Dólar inicia semana em queda com mercado atento ao Focus e ao shutdown nos EUA
Lula defende que Mercosul e União Europeia digam “sim” ao comércio internacional na próxima Cúpula O dólar começou a segunda-feira (10) em queda. Às 9h05, a moeda americana cedia 0,35%, negociada a R$ 5,3173. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. A semana começa com os investidores atentos ao cenário político e econômico, tanto no Brasil quanto no exterior. Hoje, a expectativa gira em torno da divulgação do Boletim Focus e do início da COP30, enquanto os mercados internacionais reagem às negociações para encerrar o shutdown nos Estados Unidos. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, o mercado avalia o Boletim Focus após a decisão do Copom. Os economistas mantiveram as projeções para a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao fim de 2025, 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10% em 2028. ▶️ Na sexta-feira, o Ibovespa superou os 154 mil pontos, puxado pela expectativa de corte de juros no Brasil e nos EUA, e com o recuo do dólar, que encerrou a sessão no menor nível em um mês, a R$ 5,3361. ▶️ Ainda no Brasil, as atenções se voltam para o início da COP30, em Belém (PA), marcando a primeira conferência global do clima no Brasil desde a ECO-92. O país deve aproveitar o evento para reforçar compromissos ambientais e destacar ações na Amazônia. ▶️ Nos EUA, os ativos sobem com o avanço das negociações para encerrar a paralisação do governo (shutdown). Senadores democratas indicaram apoio a um acordo que pode garantir financiamento para parte das agências até o próximo ano. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: -0,81%; Acumulado do mês: -0,81%; Acumulado do ano: -13,65%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +3,02%; Acumulado do mês: +3,02%; Acumulado do ano: +28,08%. Agenda econômica Boletim Focus Economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2025 e dos próximos três anos, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda. O resultado reflete a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom), que na semana passada optou por manter a Selic em 15% ao ano e indicou que os juros devem permanecer nesse patamar por um período prolongado, sem sinalizar cortes no curto prazo. As estimativas para a Selic seguem em 15% ao final de 2025, 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10,00% em 2028. Esta foi a vigésima semana consecutiva em que os analistas mantiveram a projeção para o fim de 2025. Em relação à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as expectativas também foram mantidas: 4,55% para 2025, 4,2% para 2026, 3,8% para 2027 e 3,50% para 2028. A meta oficial de inflação é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. As projeções para o crescimento da economia (PIB) permanecem em 2,16% para 2025 e 1,78% para 2026. Já o câmbio segue estimado em R$ 5,41 por dólar em 2025 e R$ 5,5 em 2026. Paralisação do governo americano no 41º dia A paralisação do governo dos Estados Unidos chegou ao 41º dia nesta segunda-feira, mas pela primeira vez em semanas há sinais concretos de avanço nas negociações para encerrar o impasse. No domingo, o Senado aprovou, por 60 votos a 40, a tramitação de um projeto que prevê o financiamento parcial de agências federais e a reabertura do governo. Embora não seja a votação final, o movimento representa um passo importante para destravar o funcionamento da máquina pública. O plano prevê financiamento integral para departamentos como Agricultura, Assuntos de Veteranos e Construção Militar até o fim do ano fiscal. As demais áreas receberiam recursos temporários até 30 de janeiro de 2026 — o que daria tempo para um acordo mais amplo. A proposta ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes e ser sancionada pelo presidente Donald Trump. O fim da paralisação pode liberar cerca de US$ 953 bilhões em recursos do Tesouro, que estão represados desde o início do shutdown. Esse montante pode ajudar a destravar investimentos, pagamentos e programas sociais, além de aliviar a pressão sobre famílias de baixa renda que dependem de benefícios como o Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP). O acordo também inclui compromissos com os trabalhadores afetados. A administração Trump se comprometeu a reintegrar os servidores demitidos e pagar os salários atrasados. Além disso, foi prometida uma votação em dezembro sobre a extensão dos subsídios da Lei de Cuidados Acessíveis (ACA), que ajudam milhões de americanos a pagar por planos de saúde. Apesar do avanço, parte dos democratas considera que o partido abriu mão de garantias importantes, como a inclusão direta dos subsídios no texto. Mesmo assim, o mercado acompanha os desdobramentos, já que o fim da paralisação pode aumentar a liquidez na economia e destravar pautas regulatórias — como projetos ligados ao setor de tecnologia e ativ

Lula defende que Mercosul e União Europeia digam “sim” ao comércio internacional na próxima Cúpula O dólar começou a segunda-feira (10) em queda. Às 9h05, a moeda americana cedia 0,35%, negociada a R$ 5,3173. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. A semana começa com os investidores atentos ao cenário político e econômico, tanto no Brasil quanto no exterior. Hoje, a expectativa gira em torno da divulgação do Boletim Focus e do início da COP30, enquanto os mercados internacionais reagem às negociações para encerrar o shutdown nos Estados Unidos. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, o mercado avalia o Boletim Focus após a decisão do Copom. Os economistas mantiveram as projeções para a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao fim de 2025, 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10% em 2028. ▶️ Na sexta-feira, o Ibovespa superou os 154 mil pontos, puxado pela expectativa de corte de juros no Brasil e nos EUA, e com o recuo do dólar, que encerrou a sessão no menor nível em um mês, a R$ 5,3361. ▶️ Ainda no Brasil, as atenções se voltam para o início da COP30, em Belém (PA), marcando a primeira conferência global do clima no Brasil desde a ECO-92. O país deve aproveitar o evento para reforçar compromissos ambientais e destacar ações na Amazônia. ▶️ Nos EUA, os ativos sobem com o avanço das negociações para encerrar a paralisação do governo (shutdown). Senadores democratas indicaram apoio a um acordo que pode garantir financiamento para parte das agências até o próximo ano. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: -0,81%; Acumulado do mês: -0,81%; Acumulado do ano: -13,65%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +3,02%; Acumulado do mês: +3,02%; Acumulado do ano: +28,08%. Agenda econômica Boletim Focus Economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2025 e dos próximos três anos, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda. O resultado reflete a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom), que na semana passada optou por manter a Selic em 15% ao ano e indicou que os juros devem permanecer nesse patamar por um período prolongado, sem sinalizar cortes no curto prazo. As estimativas para a Selic seguem em 15% ao final de 2025, 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10,00% em 2028. Esta foi a vigésima semana consecutiva em que os analistas mantiveram a projeção para o fim de 2025. Em relação à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as expectativas também foram mantidas: 4,55% para 2025, 4,2% para 2026, 3,8% para 2027 e 3,50% para 2028. A meta oficial de inflação é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. As projeções para o crescimento da economia (PIB) permanecem em 2,16% para 2025 e 1,78% para 2026. Já o câmbio segue estimado em R$ 5,41 por dólar em 2025 e R$ 5,5 em 2026. Paralisação do governo americano no 41º dia A paralisação do governo dos Estados Unidos chegou ao 41º dia nesta segunda-feira, mas pela primeira vez em semanas há sinais concretos de avanço nas negociações para encerrar o impasse. No domingo, o Senado aprovou, por 60 votos a 40, a tramitação de um projeto que prevê o financiamento parcial de agências federais e a reabertura do governo. Embora não seja a votação final, o movimento representa um passo importante para destravar o funcionamento da máquina pública. O plano prevê financiamento integral para departamentos como Agricultura, Assuntos de Veteranos e Construção Militar até o fim do ano fiscal. As demais áreas receberiam recursos temporários até 30 de janeiro de 2026 — o que daria tempo para um acordo mais amplo. A proposta ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes e ser sancionada pelo presidente Donald Trump. O fim da paralisação pode liberar cerca de US$ 953 bilhões em recursos do Tesouro, que estão represados desde o início do shutdown. Esse montante pode ajudar a destravar investimentos, pagamentos e programas sociais, além de aliviar a pressão sobre famílias de baixa renda que dependem de benefícios como o Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP). O acordo também inclui compromissos com os trabalhadores afetados. A administração Trump se comprometeu a reintegrar os servidores demitidos e pagar os salários atrasados. Além disso, foi prometida uma votação em dezembro sobre a extensão dos subsídios da Lei de Cuidados Acessíveis (ACA), que ajudam milhões de americanos a pagar por planos de saúde. Apesar do avanço, parte dos democratas considera que o partido abriu mão de garantias importantes, como a inclusão direta dos subsídios no texto. Mesmo assim, o mercado acompanha os desdobramentos, já que o fim da paralisação pode aumentar a liquidez na economia e destravar pautas regulatórias — como projetos ligados ao setor de tecnologia e ativos digitais. Bolsas globais Os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta sexta-feira, em uma semana volátil, conforme preocupações com a economia e com as valorização dos papéis no setor de tecnologia azedaram o humor dos investidores. O otimismo em torno da inteligência artificial levou os mercados a marcar recordes de alta este ano, mas preocupações com a monetização da tecnologia e os gastos cíclicos dentro do setor diminuíram o entusiasmo com as ações dos EUA nos últimos dias. O Dow Jones subiu 0,16%, a 46.987,10 pontos. O S&P 500 avançou 0,13%, a 6.728,81 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,22%, a 23.004,54 pontos. Os mercados europeus também encerraram a semana em queda, em meio à volatilidade provocada por preocupações com os preços elevados das ações de tecnologia. A paralisação do governo dos EUA e declarações recentes de autoridades do Federal Reserve também contribuíram para o clima de cautela. No fechamento, os principais índices da região ficaram no vermelho: o STOXX 600 recuou 0,60%, o DAX (Alemanha) caiu 0,69%, o FTSE 100 (Reino Unido) perdeu 0,55%, enquanto o CAC 40 (França) registrarou queda de 0,18%. Na mesma toada, os mercados asiáticos fecharam em baixa, apesar de acumularem ganhos modestos ao longo da semana. Investidores ignoraram parte das preocupações globais com o setor de tecnologia, mas o movimento de correção se intensificou em mercados mais expostas à alta recente das ações de inteligência artificial. Além disso, a China e os EUA anunciaram avanços nas negociações comerciais, incluindo uma pausa nas tarifas portuárias sobre embarcações ligadas ao gigante asiático. No fechamento, o Nikkei (Tóquio) caiu 1,2%, o Hang Seng (Hong Kong) recuou 0,92%, o SSEC (Xangai) perdeu 0,25% e o CSI300 teve baixa de 0,31%. O Kospi (Seul) caiu 1,81%, o Taiex (Taiwan) recuou 0,89%, enquanto o Straits Times (Cingapura) foi exceção, com alta de 0,16%. *Com informações da agência de notícias Reuters. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo
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