Dólar fica estável à espera de decisões de juros no Brasil e nos EUA; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu praticamente estável nesta quarta-feira (18), com investidores divididos entre as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio. Por volta das 12h10, a moeda americana subia 0,02%, a R$ 5,1935. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em leve queda de 0,24%, a 179.976 pontos. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os investidores seguem atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), que serão anunciadas na chamada “Superquarta”. Por aqui, a maior parte do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução da Selic desde maio de 2024 — ou seja, após quase dois anos. ▶️ Já o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve manter os juros inalterados, com a decisão saindo a partir das 15h. Sem perspectiva clara de trégua na guerra, economistas avaliam que os impactos, tanto locais quanto globais, vão depender da duração do conflito. ▶️ Até agora, no entanto, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo. ▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global. ????️ Por volta das 8h51, o barril do tipo petróleo Brent subia 0,72%, a US$ 104,16, enquanto o WTI avançava 1,15%%, a US$ 94,43. ▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. O Procon também está de olho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -2,17%; Acumulado do mês: +1,27%; Acumulado do ano: -5,28%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,55%; Acumulado do mês: -4,44%; Acumulado do ano: +11,97%. "Superquarta" Copom O Banco Central do Brasil (BC) deve iniciar nesta quarta-feira (18) um novo ciclo de cortes da Selic, após quase dois anos sem redução. A expectativa predominante do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros da economia brasileira para 14,75% ao ano. O movimento ocorre em meio a incertezas externas, especialmente com a guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 e pressionou as projeções de inflação no Brasil. Esse cenário levou economistas a reduzirem a expectativa de um corte mais intenso nos juros, indicando um início de ciclo mais cauteloso por parte do Banco Central. Ainda assim, a tendência é de continuidade na queda da Selic ao longo dos próximos meses, podendo encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano, caso o cenário inflacionário permita. Fed Já o Federal Reserve deve manter os juros inalterados nos Estados Unidos nesta quarta-feira, enquanto a guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza sobre a economia. Na reunião de janeiro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. O movimento interrompeu um ciclo de três cortes consecutivos. Antes, o temor com as tarifas de Donald Trump levou o Fed a adiar cortes de juros. Depois, sinais de desaceleração da economia, com inflação sob controle, abriram espaço para redução das taxas. Agora, no entanto, o problema é outro: o conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e, com isso, encareceu combustíveis e outros produtos, o que pode pressionar a inflação americana. Diante desse cenário, o banco central americano fica dividido: de um lado, há risco de preços mais altos; de outro, a economia pode desacelerar e afetar empregos. Por isso, a tendência é esperar mais antes de mexer nos juros, enquanto acompanha os impactos da guerra. A segunda decisão sobre os juros em 2026 também ocorre em meio à pressão crescente do presidente Trump sobre a instituição, incluindo acusações diretas ao chefe do Fed, Jerome Powell, e a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook — caso que está sendo julgado pela Suprema Corte. Guerra no Oriente Médio Os conflitos no Oriente Médio entraram na terceira semana, sem perspectiva de cessar-fogo. Israel afirmou nesta quarta-feira (18) ter matado o ministro da Inteligência do Irã, após já ter eliminado, na véspera, Ali Larijani, uma das principais figuras do regime iraniano. Em resposta, o Irã lançou bombas de fragmentação contra Tel Aviv, matando um casal de idosos, segundo a imprensa local. Já o Exército israel

Mar 18, 2026 - 13:00
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Dólar fica estável à espera de decisões de juros no Brasil e nos EUA; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu praticamente estável nesta quarta-feira (18), com investidores divididos entre as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio. Por volta das 12h10, a moeda americana subia 0,02%, a R$ 5,1935. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em leve queda de 0,24%, a 179.976 pontos. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os investidores seguem atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), que serão anunciadas na chamada “Superquarta”. Por aqui, a maior parte do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução da Selic desde maio de 2024 — ou seja, após quase dois anos. ▶️ Já o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve manter os juros inalterados, com a decisão saindo a partir das 15h. Sem perspectiva clara de trégua na guerra, economistas avaliam que os impactos, tanto locais quanto globais, vão depender da duração do conflito. ▶️ Até agora, no entanto, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo. ▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global. ????️ Por volta das 8h51, o barril do tipo petróleo Brent subia 0,72%, a US$ 104,16, enquanto o WTI avançava 1,15%%, a US$ 94,43. ▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. O Procon também está de olho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -2,17%; Acumulado do mês: +1,27%; Acumulado do ano: -5,28%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,55%; Acumulado do mês: -4,44%; Acumulado do ano: +11,97%. "Superquarta" Copom O Banco Central do Brasil (BC) deve iniciar nesta quarta-feira (18) um novo ciclo de cortes da Selic, após quase dois anos sem redução. A expectativa predominante do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros da economia brasileira para 14,75% ao ano. O movimento ocorre em meio a incertezas externas, especialmente com a guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 e pressionou as projeções de inflação no Brasil. Esse cenário levou economistas a reduzirem a expectativa de um corte mais intenso nos juros, indicando um início de ciclo mais cauteloso por parte do Banco Central. Ainda assim, a tendência é de continuidade na queda da Selic ao longo dos próximos meses, podendo encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano, caso o cenário inflacionário permita. Fed Já o Federal Reserve deve manter os juros inalterados nos Estados Unidos nesta quarta-feira, enquanto a guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza sobre a economia. Na reunião de janeiro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. O movimento interrompeu um ciclo de três cortes consecutivos. Antes, o temor com as tarifas de Donald Trump levou o Fed a adiar cortes de juros. Depois, sinais de desaceleração da economia, com inflação sob controle, abriram espaço para redução das taxas. Agora, no entanto, o problema é outro: o conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e, com isso, encareceu combustíveis e outros produtos, o que pode pressionar a inflação americana. Diante desse cenário, o banco central americano fica dividido: de um lado, há risco de preços mais altos; de outro, a economia pode desacelerar e afetar empregos. Por isso, a tendência é esperar mais antes de mexer nos juros, enquanto acompanha os impactos da guerra. A segunda decisão sobre os juros em 2026 também ocorre em meio à pressão crescente do presidente Trump sobre a instituição, incluindo acusações diretas ao chefe do Fed, Jerome Powell, e a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook — caso que está sendo julgado pela Suprema Corte. Guerra no Oriente Médio Os conflitos no Oriente Médio entraram na terceira semana, sem perspectiva de cessar-fogo. Israel afirmou nesta quarta-feira (18) ter matado o ministro da Inteligência do Irã, após já ter eliminado, na véspera, Ali Larijani, uma das principais figuras do regime iraniano. Em resposta, o Irã lançou bombas de fragmentação contra Tel Aviv, matando um casal de idosos, segundo a imprensa local. Já o Exército israelense também bombardeou o centro de Beirute, no Líbano, deixando seis mortos e 24 feridos, de acordo com autoridades locais. Os Estados Unidos também intensificaram a ofensiva e utilizaram uma bomba de penetração contra posições iranianas no Estreito de Ormuz. Acompanhe aqui a cobertura a vivo da guerra. Combustíveis O governo quer apertar a fiscalização para garantir que caminhoneiros recebam um valor mínimo justo pelo frete. Empresas que pagarem menos poderão ser punidas, até com suspensão das atividades. A medida será anunciada nesta quarta (18) e faz parte de um esforço para evitar uma nova greve de caminhoneiros, diante da alta do diesel. Apesar da redução de impostos federais, o governo avalia que o impacto no preço ainda é limitado sem a colaboração dos estados na queda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS), o que mantém a pressão sobre a categoria. Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo pretende levar uma proposta para a reunião com os estados sobre no diesel. Ele não antecipou o que será proposto. ▶️Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia solicitado "boa vontade" dos governadores para reduzir também o ICMS, após o governo ter reduzido o PIS e a Cofins. ▶️Nesta semana, porém, os governadores informaram que não reduzirão o ICMS pois isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas, e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassados ao consumidor final". Por falar em Haddad, o ministro confirmou hoje que deixará a pasta na sexta-feira (20). O g1 preparou uma reportagem especial que reúne 10 gráficos sobre seu período à frente da economia. Mercados globais Em Wall Street, os investidores aguardam a decisão do Fed, mas outros números importantes da economia americana também já estão ditando o humor dos mercados por lá. Por volta das 11h, as bolsas operavam em queda depois que dados de inflação vieram pior do que o esperado. Dow Jones recuava, assim como o S&P 500, que perdia 0,5% (235 pontos), e o Nasdaq, que caiu 0,4%. Isso porque o indicador que mede os preços no atacado — quanto as empresas estão pagando pelos produtos antes de chegarem ao consumidor — que subiu 0,7% em fevereiro, bem acima do esperado. ????Isso acendeu o alerta de que a inflação já estava pressionada antes mesmo da guerra com o Irã, aumentando o medo de um cenário ruim para a economia, com preços altos e crescimento fraco ao mesmo tempo. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta nesta quarta (18), impulsionadas pelo otimismo com inteligência artificial após resultados do Alibaba, uma das maiores empresas de tecnologia da China. Por conta disso, o índice de Xangai avançou 0,32%, enquanto o CSI300 fechou em alta de 0,45%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,61%. Em outros mercados, os ganhos foram mais fortes: o Nikkei, do Japão, saltou 2,87%, e o Kospi, da Coreia do Sul, disparou 5,04%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar e real Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

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