Dólar e Ibovespa caem, atentos ao avanço das discussões no Brasil sobre o tarifaço de Trump
Decreto que regulamenta Lei de Reciprocidade assinado por Lula é publicado O dólar opera em queda de 0,50% nesta terça-feira (15), cotado a R$ 5,5559 às 10h51. O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores brasileira (B3), caía 0,21% no mesmo horário, aos 135.016 pontos. Na véspera, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,65%, cotada a R$ 5,5837, o maior valor em mais de um mês. Já o Ibovespa caiu 0,65%, fechando aos 135.299 pontos. ▶️ Investidores acompanham a reação do Brasil ao tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs taxa de 50% sobre produtos brasileiros. O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, se reúne hoje com empresários para discutir a crise, e o governo publicou o decreto da Lei da Reciprocidade Econômica. (leia mais abaixo) ▶️ No exterior, também seguem as movimentações de Trump no comércio: ontem, ele anunciou a possibilidade de tarifas de até 100% contra a Rússia, caso não haja acordo de paz na guerra contra a Ucrânia. Além disso, no fim de semana, divulgou taxas de 30% ao México e à União Europeia, que buscam negociações para amenizar os impactos. ▶️ Dados da China e dos EUA também pesam. O PIB chinês cresceu 5,2% no 2º trimestre, mostrando resiliência diante das tarifas de Trump. Nos EUA, os preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiram em junho, provavelmente marcando o início de um aumento na inflação induzido por tarifas há muito esperado. ▶️ No Brasil, o mercado ainda monitora a audiência de conciliação no STF sobre o IOF, marcada para as 15h. O governo defende a medida como justiça tributária, enquanto o Congresso critica a alta de impostos sem cortes de gastos. Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: +0,65%; Acumulado do mês: +2,76%; Acumulado do ano: -9,64%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: -0,66%; Acumulado do mês: -2,57%; Acumulado do ano: +12,48%. Brasil estuda como responder Trump Alckmin fala sobre reação do Brasil a tarifaço de Trump O vice-presidente Geraldo Alckmin vai realizar duas reuniões com representantes da indústria e do agronegócio nesta terça-feira (15) para discutir a resposta brasileira ao tarifaço de Trump. (veja aqui quem vai participar) ???? Resumo: a medida norte-americana impõe uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA a partir de 1º de agosto. A decisão foi criticada pelo governo Lula, que considera a ação uma retaliação política — motivada por críticas de Trump ao Supremo Tribunal Federal e em defesa de Jair Bolsonaro. As reuniões são parte do trabalho de um comitê interministerial criado pelo presidente Lula, que reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Casa Civil, o Ministério da Fazenda e o Ministério das Relações Exteriores. O objetivo do governo é ouvir os empresários, dimensionar os impactos da medida americana sobre as exportações brasileiras e discutir eventuais contramedidas. O presidente Lula já mencionou que a Lei da Reciprocidade Econômica está entre os instrumentos legais que o Brasil poderá usar para responder às tarifas, caso a decisão dos EUA avance. O decreto que regulamenta a lei foi publicado nesta terça. No documento, foram estabelecidos procedimentos para que o Brasil possa suspender "concessões comerciais, de investimentos e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a ações unilaterais de países ou blocos econômicos que afetem negativamente a sua competitividade internacional". Trump diz, porém, que se o Brasil reagir elevando suas próprias tarifas, os EUA aumentarão ainda mais as taxas sobre produtos brasileiros. LEIA TAMBÉM: Brasil pode quebrar patentes para retaliar tarifaço de Trump; entenda 'Olho por olho, dente por dente?' O que diz a Lei de Reciprocidade Tarifas contra o México, UE, Rússia e mais Trump ameaça impor tarifas e sanções contra Rússia se país não aceitar paz e decisão pode afetar Brasil Na semana passada, o presidente Donald Trump prorrogou até 1º de agosto a trégua tarifária iniciada em abril, dando mais três semanas para concluir acordos comerciais ainda pendentes. No entanto, em um movimento de pressão, publicou 25 cartas notificando mudanças tarifárias a países parceiros. As últimas notificações foram enviadas ao México e a União Europeia, que receberam taxas de 30%. Em resposta, a União Europeia estendeu a suspensão das medidas do bloco contra o tarifaço até o início de agosto, visando uma solução negociada para o comércio com Washington. Além disso, nesta segunda, Trump ameaçou aplicar um pacote de "tarifas severas" à Rússia, de "cerca de 100%", caso o governo de Vladimir Putin não alcance um acordo de paz na Ucrânia em um prazo de até 50 dias. ???? A volta das atenções de Trump para as tarifas reacende preocupações sobre eventuais efeitos dessas taxas na inflação dos EUA e do mundo. Isso porque a leitura dos investidores é

Decreto que regulamenta Lei de Reciprocidade assinado por Lula é publicado O dólar opera em queda de 0,50% nesta terça-feira (15), cotado a R$ 5,5559 às 10h51. O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores brasileira (B3), caía 0,21% no mesmo horário, aos 135.016 pontos. Na véspera, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,65%, cotada a R$ 5,5837, o maior valor em mais de um mês. Já o Ibovespa caiu 0,65%, fechando aos 135.299 pontos. ▶️ Investidores acompanham a reação do Brasil ao tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs taxa de 50% sobre produtos brasileiros. O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, se reúne hoje com empresários para discutir a crise, e o governo publicou o decreto da Lei da Reciprocidade Econômica. (leia mais abaixo) ▶️ No exterior, também seguem as movimentações de Trump no comércio: ontem, ele anunciou a possibilidade de tarifas de até 100% contra a Rússia, caso não haja acordo de paz na guerra contra a Ucrânia. Além disso, no fim de semana, divulgou taxas de 30% ao México e à União Europeia, que buscam negociações para amenizar os impactos. ▶️ Dados da China e dos EUA também pesam. O PIB chinês cresceu 5,2% no 2º trimestre, mostrando resiliência diante das tarifas de Trump. Nos EUA, os preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiram em junho, provavelmente marcando o início de um aumento na inflação induzido por tarifas há muito esperado. ▶️ No Brasil, o mercado ainda monitora a audiência de conciliação no STF sobre o IOF, marcada para as 15h. O governo defende a medida como justiça tributária, enquanto o Congresso critica a alta de impostos sem cortes de gastos. Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: +0,65%; Acumulado do mês: +2,76%; Acumulado do ano: -9,64%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: -0,66%; Acumulado do mês: -2,57%; Acumulado do ano: +12,48%. Brasil estuda como responder Trump Alckmin fala sobre reação do Brasil a tarifaço de Trump O vice-presidente Geraldo Alckmin vai realizar duas reuniões com representantes da indústria e do agronegócio nesta terça-feira (15) para discutir a resposta brasileira ao tarifaço de Trump. (veja aqui quem vai participar) ???? Resumo: a medida norte-americana impõe uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA a partir de 1º de agosto. A decisão foi criticada pelo governo Lula, que considera a ação uma retaliação política — motivada por críticas de Trump ao Supremo Tribunal Federal e em defesa de Jair Bolsonaro. As reuniões são parte do trabalho de um comitê interministerial criado pelo presidente Lula, que reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Casa Civil, o Ministério da Fazenda e o Ministério das Relações Exteriores. O objetivo do governo é ouvir os empresários, dimensionar os impactos da medida americana sobre as exportações brasileiras e discutir eventuais contramedidas. O presidente Lula já mencionou que a Lei da Reciprocidade Econômica está entre os instrumentos legais que o Brasil poderá usar para responder às tarifas, caso a decisão dos EUA avance. O decreto que regulamenta a lei foi publicado nesta terça. No documento, foram estabelecidos procedimentos para que o Brasil possa suspender "concessões comerciais, de investimentos e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a ações unilaterais de países ou blocos econômicos que afetem negativamente a sua competitividade internacional". Trump diz, porém, que se o Brasil reagir elevando suas próprias tarifas, os EUA aumentarão ainda mais as taxas sobre produtos brasileiros. LEIA TAMBÉM: Brasil pode quebrar patentes para retaliar tarifaço de Trump; entenda 'Olho por olho, dente por dente?' O que diz a Lei de Reciprocidade Tarifas contra o México, UE, Rússia e mais Trump ameaça impor tarifas e sanções contra Rússia se país não aceitar paz e decisão pode afetar Brasil Na semana passada, o presidente Donald Trump prorrogou até 1º de agosto a trégua tarifária iniciada em abril, dando mais três semanas para concluir acordos comerciais ainda pendentes. No entanto, em um movimento de pressão, publicou 25 cartas notificando mudanças tarifárias a países parceiros. As últimas notificações foram enviadas ao México e a União Europeia, que receberam taxas de 30%. Em resposta, a União Europeia estendeu a suspensão das medidas do bloco contra o tarifaço até o início de agosto, visando uma solução negociada para o comércio com Washington. Além disso, nesta segunda, Trump ameaçou aplicar um pacote de "tarifas severas" à Rússia, de "cerca de 100%", caso o governo de Vladimir Putin não alcance um acordo de paz na Ucrânia em um prazo de até 50 dias. ???? A volta das atenções de Trump para as tarifas reacende preocupações sobre eventuais efeitos dessas taxas na inflação dos EUA e do mundo. Isso porque a leitura dos investidores é que as taxas impostas por Trump podem acabar aumentando os custos de produção baseados em produtos importados e, consequentemente, elevar os preços ao consumidor. Caso se concretize, esse cenário tende a pressionar a inflação norte-americana e pode forçar o Fed a manter os juros do país altos por mais tempo — o que, por sua vez, também poderia fortalecer o dólar e afetar as taxas de juros de outros países pelo mundo. SAIBA MAIS: Tarifas do Trump: o que está valendo e o que está previsto? PIB da China e inflação nos EUA Mesmo com as tarifas de Donald Trump, a economia da China cresceu forte no 2° trimestre do ano Na China, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta segunda-feira mostrou que o país tem conseguido driblar dos efeitos da guerra comercial com os EUA. O indicador subiu 5,2% no segundo trimestre, superando as expectativas dos analistas por pouco. Analistas consultados pela Reuters previam que o PIB aumentaria 5,1% em relação ao ano anterior, desacelerando em relação ao ritmo de 5,4% do primeiro trimestre. Mesmo assim, apesar de a China ter evitado até agora uma desaceleração acentuada, os mercados estão preparados para um crescimento mais fraco no segundo semestre, pressionados pela desaceleração das exportações, pela baixa confiança do consumidor e pela persistente crise imobiliária. Já os Estados Unidos divulgaram hoje os preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês). O índice subiu 0,3% no mês passado, após alta de 0,1% em maio. Esse foi o maior ganho desde janeiro, provavelmente marcando o início de um aumento na inflação induzido por tarifas há muito esperado. "As categorias de eletrodomésticos e equipamentos domésticos apresentaram aumento expressivo de preços, indicando algum repasse dos custos adicionais provocados pelas tarifas", explica a economista Andressa Durão, do ASA. "Outros itens, como vestuários, bens recreativos e outros bens diversos, registraram variações pontuais de preços, de forma menos intensa ou mais diluída, mas também sugerindo algum repasse", continua. Analistas também disseram à Reuters que a inflação tem demorado a responder às amplas taxas de importação anunciadas por Trump em abril porque as empresas ainda estavam vendendo os estoques acumulados antes da entrada em vigor das tarifas. Nos 12 meses até junho, o CPI avançou 2,7%, após alta de 2,4% em maio, o que mantém o Federal Reserve cauteloso sobre a retomada de seus cortes nas taxas de juros. Crise do IOF Governo e Congresso participam de audiência de conciliação sobre IOF Uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) vai reunir nesta terça-feira representantes do governo e do Congresso Nacional para tratar da crise em torno da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A audiência foi convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator de quatro ações sobre o tema no Supremo. Vão participar representantes da Presidência da República, do Senado e da Câmara, além da Procuradoria-Geral da República, Advocacia-Geral da União (AGU) e dos autores dos processos. ???? O que aconteceu? No fim de maio, a equipe econômica do governo anunciou o aumento do IOF incidente sobre operações de crédito, principalmente empréstimos e câmbio. No mês seguinte, no entanto, o Congresso Nacional aprovou uma proposta que derrubou o decreto do presidente sobre o tema. Moraes, então, decidiu suspender todos os decretos relacionados ao IOF e determinar uma audiência de conciliação. Por um lado, o Palácio do Planalto defende que a questão é de justiça tributária, ao aumentar a taxação dos ricos em benefício da parcela de baixa renda. O Legislativo, porém, informou que não tolera mais aumento de impostos sem que o governo comece a rever gastos. Notas de dólar Dado Ruvic/ Reuters
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