Dólar inicia a semana em queda com atenção ao mercado externo; bolsa opera estável
Lula defende uma América Latina "independente" O dólar começou esta segunda-feira (20) em queda. Por volta das 10h15, a moeda americana recuava 0,51%, sendo negociada a R$ 5,3772. O Ibovespa, por sua vez, registrava leve alta de 0,02%, aos 143.421 pontos. Os investidores iniciam a semana atentos a novos dados de inflação no Brasil e aos desdobramentos fiscais nos Estados Unidos. Na China, o crescimento do PIB reforça a leitura de estabilidade, em meio à desaceleração global. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Na agenda interna, o Banco Central divulgou o Boletim Focus da semana encerrada em 17 de outubro. A mediana das projeções dos economistas para a inflação oficial em 2025 recuou de 4,72% para 4,70%, na quarta queda seguida. Para 2026 e 2027, as estimativas permaneceram em 4,28% e 3,90%, respectivamente. ▶️ Nos EUA, o impasse em torno da aprovação do orçamento mantém o risco de paralisação parcial do governo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, alertou que os cortes já estão “atingindo o músculo da economia”, com prejuízos estimados em cerca de US$ 15 bilhões por dia. ▶️ Ainda na maior economia do mundo, as ações de bancos regionais caíram após Western Alliance e Zions revelarem fraudes em empréstimos, com perdas de até US$ 100 milhões. Analistas dizem que a reação foi exagerada. Em contrapartida, First Brands e Tricolor Holdings enfrentam dívidas bilionárias e entraram em recuperação judicial. (leia mais) ▶️ Na China, o PIB cresceu 4,8% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado em linha com as projeções de analistas e que reforça a percepção de estabilidade da economia. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: -1,78%; Acumulado do mês: +1,55%; Acumulado do ano: -12,54%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,87%; Acumulado do mês: -2,00%; Acumulado do ano: +19,15%. Boletim Focus Os analistas do mercado financeiro voltaram a revisar para baixo as projeções de inflação para os próximos anos. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 caiu de 4,72% para 4,70%, marcando a terceira redução consecutiva. Para 2026, a expectativa de inflação também foi ajustada, passando de 4,28% para 4,27%. Já para 2027 e 2028, as projeções recuaram de 3,90% para 3,83% e de 3,68% para 3,60%, respectivamente, indicando uma tendência de desaceleração gradual no horizonte mais longo. No que diz respeito ao crescimento da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 subiu ligeiramente, de 2,16% para 2,17%. Para 2026, a expectativa permaneceu estável em 1,80%, sinalizando uma visão cautelosa dos analistas sobre o ritmo de expansão econômica nos próximos anos. Além disso, o mercado manteve suas estimativas para a taxa básica de juros (Selic). A projeção para o fim de 2025 segue em 15% ao ano — atual patamar da taxa. Para 2026 e 2027, as expectativas continuam em 12,25% e 10,50% ao ano, respectivamente, refletindo uma perspectiva de queda gradual nos juros ao longo do tempo. Crédito americano no radar As ações dos bancos regionais dos EUA caíram com força na quinta-feira, depois que Western Alliance e Zions Bank revelaram exposição a casos de fraude envolvendo clientes, reacendendo preocupações sobre a solidez das carteiras de crédito do setor. ???? O índice KBW, que reúne bancos regionais, recuou 6,3% — a maior queda desde abril. As ações do Zions caíram 13,1%, enquanto as do Western Alliance perderam 10,8%. Com ativos de US$ 89 bilhões, o Zions informou que fará uma provisão de US$ 60 milhões após detectar irregularidades em dois empréstimos comerciais. O banco também ingressou com ação judicial na Califórnia. Já o Western Alliance, que possui ativos de US$ 87 bilhões, também entrou com ação por fraude e tenta recuperar cerca de US$ 100 milhões. Segundo o banco, as garantias existentes cobrem as obrigações, e há ainda fianças adicionais de investidores de alta renda. O aumento da cautela em relação aos bancos regionais e a intensificação das tensões comerciais entre EUA e China derrubaram o rendimento dos Treasuries de dois anos para o menor nível desde 2022. O índice S&P 500 também recuou 0,6%. Apesar disso, analistas ouvidos pelo “Financial Times” avaliam que a reação do mercado foi provavelmente exagerada — isso porque as perdas estimadas representam menos de 2% do capital tangível dos bancos. Em comparação com os recentes colapsos das empresas First Brands Group e Tricolor Holdings — cuja dívida ultrapassou bilhões ou ficou praticamente perdida — as perdas dos bancos parecem modestas, na casa de dezenas de milhões. A Tricolor Holdings pediu recuperação judicial em setembro, depois de quase perder parte de suas dívidas, e estima que o total de suas dívidas esteja entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões; A First Brands também

Lula defende uma América Latina "independente" O dólar começou esta segunda-feira (20) em queda. Por volta das 10h15, a moeda americana recuava 0,51%, sendo negociada a R$ 5,3772. O Ibovespa, por sua vez, registrava leve alta de 0,02%, aos 143.421 pontos. Os investidores iniciam a semana atentos a novos dados de inflação no Brasil e aos desdobramentos fiscais nos Estados Unidos. Na China, o crescimento do PIB reforça a leitura de estabilidade, em meio à desaceleração global. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Na agenda interna, o Banco Central divulgou o Boletim Focus da semana encerrada em 17 de outubro. A mediana das projeções dos economistas para a inflação oficial em 2025 recuou de 4,72% para 4,70%, na quarta queda seguida. Para 2026 e 2027, as estimativas permaneceram em 4,28% e 3,90%, respectivamente. ▶️ Nos EUA, o impasse em torno da aprovação do orçamento mantém o risco de paralisação parcial do governo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, alertou que os cortes já estão “atingindo o músculo da economia”, com prejuízos estimados em cerca de US$ 15 bilhões por dia. ▶️ Ainda na maior economia do mundo, as ações de bancos regionais caíram após Western Alliance e Zions revelarem fraudes em empréstimos, com perdas de até US$ 100 milhões. Analistas dizem que a reação foi exagerada. Em contrapartida, First Brands e Tricolor Holdings enfrentam dívidas bilionárias e entraram em recuperação judicial. (leia mais) ▶️ Na China, o PIB cresceu 4,8% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado em linha com as projeções de analistas e que reforça a percepção de estabilidade da economia. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: -1,78%; Acumulado do mês: +1,55%; Acumulado do ano: -12,54%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,87%; Acumulado do mês: -2,00%; Acumulado do ano: +19,15%. Boletim Focus Os analistas do mercado financeiro voltaram a revisar para baixo as projeções de inflação para os próximos anos. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 caiu de 4,72% para 4,70%, marcando a terceira redução consecutiva. Para 2026, a expectativa de inflação também foi ajustada, passando de 4,28% para 4,27%. Já para 2027 e 2028, as projeções recuaram de 3,90% para 3,83% e de 3,68% para 3,60%, respectivamente, indicando uma tendência de desaceleração gradual no horizonte mais longo. No que diz respeito ao crescimento da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 subiu ligeiramente, de 2,16% para 2,17%. Para 2026, a expectativa permaneceu estável em 1,80%, sinalizando uma visão cautelosa dos analistas sobre o ritmo de expansão econômica nos próximos anos. Além disso, o mercado manteve suas estimativas para a taxa básica de juros (Selic). A projeção para o fim de 2025 segue em 15% ao ano — atual patamar da taxa. Para 2026 e 2027, as expectativas continuam em 12,25% e 10,50% ao ano, respectivamente, refletindo uma perspectiva de queda gradual nos juros ao longo do tempo. Crédito americano no radar As ações dos bancos regionais dos EUA caíram com força na quinta-feira, depois que Western Alliance e Zions Bank revelaram exposição a casos de fraude envolvendo clientes, reacendendo preocupações sobre a solidez das carteiras de crédito do setor. ???? O índice KBW, que reúne bancos regionais, recuou 6,3% — a maior queda desde abril. As ações do Zions caíram 13,1%, enquanto as do Western Alliance perderam 10,8%. Com ativos de US$ 89 bilhões, o Zions informou que fará uma provisão de US$ 60 milhões após detectar irregularidades em dois empréstimos comerciais. O banco também ingressou com ação judicial na Califórnia. Já o Western Alliance, que possui ativos de US$ 87 bilhões, também entrou com ação por fraude e tenta recuperar cerca de US$ 100 milhões. Segundo o banco, as garantias existentes cobrem as obrigações, e há ainda fianças adicionais de investidores de alta renda. O aumento da cautela em relação aos bancos regionais e a intensificação das tensões comerciais entre EUA e China derrubaram o rendimento dos Treasuries de dois anos para o menor nível desde 2022. O índice S&P 500 também recuou 0,6%. Apesar disso, analistas ouvidos pelo “Financial Times” avaliam que a reação do mercado foi provavelmente exagerada — isso porque as perdas estimadas representam menos de 2% do capital tangível dos bancos. Em comparação com os recentes colapsos das empresas First Brands Group e Tricolor Holdings — cuja dívida ultrapassou bilhões ou ficou praticamente perdida — as perdas dos bancos parecem modestas, na casa de dezenas de milhões. A Tricolor Holdings pediu recuperação judicial em setembro, depois de quase perder parte de suas dívidas, e estima que o total de suas dívidas esteja entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões; A First Brands também entrou com o pedido, estimando uma dívida entre US$ 10 bilhões e US$ 50 bilhões. EUA em paralisação pelo 20º dia A paralisação do governo dos EUA chega ao seu 20º dia nesta segunda-feira, tornando-se a terceira mais longa da história do país. Desde o início do mês, mais de 750 mil servidores federais foram afastados de suas funções, enquanto outros, considerados essenciais — como militares, agentes de segurança e controladores de tráfego aéreo — seguem trabalhando sem garantia de pagamento. O Senado deve realizar nesta segunda-feira a 11ª tentativa de votação para encerrar o impasse. Caso o projeto seja aprovado e sancionado por Donald Trump, a paralisação será encerrada. Se não houver acordo, o bloqueio orçamentário continuará, ampliando os prejuízos econômicos, que já são estimados em US$ 15 bilhões por dia, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent. O principal ponto de divergência entre democratas e republicanos está na manutenção dos subsídios fiscais para quem compra planos de saúde pelo sistema conhecido como “Obamacare”. Enquanto os democratas exigem que o benefício seja renovado, os republicanos querem discutir o tema separadamente, o que tem travado as negociações. Bolsas globais Na sexta-feira, em Wall Street os principais índices subiram com a queda na preocupação do mercado sobre uma escalada da guerra comercial entre EUA e China. O Dow Jones subiu 0,52%, aos 46.190,61 pontos, o S&P 500 avançou 0,53%, aos 6.664,01 pontos, e o Nasdaq teve ganhos de 0,52%, aos 22.679,98 pontos. Na Europa, as bolsas abriram em alta nesta segunda-feira, após dias de forte oscilação. A melhora ocorre mesmo diante das preocupações com o aumento da inadimplência nos EUA e da recente perda de nota de crédito da França, rebaixada pela S&P Global Ratings. Os principais índices europeus operam com desempenho misto: o STOXX 600 sobe 0,65%, enquanto o DAX, da Alemanha, avança 1,25%. O FTSE 100, do Reino Unido, registra alta de 0,38%, e o FTSE MIB, da Itália, sobe 1,37%. Já o CAC 40, da França, tem leve queda de 0,02%, refletindo o impacto do rebaixamento da nota de crédito. Na Ásia, os mercados fecharam em alta, com destaque para Hong Kong, que teve o melhor desempenho em dois meses. A recuperação foi impulsionada pela expectativa de que o presidente dos EUA, Donald Trump, recue nas ameaças de novas tarifas contra a China. Além disso, investidores acompanham uma reunião importante do Partido Comunista chinês, que deve traçar os rumos da economia para os próximos cinco anos. No fechamento, o índice Nikkei, de Tóquio, subiu 3,37%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,42%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,63%. O CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 0,53%. Em Seul, o Kospi ganhou 1,76%, e em Taiwan, o Taiex teve alta de 1,41%. Cingapura manteve o mercado fechado nesta segunda-feira. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo *Com informações da agência de notícias Reuters.
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