Dólar cai, de olho em novo tarifaço de Trump e resultados corporativos; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e passou a operar em queda nesta quarta-feira (22), com um recuo de 0,28% perto das 11h10, cotado a R$ 5,0580. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 1,46% no mesmo horário, aos 175.857 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As nova taxa adicional de 25% imposta por Trump sobre produtos brasileiros fica no radar nesta quarta-feira. A tarifa entrou em vigor ontem e a expectativa é que uma nova alíquota, que deve ficar entre 10% e 12,5% seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida também coloca pressão sobre o governo brasileiro, que ainda conversa com empresários dos setores afetados e avalia como reagir à taxação. ▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio e o número cada vez menores de embarcações que conseguem cruzar o Estreito de Ormuz também segue no radar. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para a realização de negociações, os ataques continuam. As tensões continuam a se refletir nos preços do petróleo, em meio a temores de uma interrupção na oferta global da commodity. Perto das 11h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 3,04%, cotado a US$ 93,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 3,11% no mesmo horário, cotado a US$ 86,96 por barril. ▶️ Na agenda econômica, investidores também aguardam uma série de balanços corporativos previstos para hoje. Essa é a primeira leva de balanços das empresas do setor de tecnologia nos Estados Unidos e poderá determinar se a alta impulsionada pela inteligência artificial em Wall Street ainda tem espaço para continuar. LEIA MAIS Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,75%; Acumulado do mês: -1,74%; Acumulado do ano: -7,57%. ????Ibovespa Acumulado da semana: --0,22%; Acumulado do mês: +0,76%; Acumulado do ano: +7,57%. Tarifaço passa a valer A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. LEIA MAIS Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de Trump Governo ainda estuda como reagir à taxação Quais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade? Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata Petróleo e tensões no Oriente Médio Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã. Moradores de Teerã relataram explosões. Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã. Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo. O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou. Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz. A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários americanos operavam mistos nesta quarta-feira (22),

Jul 22, 2026 - 12:00
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Dólar cai, de olho em novo tarifaço de Trump e resultados corporativos; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e passou a operar em queda nesta quarta-feira (22), com um recuo de 0,28% perto das 11h10, cotado a R$ 5,0580. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 1,46% no mesmo horário, aos 175.857 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As nova taxa adicional de 25% imposta por Trump sobre produtos brasileiros fica no radar nesta quarta-feira. A tarifa entrou em vigor ontem e a expectativa é que uma nova alíquota, que deve ficar entre 10% e 12,5% seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida também coloca pressão sobre o governo brasileiro, que ainda conversa com empresários dos setores afetados e avalia como reagir à taxação. ▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio e o número cada vez menores de embarcações que conseguem cruzar o Estreito de Ormuz também segue no radar. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para a realização de negociações, os ataques continuam. As tensões continuam a se refletir nos preços do petróleo, em meio a temores de uma interrupção na oferta global da commodity. Perto das 11h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 3,04%, cotado a US$ 93,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 3,11% no mesmo horário, cotado a US$ 86,96 por barril. ▶️ Na agenda econômica, investidores também aguardam uma série de balanços corporativos previstos para hoje. Essa é a primeira leva de balanços das empresas do setor de tecnologia nos Estados Unidos e poderá determinar se a alta impulsionada pela inteligência artificial em Wall Street ainda tem espaço para continuar. LEIA MAIS Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,75%; Acumulado do mês: -1,74%; Acumulado do ano: -7,57%. ????Ibovespa Acumulado da semana: --0,22%; Acumulado do mês: +0,76%; Acumulado do ano: +7,57%. Tarifaço passa a valer A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. LEIA MAIS Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de Trump Governo ainda estuda como reagir à taxação Quais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade? Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata Petróleo e tensões no Oriente Médio Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã. Moradores de Teerã relataram explosões. Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã. Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo. O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou. Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz. A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários americanos operavam mistos nesta quarta-feira (22), à espera de novos balanços corporativos do setor de tecnologia. Perto das 11h10, o Dow Jones subia 0,42%, enquanto o S&P 500 caía 0,06% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 0,29%. Na Europa, o dia era mais positivo. Entre os principais índices da região, o alemão DAX subia 0,62% no mesmo horário, enquanto o francês CAC-40 avançava 1,10% e o britânico FTSE 100 tinha alta de 1,47%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quarta-feira, mais uma vez lideradas pelos setores de chips e tecnologia, conforme investidores realizaram lucros após a sessão anterior ter registrado a maior alta em três meses. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,46%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,07%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 0,74% e o Nikkei, do Japão, recuou 0,18%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo Jornal Nacional/ Reprodução

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