Dólar fecha em R$ 5,91 e tem maior patamar em mais de um mês, após bate-boca de Trump e Zelensky; Ibovespa cai
No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,45%, cotada a R$ 5,8285. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,02%, aos 124.799 pontos. Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo O dólar fechou a sessão desta sexta-feira (28) em alta, a R$ 5,91, e atingiu o maior patamar em um mês. Em fevereiro, a moeda acumulou um avanço de 1,35%. Investidores passaram o dia reagindo ao noticiário político local e internacional, com destaque para a tensão no encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky. Trump pressionou Zelensky a aceitar um acordo para encerrar a guerra da Ucrânia, iniciada pela Rússia em 2022. O republicano ainda chamou o presidente ucraniano de "desrespeitoso" com os EUA, afirmando que ele "não está no direito de ditar nada" e que está "jogando" com o risco de uma "Terceira Guerra Mundial". Já no Brasil, a atenção ficou com a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) para assumir a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, pasta responsável pela articulação política do governo. Entre os indicadores, os investidores ficaram de olho nos novos dados de inflação dos EUA. Segundo o Escritório de Análises Econômicas do Departamento do Comércio norte-americano, os gastos dos consumidores caíram 0,2% em janeiro, após um aumento revisado para cima de 0,8% em dezembro. Apesar da desaceleração, o resultado ainda representa uma alta inflacionária e pode pressionar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a manter os juros básicos do país elevados por mais tempo. O país vive um período de dificuldade de trazer a inflação para a meta de 2% ao ano e há uma preocupação de que as medidas tarifárias recentemente anunciadas por Trump possam impactar ainda mais os preços dos insumos e produtos que chegam ao país. Trump voltou a falar sobre as tarifas nesta quinta-feira (28) e disse que pretende impor taxas de 25% sobre todos os produtos importados da União Europeia que chegam ao país. O presidente também indicou que as taxas impostas ao México e ao Canadá devem entrar em vigor em 4 de março e que a China deve receber uma tarifa adicional de 10% nesse dia. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, operava em queda na última hora do pregão. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Ao final da sessão, o dólar avançou 1,50%, cotado a R$ 5,9162. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,9182. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: alta de 3,24% na semana; avanço de 1,35% no mês; e perdas de 4,26% no ano. No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,45%%, cotada a R$ 5,8285. a Ibovespa Já o Ibovespa operava em queda na última hora do pregão. Na véspera, o índice teve alta de 0,02%, aos 124.799 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 1,83% na semana; perdas de 1,06% no mês; alta de 3,75% no ano. O que está mexendo com os mercados? O principal destaque deste pregão foi o encontro de Trump e Zelensky, que acabou em bate-boca e fez o dólar subir com mais força durante a tarde desta sexta-feira. Zelensky contestou declarações de Trump de que as cidades ucranianas foram reduzidas a escombros por três anos de guerra. Trump disse que Putin quer fazer um acordo para o fim da guerra e que Zelensky está "jogando" com uma "Terceira Guerra Mundial". "Você está apostando com a vida de milhões de pessoas. Você está apostando com a Terceira Guerra Mundial. Você está apostando com a Terceira Guerra Mundial, e o que você está fazendo é muito desrespeitoso com este país, um país que te apoiou muito mais do que muitos disseram que deveria", afirmou Trump a Zelensky. Zelensky então apontou que Trump é menos duro com Putin, o que irritou o presidente americano. "Seu povo é muito corajoso, mas ou vocês fazem um acordo ou estamos fora. E se estivermos fora, vocês terão que lutar sozinhos", disse Trump na Casa Branca. Os EUA são aliados da Ucrânia na guerra. Antes disso, o dólar já subia impulsionado pela política tarifária de Trump, que continua a impactar os negócios e a trazer preocupações sobre uma eventual pressão inflacionária nos EUA e no mundo. Na quinta-feira, por exemplo, o republicano afirmou que pretende impor uma tarifa de 25% sobre os produtos importados pelo país da União Europeia (UE), reiterando que a relação do país com o bloco econômico é diferente daquela que os EUA têm com o Canadá e com o México. Isso porque, segundo Trump, os europeus estariam "tirando vantagem" dos americanos nas trocas comerciais. "Não aceitam nossos carros, nem nossos produtos agrícolas, usando as mais variadas justificativas. E nós aceitamos todos os produtos deles. Isso nos deixa com um déficit de US$ 300 bilhões com a União Europeia", disse Trum

No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,45%, cotada a R$ 5,8285. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,02%, aos 124.799 pontos. Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo O dólar fechou a sessão desta sexta-feira (28) em alta, a R$ 5,91, e atingiu o maior patamar em um mês. Em fevereiro, a moeda acumulou um avanço de 1,35%. Investidores passaram o dia reagindo ao noticiário político local e internacional, com destaque para a tensão no encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky. Trump pressionou Zelensky a aceitar um acordo para encerrar a guerra da Ucrânia, iniciada pela Rússia em 2022. O republicano ainda chamou o presidente ucraniano de "desrespeitoso" com os EUA, afirmando que ele "não está no direito de ditar nada" e que está "jogando" com o risco de uma "Terceira Guerra Mundial". Já no Brasil, a atenção ficou com a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) para assumir a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, pasta responsável pela articulação política do governo. Entre os indicadores, os investidores ficaram de olho nos novos dados de inflação dos EUA. Segundo o Escritório de Análises Econômicas do Departamento do Comércio norte-americano, os gastos dos consumidores caíram 0,2% em janeiro, após um aumento revisado para cima de 0,8% em dezembro. Apesar da desaceleração, o resultado ainda representa uma alta inflacionária e pode pressionar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a manter os juros básicos do país elevados por mais tempo. O país vive um período de dificuldade de trazer a inflação para a meta de 2% ao ano e há uma preocupação de que as medidas tarifárias recentemente anunciadas por Trump possam impactar ainda mais os preços dos insumos e produtos que chegam ao país. Trump voltou a falar sobre as tarifas nesta quinta-feira (28) e disse que pretende impor taxas de 25% sobre todos os produtos importados da União Europeia que chegam ao país. O presidente também indicou que as taxas impostas ao México e ao Canadá devem entrar em vigor em 4 de março e que a China deve receber uma tarifa adicional de 10% nesse dia. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, operava em queda na última hora do pregão. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Ao final da sessão, o dólar avançou 1,50%, cotado a R$ 5,9162. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,9182. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: alta de 3,24% na semana; avanço de 1,35% no mês; e perdas de 4,26% no ano. No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,45%%, cotada a R$ 5,8285. a Ibovespa Já o Ibovespa operava em queda na última hora do pregão. Na véspera, o índice teve alta de 0,02%, aos 124.799 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 1,83% na semana; perdas de 1,06% no mês; alta de 3,75% no ano. O que está mexendo com os mercados? O principal destaque deste pregão foi o encontro de Trump e Zelensky, que acabou em bate-boca e fez o dólar subir com mais força durante a tarde desta sexta-feira. Zelensky contestou declarações de Trump de que as cidades ucranianas foram reduzidas a escombros por três anos de guerra. Trump disse que Putin quer fazer um acordo para o fim da guerra e que Zelensky está "jogando" com uma "Terceira Guerra Mundial". "Você está apostando com a vida de milhões de pessoas. Você está apostando com a Terceira Guerra Mundial. Você está apostando com a Terceira Guerra Mundial, e o que você está fazendo é muito desrespeitoso com este país, um país que te apoiou muito mais do que muitos disseram que deveria", afirmou Trump a Zelensky. Zelensky então apontou que Trump é menos duro com Putin, o que irritou o presidente americano. "Seu povo é muito corajoso, mas ou vocês fazem um acordo ou estamos fora. E se estivermos fora, vocês terão que lutar sozinhos", disse Trump na Casa Branca. Os EUA são aliados da Ucrânia na guerra. Antes disso, o dólar já subia impulsionado pela política tarifária de Trump, que continua a impactar os negócios e a trazer preocupações sobre uma eventual pressão inflacionária nos EUA e no mundo. Na quinta-feira, por exemplo, o republicano afirmou que pretende impor uma tarifa de 25% sobre os produtos importados pelo país da União Europeia (UE), reiterando que a relação do país com o bloco econômico é diferente daquela que os EUA têm com o Canadá e com o México. Isso porque, segundo Trump, os europeus estariam "tirando vantagem" dos americanos nas trocas comerciais. "Não aceitam nossos carros, nem nossos produtos agrícolas, usando as mais variadas justificativas. E nós aceitamos todos os produtos deles. Isso nos deixa com um déficit de US$ 300 bilhões com a União Europeia", disse Trump. No início deste mês, a UE já havia se pronunciado contrária às novas tarifas sobre importações, sinalizando que "responderá com firmeza" caso as taxações do republicano sejam aplicadas ao bloco europeu. O republicano também afirmou que as tarifas impostas sobre México e Canadá entrarão em vigor em 4 de março, conforme o programado, porque ainda há entrada de drogas nos EUA provenientes desses países. Trump acrescentou, ainda, que cobrará uma taxa adicional de 10% sobre a China nesse dia, de acordo com uma publicação em sua plataforma na Truth Social. As ameaças tarifárias reforçam a preocupação com uma possível guerra comercial e reacendem o aletra sobre uma possível elevação das expectativas de inflação na maior economia do mundo. Se os insumos e produtos que chegam ao país ficam mais caros, isso pode afetar diversas cadeias produtivas e o consumidor final. Nesta sexta-feira, por exemplo, o Departamento do Comércio norte-americano informou que os gastos do consumidor continuaram a subir em janeiro, ainda que com menor força. Uma inflação maior pode levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a voltar a elevar suas taxas de juros, hoje entre 4,25% e 4,50% ao ano, nos próximos meses, o que tende a valorizar o dólar. Política interna também fica na mira O cenário político doméstico também ficou no radar, após Lula indicar Gleisi Hoffmann (PT) para assumir a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, pasta responsável pela articulação política do governo. Atual presidente do PT, Gleisi vai substituir Alexandre Padilha, que assumirá o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade. A posse de Gleisi está marcada para 10 de março. O presidente foi aconselhado por aliados a escolher um nome de partidos do Centrão para fazer a relação com o Congresso, porém não acatou a sugestão e manteve a pasta com o PT.
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