombardear alvos no Líbano. Diante desse cenário, cresce o receio de impactos na oferta de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o barril do Brent subia 3,82%, a US$ 98,57. Mercados globais Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (9), de olho nos desdobramentos da guerra. O Dow Jones subiu 0,58%, aos 48.185,80 pontos. O S&P 500 avançou 0,62%, aos 6.824,63 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,83%, aos 22.822,42 pontos. Já as bolsas europeias fecharam em queda, devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera. O índice pan-europeu STOXX 600, por exemplo, recuou 0,15%. Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, teve queda de 0,22%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 1,14%. O FTSE 100, do Reino Unido, registrou baixa de 0,05%. Nas bolsas asiáticas, o clima também foi de cautela. Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%. Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em queda nesta sexta-feira (10). Por volta das 10h25, a moeda recuava 0,82%, cotada a R$ 5,0225 — menor valor desde abril de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,76%, aos 196.603 pontos, renovando o recorde intradiário. ???? Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️No Brasil, o destaque da manhã foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelo IBGE. O indicador subiu 0,88% em março e acumula alta de 4,14% em 12 meses. A expectativa do mercado era de avanço de 0,7% no mês e de inflação de 4% no acumulado anual. ▶️ Nos Estados Unidos, investidores acompanharam novos dados sobre preços e confiança do consumidor em março. O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês, após alta de 0,3% em fevereiro, e avançou 3,3% em 12 meses — em linha com a expectativa dos economistas. ▶️ Ainda no cenário internacional, EUA e Irã se preparam para iniciar negociações de paz, que podem encerrar a guerra no Oriente Médio. As conversas ocorrem após um cessar-fogo anunciado na terça-feira, que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques de EUA e Israel, em troca do compromisso do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz. ▶️ Apesar da trégua, o acordo tem mostrado fragilidades, com registros de violações e a manutenção de um fechamento “de facto” do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Com isso, os preços da commodity seguem em alta. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o Brent subia cerca de 1%, negociado pouco abaixo de US$ 97 por barril, enquanto o WTI avançava 0,7%, para cerca de US$ 98,50. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -1,87%; Acumulado do mês: -2,24%; Acumulado do ano: -7,76%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,23%; Acumulado do mês: +2,55%; Acumulado do ano: +19,31%. Incertezas sobre o cessar-fogo Os investidores seguem atentos à situação no Oriente Médio, já que ainda há dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A trégua anunciada há dois dias vem sendo marcada por episódios de tensão e relatos de ataques durante o próprio período de pausa nos combates. Na quarta-feira (8), houve registros de ofensivas de ambos os lados. O Irã afirmou que ilhas iranianas foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram disparos de mísseis e drones iranianos mesmo após o início da trégua. Nesta quinta-feira (9), Israel voltou a bombardear alvos no Líbano. Diante desse cenário, cresce o receio de impactos na oferta de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o barril do Brent subia 3,82%, a US$ 98,57. Mercados globais Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (9), de olho nos desdobramentos da guerra. O Dow Jones subiu 0,58%, aos 48.185,80 pontos. O S&P 500 avançou 0,62%, aos 6.824,63 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,83%, aos 22.822,42 pontos. Já as bolsas europeias fecharam em queda, devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera. O índice pan-europeu STOXX 600, por exemplo, recuou 0,15%. Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, teve queda de 0,22%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 1,14%. O FTSE 100, do Reino Unido, registrou baixa de 0,05%. Nas bolsas asiáticas, o clima também foi de cautela. Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%. Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters
Qual é a sua reação?