Dólar e Ibovespa operam em alta, após Trump anunciar tarifas recíprocas e citar o Brasil

No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,08%, cotada a R$ 5,7625. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com um recuo de 1,69%, aos 124.380 pontos. Dólar freepik O dólar passou a operar em alta nesta quinta-feira (13), enquanto investidores repercutem as novas tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No início da manhã, Trump declarou hoje é o "grande dia" das tarifas recíprocas. Essas tarifas serão aplicadas aos países que impõem taxas de importação sobre produtos norte-americanos ou que dificultem o comércio exterior com os EUA. Especialistas temem que o aumento das tarifas por Trump possa gerar mais inflação, em um momento em que o país já enfrenta uma aceleração dos preços. No Brasil, o destaque fica com os dados do comércio varejista, que registraram uma queda de 0,1% em dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da leve queda, as vendas no comércio tiveram um aumento de 4,7% no ano, a maior variação desde 2012. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, oscila entre altas e baixas. Veja abaixo o resumo dos mercados. SAIBA MAIS: ÚLTIMO PREGÃO DE 2024: Dólar acumulou alta 27% no ano; Ibovespa teve recuo de 10% DE R$ 5,67 PARA ACIMA DE R$ 6: Entenda a disparada do dólar desde o fim de 2024 O TOM DE LULA: Falas do presidente impactaram a moeda em 2024; entenda Dólar acumula alta de quase 28% em 2024 Dólar Às 16h36, o dólar subia 0,06%, cotado a R$ 5,7659. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda americana teve baixa de 0,08%, cotada a R$ 5,7625. Com o resultado, acumulou: queda de 0,53% na semana; recuo de 1,28% no mês; e perdas de 6,75% no ano. a Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa avançava 0,17%, aos 124.596 pontos. Na véspera, o índice teve baixa de 1,69%, aos 124.380 pontos. Com o resultado, acumulou: recuo de 0,19% na semana; perdas de 1,39% no mês; ganho de 3,41% no ano. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? O tarifaço de Trump segue repercutindo entre investidores do mundo todo. Nesta quinta, a expectativa é que o governo americano anuncie as tarifas recíprocas. Mais cedo, o presidente publicou em sua rede social que "hoje é o grande dia". "Três grandes semanas (de governo), talvez as melhores de sempre, mas hoje é o grande (dia): tarifas recíprocas!!! Faça a América grande novamente!!!", publicou Trump. Esse anúncio deve vir apenas poucos dias após a imposição de tarifas de 25% para todas as importações de aço e alumínio nos EUA, que começam a valer em 12 de março. Essas taxações acendem o alerta de investidores e especialistas pelo mundo porque os preços dos produtos que chegam aos EUA ou que dependem de insumos importados para serem produzidos devem ficar mais caros, pressionando ainda mais a inflação americana. O Índice de Preços ao Consumidor teve alta de 0,5% em janeiro e acumulou uma alta de 0,5% em janeiro, acima das projeções. No acumulado em 12 meses, a inflação já está em 3,0%, enquanto a meta do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é de 2,0%, Os preços elevados ocorrem em um momento em que a economia americana segue aquecida e gerando empregos — o que coloca mais dinheiro na mão da população e impulsiona ainda mais a demanda por bens e serviços. Nesse sentido, a preocupação com as tarifas de Trump aumentam cada vez mais as expectativas de que o Fed deve manter suas taxas de juros inalteradas entre 4,25% e 4,50% ao ano, com o objetivo de reduzir a inflação. Juros elevados também aumentam o rendimento dos títulos públicos dos EUA, considerados os mais seguros do mundo, o que tende a provocar uma migração de capital estrangeiro para o país e pode fortalecer o dólar em relação a outras moedas. Dólar mais caro também impacta a inflação em todo o mundo, já que esta é a principal moeda para as negociações comerciais e pode pressionar os preços principalmente das commodities, como combustíveis e alimentos. Além disso, o tarifaço também aumenta a preocupação de que uma guerra comercial comece no mundo, com imposições de tarifas por diversos países, elevando os preços em nível global. No Brasil, o dia é de agenda mais fraca e o destaque fica com os dados do comércio, que recuou 0,1% em dezembro, mas sustentou uma alta de 4,7% em 2024. Claudia Moreno, economista-chefe do C6 Bank, explica que a queda de dezembro foi puxada pelas vendas menores de materiais de construção e de veículos. "São segmentos mais dependentes de crédito e, portanto, mais afetados pela alta dos juros. Com a perspectiva de que a Selic se mantenha em patamar elevado, a tendência é que segmentos mais dependentes de crédito sejam impactados", pontua. A economista destaca que, apesar da resiliência do comércio ao longo de 2024, a expectativa para 2025 é de uma desaceleração do setor, consequência também dos juros maiores no país.

Fev 13, 2025 - 17:00
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Dólar e Ibovespa operam em alta, após Trump anunciar tarifas recíprocas e citar o Brasil

No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,08%, cotada a R$ 5,7625. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com um recuo de 1,69%, aos 124.380 pontos. Dólar freepik O dólar passou a operar em alta nesta quinta-feira (13), enquanto investidores repercutem as novas tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No início da manhã, Trump declarou hoje é o "grande dia" das tarifas recíprocas. Essas tarifas serão aplicadas aos países que impõem taxas de importação sobre produtos norte-americanos ou que dificultem o comércio exterior com os EUA. Especialistas temem que o aumento das tarifas por Trump possa gerar mais inflação, em um momento em que o país já enfrenta uma aceleração dos preços. No Brasil, o destaque fica com os dados do comércio varejista, que registraram uma queda de 0,1% em dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da leve queda, as vendas no comércio tiveram um aumento de 4,7% no ano, a maior variação desde 2012. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, oscila entre altas e baixas. Veja abaixo o resumo dos mercados. SAIBA MAIS: ÚLTIMO PREGÃO DE 2024: Dólar acumulou alta 27% no ano; Ibovespa teve recuo de 10% DE R$ 5,67 PARA ACIMA DE R$ 6: Entenda a disparada do dólar desde o fim de 2024 O TOM DE LULA: Falas do presidente impactaram a moeda em 2024; entenda Dólar acumula alta de quase 28% em 2024 Dólar Às 16h36, o dólar subia 0,06%, cotado a R$ 5,7659. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda americana teve baixa de 0,08%, cotada a R$ 5,7625. Com o resultado, acumulou: queda de 0,53% na semana; recuo de 1,28% no mês; e perdas de 6,75% no ano. a Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa avançava 0,17%, aos 124.596 pontos. Na véspera, o índice teve baixa de 1,69%, aos 124.380 pontos. Com o resultado, acumulou: recuo de 0,19% na semana; perdas de 1,39% no mês; ganho de 3,41% no ano. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? O tarifaço de Trump segue repercutindo entre investidores do mundo todo. Nesta quinta, a expectativa é que o governo americano anuncie as tarifas recíprocas. Mais cedo, o presidente publicou em sua rede social que "hoje é o grande dia". "Três grandes semanas (de governo), talvez as melhores de sempre, mas hoje é o grande (dia): tarifas recíprocas!!! Faça a América grande novamente!!!", publicou Trump. Esse anúncio deve vir apenas poucos dias após a imposição de tarifas de 25% para todas as importações de aço e alumínio nos EUA, que começam a valer em 12 de março. Essas taxações acendem o alerta de investidores e especialistas pelo mundo porque os preços dos produtos que chegam aos EUA ou que dependem de insumos importados para serem produzidos devem ficar mais caros, pressionando ainda mais a inflação americana. O Índice de Preços ao Consumidor teve alta de 0,5% em janeiro e acumulou uma alta de 0,5% em janeiro, acima das projeções. No acumulado em 12 meses, a inflação já está em 3,0%, enquanto a meta do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é de 2,0%, Os preços elevados ocorrem em um momento em que a economia americana segue aquecida e gerando empregos — o que coloca mais dinheiro na mão da população e impulsiona ainda mais a demanda por bens e serviços. Nesse sentido, a preocupação com as tarifas de Trump aumentam cada vez mais as expectativas de que o Fed deve manter suas taxas de juros inalteradas entre 4,25% e 4,50% ao ano, com o objetivo de reduzir a inflação. Juros elevados também aumentam o rendimento dos títulos públicos dos EUA, considerados os mais seguros do mundo, o que tende a provocar uma migração de capital estrangeiro para o país e pode fortalecer o dólar em relação a outras moedas. Dólar mais caro também impacta a inflação em todo o mundo, já que esta é a principal moeda para as negociações comerciais e pode pressionar os preços principalmente das commodities, como combustíveis e alimentos. Além disso, o tarifaço também aumenta a preocupação de que uma guerra comercial comece no mundo, com imposições de tarifas por diversos países, elevando os preços em nível global. No Brasil, o dia é de agenda mais fraca e o destaque fica com os dados do comércio, que recuou 0,1% em dezembro, mas sustentou uma alta de 4,7% em 2024. Claudia Moreno, economista-chefe do C6 Bank, explica que a queda de dezembro foi puxada pelas vendas menores de materiais de construção e de veículos. "São segmentos mais dependentes de crédito e, portanto, mais afetados pela alta dos juros. Com a perspectiva de que a Selic se mantenha em patamar elevado, a tendência é que segmentos mais dependentes de crédito sejam impactados", pontua. A economista destaca que, apesar da resiliência do comércio ao longo de 2024, a expectativa para 2025 é de uma desaceleração do setor, consequência também dos juros maiores no país.

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