Dólar e bolsa avançam com atenção voltada a indicadores do Brasil e dos EUA
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a segunda-feira (17) em alta. Por volta das 11h40, a moeda americana subia 0,34%, cotada a R$ 5,3148. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava praticamente estável, com leve ganho de 0,02%, aos 157.772 pontos.
Após semanas de paralisação do governo, os mercados voltam a acompanhar dados importantes nos Estados Unidos, considerados decisivos para calibrar expectativas sobre os juros americanos. No Brasil, os investidores acompanham a divulgação do IBC-Br, que serve como prévia do PIB, e do boletim Focus.
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▶️ Nos EUA, a retomada das divulgações ocorre depois do fim da paralisação de 43 dias do governo, a mais longa da história, que havia interrompido relatórios importantes como emprego e inflação. Hoje, os investidores aguardam os primeiros números oficiais.
▶️ Às 11h, está prevista a divulgação dos gastos com construção referentes a agosto, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que devem movimentar o mercado diante das incertezas sobre os próximos passos da política monetária.
▶️ No Brasil, a semana será mais curta por causa do feriado de 20 de novembro, e a expectativa gira em torno da possibilidade de um acordo comercial com os EUA, após anúncio de redução de tarifas sobre produtos como carne bovina e café.
▶️ Entre os destaques desta segunda-feira, estão a divulgação do IBC-Br, indicador que funciona como prévia do PIB, e do boletim Focus. O IBC-Br mostrou queda de 0,9% no terceiro trimestre, enquanto o Focus trouxe, pela primeira vez no ano, projeção de cumprimento da meta de inflação para 2025.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
????Dólar
a
Acumulado da semana: -0,74%;
Acumulado do mês: -1,54%;
Acumulado do ano: -14,29%.
????Ibovespa
Acumulado da semana: +2,39%;
Acumulado do mês: +5,48%;
Acumulado do ano: +31,14%.
Agenda econômica
Boletim Focus
Pela primeira vez no ano, o mercado financeiro projeta que a meta de inflação para 2025 será cumprida. A estimativa caiu de 4,55% para 4,46%, ficando abaixo do teto definido pelo governo.
A previsão faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, com base em pesquisa feita na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
➡️ A revisão ocorreu após a divulgação do IPCA de outubro, que registrou alta de 0,09%, a menor para o mês em 27 anos. Economistas esperavam um índice maior, de 0,26%.
Veja as projeções de inflação para os próximos anos:
2026: 4,20%
2027: 3,80%
2028: 3,50%
A expectativa para o crescimento do PIB em 2025 segue em 2,16%, e para 2026, em 1,78%.
Economistas também mantiveram a projeção para a taxa básica de juros:
2025: 15% ao ano (nível atual)
2026: 12,25% ao ano
Quanto ao dólar, a estimativa para o fim de 2025 recuou de R$ 5,41 para R$ 5,40. Para 2026, permanece em R$ 5,50.
Prévia do PIB
Seguindo na agenda de divulgações do BC, a instituições divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 0,9% no terceiro trimestre deste ano.
O cálculo foi feito após ajuste sazonal, que permite comparar períodos diferentes, e considera a variação em relação ao segundo trimestre de 2025.
Esse é o primeiro recuo trimestral do indicador em dois anos. A última queda havia ocorrido no terceiro trimestre de 2023, quando o índice caiu 0,5%.
▶️ A redução na atividade econômica faz parte da estratégia do Banco Central para conter pressões inflacionárias e aproximar as projeções da meta de 3% ao ano. O principal instrumento para isso é a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano — o maior nível em quase duas décadas.
▶️ Na ata da última reunião do Copom, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo, indicando que a economia ainda opera acima do seu potencial sem gerar pressão adicional sobre os preços.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados americanos iniciam a semana com atenção voltada para a divulgação de resultados de grandes empresas, como Nvidia, e para o retorno dos dados econômicos oficiais, após o fim da paralisação do governo.
Às 07h05 (horário de Nova York), os índices futuros mostravam leve variação: o Dow Jones recuava 0,06%, enquanto o S&P 500 subia 0,09% e o Nasdaq avançava 0,24%.
Já as bolsas europeias operam em queda nesta segunda-feira, refletindo a instabilidade da semana anterior. Investidores seguem cautelosos diante das dúvidas sobre o impacto da inteligência artificial na economia e sobre o ritmo de crescimento global.
Por volta do meio-dia (horário local), os principais índices da região registravam perdas: o STOXX 600 caía 0,46%, o DAX da Alemanha recuava 0,51%, o FTSE 100 do Reino Unido perdia 0,19% e o CAC 40 da França tinha queda de 0,42%.
Enquanto isso, os mercados asiáticos fecharam em queda, influenciados por tensões diplomáticas entre China e Japão.
A declaração da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre um possíve
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a segunda-feira (17) em alta. Por volta das 11h40, a moeda americana subia 0,34%, cotada a R$ 5,3148. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava praticamente estável, com leve ganho de 0,02%, aos 157.772 pontos.
Após semanas de paralisação do governo, os mercados voltam a acompanhar dados importantes nos Estados Unidos, considerados decisivos para calibrar expectativas sobre os juros americanos. No Brasil, os investidores acompanham a divulgação do IBC-Br, que serve como prévia do PIB, e do boletim Focus.
????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
▶️ Nos EUA, a retomada das divulgações ocorre depois do fim da paralisação de 43 dias do governo, a mais longa da história, que havia interrompido relatórios importantes como emprego e inflação. Hoje, os investidores aguardam os primeiros números oficiais.
▶️ Às 11h, está prevista a divulgação dos gastos com construção referentes a agosto, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que devem movimentar o mercado diante das incertezas sobre os próximos passos da política monetária.
▶️ No Brasil, a semana será mais curta por causa do feriado de 20 de novembro, e a expectativa gira em torno da possibilidade de um acordo comercial com os EUA, após anúncio de redução de tarifas sobre produtos como carne bovina e café.
▶️ Entre os destaques desta segunda-feira, estão a divulgação do IBC-Br, indicador que funciona como prévia do PIB, e do boletim Focus. O IBC-Br mostrou queda de 0,9% no terceiro trimestre, enquanto o Focus trouxe, pela primeira vez no ano, projeção de cumprimento da meta de inflação para 2025.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
????Dólar
a
Acumulado da semana: -0,74%;
Acumulado do mês: -1,54%;
Acumulado do ano: -14,29%.
????Ibovespa
Acumulado da semana: +2,39%;
Acumulado do mês: +5,48%;
Acumulado do ano: +31,14%.
Agenda econômica
Boletim Focus
Pela primeira vez no ano, o mercado financeiro projeta que a meta de inflação para 2025 será cumprida. A estimativa caiu de 4,55% para 4,46%, ficando abaixo do teto definido pelo governo.
A previsão faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, com base em pesquisa feita na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
➡️ A revisão ocorreu após a divulgação do IPCA de outubro, que registrou alta de 0,09%, a menor para o mês em 27 anos. Economistas esperavam um índice maior, de 0,26%.
Veja as projeções de inflação para os próximos anos:
2026: 4,20%
2027: 3,80%
2028: 3,50%
A expectativa para o crescimento do PIB em 2025 segue em 2,16%, e para 2026, em 1,78%.
Economistas também mantiveram a projeção para a taxa básica de juros:
2025: 15% ao ano (nível atual)
2026: 12,25% ao ano
Quanto ao dólar, a estimativa para o fim de 2025 recuou de R$ 5,41 para R$ 5,40. Para 2026, permanece em R$ 5,50.
Prévia do PIB
Seguindo na agenda de divulgações do BC, a instituições divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 0,9% no terceiro trimestre deste ano.
O cálculo foi feito após ajuste sazonal, que permite comparar períodos diferentes, e considera a variação em relação ao segundo trimestre de 2025.
Esse é o primeiro recuo trimestral do indicador em dois anos. A última queda havia ocorrido no terceiro trimestre de 2023, quando o índice caiu 0,5%.
▶️ A redução na atividade econômica faz parte da estratégia do Banco Central para conter pressões inflacionárias e aproximar as projeções da meta de 3% ao ano. O principal instrumento para isso é a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano — o maior nível em quase duas décadas.
▶️ Na ata da última reunião do Copom, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo, indicando que a economia ainda opera acima do seu potencial sem gerar pressão adicional sobre os preços.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados americanos iniciam a semana com atenção voltada para a divulgação de resultados de grandes empresas, como Nvidia, e para o retorno dos dados econômicos oficiais, após o fim da paralisação do governo.
Às 07h05 (horário de Nova York), os índices futuros mostravam leve variação: o Dow Jones recuava 0,06%, enquanto o S&P 500 subia 0,09% e o Nasdaq avançava 0,24%.
Já as bolsas europeias operam em queda nesta segunda-feira, refletindo a instabilidade da semana anterior. Investidores seguem cautelosos diante das dúvidas sobre o impacto da inteligência artificial na economia e sobre o ritmo de crescimento global.
Por volta do meio-dia (horário local), os principais índices da região registravam perdas: o STOXX 600 caía 0,46%, o DAX da Alemanha recuava 0,51%, o FTSE 100 do Reino Unido perdia 0,19% e o CAC 40 da França tinha queda de 0,42%.
Enquanto isso, os mercados asiáticos fecharam em queda, influenciados por tensões diplomáticas entre China e Japão.
A declaração da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre um possível ataque chinês a Taiwan gerou tensões entre os dois países, levando investidores a realizarem lucros após recentes altas.
Na Ásia, os índices encerraram o dia com resultados mistos: o Nikkei, em Tóquio, caiu 0,1%; o Hang Seng, em Hong Kong, recuou 0,71%; o SSEC, em Xangai, perdeu 0,46%; e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 0,65%.
Já o Kospi, na Coreia do Sul, subiu 1,94%; o Taiex, em Taiwan, avançou 0,18%; e o Straits Times, em Cingapura, teve queda de 0,15%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Dado Ruvic/ Reuters