Dólar e Ibovespa operam em alta, à espera de falas do presidente do Fed
Secretário de Trump anuncia revogação do visto americano de Alexandre de Moraes e de 'seus aliados' O dólar voltou a ganhar força e tinha alta de 0,33% nesta terça-feira (22), cotado a R$ 5,5827 perto das 11h. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, opera com um avanço de 0,59%, aos 134.953 pontos. Investidores aguardam novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano, Jerome Powell. Novos dados econômicos dos Estados Unidos também ficam no radar. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As relações entre Brasil e EUA continuam trazendo preocupações, após terem se deteriorado ainda mais no fim de semana. Na noite de sexta, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revogou os vistos americanos do ministro do STF Alexandre de Moraes, “de seus aliados e de seus familiares imediatos”. Além de Moraes, também tiveram seus vistos suspensos os ministros Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A medida foi tomada após o governo Trump impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e abrir uma investigação sobre o que classifica como práticas “comerciais desleais”. ▶️ No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu entrevista à rádio CBN na última segunda-feira. Ele afirmou que o governo brasileiro “não vai sair da mesa de negociação” com os EUA em relação ao tarifaço. “A determinação do presidente Lula é que não temos nenhuma razão para o Brasil sofrer esse tipo de sanção. A orientação dele é que estejamos engajados permanentemente”, declarou o ministro. Haddad acrescentou que a equipe econômica já está elaborando um plano de contingência para apoiar os setores impactados pelo eventual tarifaço. ▶️ No exterior, a situação também é delicada, já que a União Europeia sinalizou que um acordo com os EUA está mais distante. Diplomatas europeus relataram que os representantes americanos apresentaram propostas divergentes nas últimas rodadas de negociação, frustrando as expectativas de avanço. Nesta semana, inclusive, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais entre UE e China. ▶️ Na agenda do dia, dados econômicos do Brasil e dos Estados Unidos ficam sob os holofotes. Além disso, investidores também repercutem a notícia de que a Totvs fechou a aquisição da produtora de software Linx, controlada pela StoneCo, por R$ 3,05 bilhões. A operação será financiada com o próprio caixa da companhia e com instrumentos de dívida ainda a serem contratados. Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: -0,41%; Acumulado do mês: +2,41%; Acumulado do ano: -9,96%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: +0,59%; Acumulado do mês: -3,38%; Acumulado do ano: +11,54%. Brasil x EUA A piora das relações entre o Brasil e os EUA continuam a mexer com os mercados financeiros. Na última sexta-feira (18), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, revogou os vistos americanos para o ministro do STF, Alexandre de Moraes, "de seus aliados e de seus familiares imediatos". Em publicação feita no X, Rubio afirmou que Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros "responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos". "A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos", disse Rubio na rede social X. Além de Moraes, também tiveram seus vistos suspensos os ministros Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão veio pouco tempo após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido alvo de uma operação da Política Federal (PF), na semana passada. Após um pedido da PF, Moraes proibiu o uso das redes sociais por parte do ex-presidente e determinou que ele precisaria ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Bolsonaro é réu por tentativa de golpe, e tornozeleira se refere à tentativa de atrapalhar investigações; entenda a situação jurídica A decisão acalorou a discussão entre EUA e Brasil, principalmente porque Trump já havia defendido Bolsonaro em outros momentos — tendo, inclusive, atribuído ao julgamento do ex-presidente no STF parte do motivo das tarifas de 50% impostas a todos os produtos brasileiros. Negociações do tarifaço Com a aproximação do prazo final de 1º de agosto, a União Europeia vê poucas chances de chegar a um acordo com os EUA que evite o aumento das tarifas. Após a ameaça de Trum

Secretário de Trump anuncia revogação do visto americano de Alexandre de Moraes e de 'seus aliados' O dólar voltou a ganhar força e tinha alta de 0,33% nesta terça-feira (22), cotado a R$ 5,5827 perto das 11h. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, opera com um avanço de 0,59%, aos 134.953 pontos. Investidores aguardam novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano, Jerome Powell. Novos dados econômicos dos Estados Unidos também ficam no radar. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As relações entre Brasil e EUA continuam trazendo preocupações, após terem se deteriorado ainda mais no fim de semana. Na noite de sexta, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revogou os vistos americanos do ministro do STF Alexandre de Moraes, “de seus aliados e de seus familiares imediatos”. Além de Moraes, também tiveram seus vistos suspensos os ministros Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A medida foi tomada após o governo Trump impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e abrir uma investigação sobre o que classifica como práticas “comerciais desleais”. ▶️ No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu entrevista à rádio CBN na última segunda-feira. Ele afirmou que o governo brasileiro “não vai sair da mesa de negociação” com os EUA em relação ao tarifaço. “A determinação do presidente Lula é que não temos nenhuma razão para o Brasil sofrer esse tipo de sanção. A orientação dele é que estejamos engajados permanentemente”, declarou o ministro. Haddad acrescentou que a equipe econômica já está elaborando um plano de contingência para apoiar os setores impactados pelo eventual tarifaço. ▶️ No exterior, a situação também é delicada, já que a União Europeia sinalizou que um acordo com os EUA está mais distante. Diplomatas europeus relataram que os representantes americanos apresentaram propostas divergentes nas últimas rodadas de negociação, frustrando as expectativas de avanço. Nesta semana, inclusive, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais entre UE e China. ▶️ Na agenda do dia, dados econômicos do Brasil e dos Estados Unidos ficam sob os holofotes. Além disso, investidores também repercutem a notícia de que a Totvs fechou a aquisição da produtora de software Linx, controlada pela StoneCo, por R$ 3,05 bilhões. A operação será financiada com o próprio caixa da companhia e com instrumentos de dívida ainda a serem contratados. Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: -0,41%; Acumulado do mês: +2,41%; Acumulado do ano: -9,96%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: +0,59%; Acumulado do mês: -3,38%; Acumulado do ano: +11,54%. Brasil x EUA A piora das relações entre o Brasil e os EUA continuam a mexer com os mercados financeiros. Na última sexta-feira (18), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, revogou os vistos americanos para o ministro do STF, Alexandre de Moraes, "de seus aliados e de seus familiares imediatos". Em publicação feita no X, Rubio afirmou que Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros "responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos". "A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos", disse Rubio na rede social X. Além de Moraes, também tiveram seus vistos suspensos os ministros Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão veio pouco tempo após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido alvo de uma operação da Política Federal (PF), na semana passada. Após um pedido da PF, Moraes proibiu o uso das redes sociais por parte do ex-presidente e determinou que ele precisaria ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Bolsonaro é réu por tentativa de golpe, e tornozeleira se refere à tentativa de atrapalhar investigações; entenda a situação jurídica A decisão acalorou a discussão entre EUA e Brasil, principalmente porque Trump já havia defendido Bolsonaro em outros momentos — tendo, inclusive, atribuído ao julgamento do ex-presidente no STF parte do motivo das tarifas de 50% impostas a todos os produtos brasileiros. Negociações do tarifaço Com a aproximação do prazo final de 1º de agosto, a União Europeia vê poucas chances de chegar a um acordo com os EUA que evite o aumento das tarifas. Após a ameaça de Trump de elevar a tarifa de 10% para 30% sobre exportações europeias, cresceu entre os países do bloco o apoio a medidas de retaliação. Diplomatas ouvidos pela agência Reuters relataram que os representantes norte-americanos apresentaram propostas divergentes nas reuniões da semana passada em Washington, frustrando as expectativas de avanço. “Cada interlocutor parecia ter ideias diferentes. Ninguém sabe o que funcionaria com Trump”, disse um diplomata. A UE agora considera acionar o chamado instrumento de “anti-coerção”, que permitiria atingir setores estratégicos dos EUA. Também está em análise um pacote tarifário sobre 21 bilhões de euros em produtos americanos, atualmente suspenso até 6 de agosto. Pelo lado dos EUA, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse nesta segunda que o governo Trump está mais preocupado com a qualidade dos acordos comerciais do que com o prazo para concluí-los. “Não vamos nos apressar apenas por fazer acordos”, disse Bessent em entrevista à CNBC, reforçando que o prazo de 1º de agosto para entrada em vigor das tarifas elevadas está mantido. Fed ainda é assunto Nesta terça-feira, Bessent voltou a falar sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. O secretário do Tesouro norte-americano afirmou que não há necessidade de o banqueiro central deixar o cargo imediatamente, acrescentando que o legado do chefe do Fed deve ser o de dimensionar corretamente as funções de política não-monetária do banco central. Os comentários de Bessent em uma entrevista à "Fox Business Network" foram feitos um dia depois que ele pediu ao banco central dos EUA que realizasse uma revisão exaustiva das áreas de operações não relacionadas à política monetária. Na véspera, Bessent afirmou que o Fed precisa ser examinado como instituição e avaliado quanto à sua eficácia, criticando o que chamou de “alarmismo sobre tarifas” por parte do Fed e observando que, até o momento, houve pouco ou nenhum impacto inflacionário. Juros e megaprojeto na China A China manteve inalteradas suas taxas de juros de referência nesta segunda-feira, conforme o esperado. A taxa primária de um ano (LPR) permanece em 3%, e a de cinco anos, usada como base para hipotecas, em 3,5%. Os sinais de resiliência no crescimento adiaram a necessidade de novos estímulos, embora a fraqueza da demanda interna e os riscos da guerra comercial mantenham a expectativa de afrouxamento dos juros ainda este ano. A deflação ao produtor, por exemplo, atingiu o pior nível em quase dois anos, aumentando a pressão por novas medidas do governo. Enquanto isso, Pequim anunciou nesta segunda-feira novas regras para o setor de aluguel residencial, com foco em regulação e aumento da oferta — sinalizando um esforço para estabilizar segmentos da economia real. Além disso, o primeiro-ministro da China, Li Qiang, anunciou o início das obras da futura maior usina hidrelétrica do mundo, localizada na região leste do Planalto Tibetano, com custo estimado em ao menos US$ 170 bilhões, segundo a agência oficial de notícias Xinhua. O lançamento do projeto hidrelétrico, o mais ambicioso da China desde a construção da usina de Três Gargantas no rio Yangtzé, foi interpretado pelos mercados como um sinal de estímulo econômico, elevando os preços das ações e os rendimentos dos títulos nesta segunda-feira. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
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