Dólar inverte o sinal e passa a subir, com queda no PIB e alta da inflação nos EUA; Ibovespa cai

Na véspera, moeda norte-americana recuou 0,31%, cotada a R$ 5,6305. Já a bolsa avançou 0,06%, aos 135.093 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters O dólar opera em alta nesta quarta-feira (30), depois que dados ruins do Produto Interno Bruto (PIB), de inflação e emprego nos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, opera em queda. Investidores analisam os primeiros impactos da política de tarifas de Donald Trump, que causou uma queda na confiança empresarial e do consumidor no último mês. O dólar vinha em momento de desvalorização, e havia aberto em queda, batendo os R$ 5,6052 na mínima do dia. Na véspera, a moeda americana engatou a 8ª queda consecutiva e fechou cotada a R$ 5,63, menor valor desde o salto após o tarifaço. No Brasil, os principais eventos econômicos desta quarta são as duas divulgações de dados de emprego no país. A taxa de desemprego ficou em 7% no 1º trimestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve um aumento de 0,8 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre anterior (6,2%), mas uma queda de 0,9 p.p. em relação ao mesmo período em 2024 (7,9%). Foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março em toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Mais tarde, serão divulgados os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que medem os empregos formais. Veja abaixo o resumo dos mercados. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar Às 10h10, o dólar operava em alta de 0,32%, aos R$ 5,6487. Veja mais cotações. Na véspera, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,31%, cotada a R$ 5,6305. Com o resultado, acumulou: recuo de 0,99% na semana; queda de 1,32% no mês; e perda de 8,89% no ano. a ????Ibovespa O Ibovespa opera em queda 0,72%, aos 134.481 pontos. Na véspera, o índice fechou em alta de 0,06%, aos 135.093 pontos. Com o resultado, o índice acumulou: alta de 0,26% na semana; avanço de 3,71% no mês; e ganho de 12,31% no ano. O que está mexendo com os mercados? Nos EUA, os índices futuros de ações estavam praticamente estáveis pela manhã, enquanto os investidores aguardavam a divulgação de dados econômicos e resultados corporativos. Mas passaram a cair assim que os números passaram a ser divulgados. O PIB dos Estados Unidos contraiu 0,3% no primeiro trimestre, prejudicado pela enxurrada de produtos importados por empresas ansiosas para evitar custos mais altos do tarifaço de Trump. Economistas consultados pela Reuters previam que o PIB aumentaria em um ritmo de 0,3% no período de janeiro a março. Mas a pesquisa foi concluída antes dos dados de déficit comercial de bens na terça, que atingiu um recorde histórico em março com empresários antecipando importações. Em comparação, a economia americana cresceu em um ritmo de 2,4% no quarto trimestre. Já o índice de preços PCE, o favorito do banco central dos EUA para a tomada de decisão sobre juros, subiu a 3,6% na janela anual, informou o Departamento de Comércio. O indicador havia subido 2,4% no trimestre anterior. Considerando apenas o núcleo do PCE, que descarta preços de alimentos e energia, a alta foi de 3,5% no primeiro trimestre, contra 2,6% do trimestre anterior. Por fim, o Relatório Nacional de Emprego da ADP, que mostra a criação de vagas de emprego no setor privado dos EUA, também desacelerou mais do que o esperado em abril. Foram abertos 62 mil postos de trabalho neste mês, após um ganho de 147 mil em março. Economistas consultados pela Reuters previam 115 mil vagas de emprego criadas, depois de um ganho de 155 mil relatado antes da revisão para março. Na China, o presidente Xi Jinping pediu ações para se ajustar às mudanças no ambiente internacional, enquanto o país elabora planos econômicos para os próximos cinco anos. A informação é da agência estatal Xinhua. "É importante ter uma visão prospectiva das mudanças no cenário internacional e seu impacto na China. (...) O país deve ajustar e otimizar sua estrutura econômica de acordo", disse Xi, sem citar Donald Trump ou as tarifas impostas pelos EUA. A China estabeleceu uma meta de crescimento de "cerca de 5%" para 2025, mas analistas acreditam que pode ser cada vez mais difícil alcançar o número em meio à desaceleração da economia global, reforçada pelo tarifaço. Nesta quarta, os índices de ações do país fecharam em baixa porque dados mostraram que novos pedidos para exportação caíram com as tarifas agressivas dos EUA. O índice CSI300 caiu 0,12%, enquanto o índice SSEC, em Xangai, fechou com queda de 0,23%. O principal deles é a atividade industrial da China, que contraiu ao menor ritmo em 16 meses em abril, refletindo o impacto da guerra comercial entre os EUA e a China. Mas investidores esperam que o resultado traga um estímulo governamental mais forte. "Acreditamos que Pequim precisa tomar medidas mais ousadas. (...) Pequim permaneceu mais calma do que os mercados esperavam, mas o risco é um choque de demanda pior do que o esperado", afirma Lu Ti

Abr 30, 2025 - 11:00
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Dólar inverte o sinal e passa a subir, com queda no PIB e alta da inflação nos EUA; Ibovespa cai

Na véspera, moeda norte-americana recuou 0,31%, cotada a R$ 5,6305. Já a bolsa avançou 0,06%, aos 135.093 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters O dólar opera em alta nesta quarta-feira (30), depois que dados ruins do Produto Interno Bruto (PIB), de inflação e emprego nos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, opera em queda. Investidores analisam os primeiros impactos da política de tarifas de Donald Trump, que causou uma queda na confiança empresarial e do consumidor no último mês. O dólar vinha em momento de desvalorização, e havia aberto em queda, batendo os R$ 5,6052 na mínima do dia. Na véspera, a moeda americana engatou a 8ª queda consecutiva e fechou cotada a R$ 5,63, menor valor desde o salto após o tarifaço. No Brasil, os principais eventos econômicos desta quarta são as duas divulgações de dados de emprego no país. A taxa de desemprego ficou em 7% no 1º trimestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve um aumento de 0,8 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre anterior (6,2%), mas uma queda de 0,9 p.p. em relação ao mesmo período em 2024 (7,9%). Foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março em toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Mais tarde, serão divulgados os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que medem os empregos formais. Veja abaixo o resumo dos mercados. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar Às 10h10, o dólar operava em alta de 0,32%, aos R$ 5,6487. Veja mais cotações. Na véspera, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,31%, cotada a R$ 5,6305. Com o resultado, acumulou: recuo de 0,99% na semana; queda de 1,32% no mês; e perda de 8,89% no ano. a ????Ibovespa O Ibovespa opera em queda 0,72%, aos 134.481 pontos. Na véspera, o índice fechou em alta de 0,06%, aos 135.093 pontos. Com o resultado, o índice acumulou: alta de 0,26% na semana; avanço de 3,71% no mês; e ganho de 12,31% no ano. O que está mexendo com os mercados? Nos EUA, os índices futuros de ações estavam praticamente estáveis pela manhã, enquanto os investidores aguardavam a divulgação de dados econômicos e resultados corporativos. Mas passaram a cair assim que os números passaram a ser divulgados. O PIB dos Estados Unidos contraiu 0,3% no primeiro trimestre, prejudicado pela enxurrada de produtos importados por empresas ansiosas para evitar custos mais altos do tarifaço de Trump. Economistas consultados pela Reuters previam que o PIB aumentaria em um ritmo de 0,3% no período de janeiro a março. Mas a pesquisa foi concluída antes dos dados de déficit comercial de bens na terça, que atingiu um recorde histórico em março com empresários antecipando importações. Em comparação, a economia americana cresceu em um ritmo de 2,4% no quarto trimestre. Já o índice de preços PCE, o favorito do banco central dos EUA para a tomada de decisão sobre juros, subiu a 3,6% na janela anual, informou o Departamento de Comércio. O indicador havia subido 2,4% no trimestre anterior. Considerando apenas o núcleo do PCE, que descarta preços de alimentos e energia, a alta foi de 3,5% no primeiro trimestre, contra 2,6% do trimestre anterior. Por fim, o Relatório Nacional de Emprego da ADP, que mostra a criação de vagas de emprego no setor privado dos EUA, também desacelerou mais do que o esperado em abril. Foram abertos 62 mil postos de trabalho neste mês, após um ganho de 147 mil em março. Economistas consultados pela Reuters previam 115 mil vagas de emprego criadas, depois de um ganho de 155 mil relatado antes da revisão para março. Na China, o presidente Xi Jinping pediu ações para se ajustar às mudanças no ambiente internacional, enquanto o país elabora planos econômicos para os próximos cinco anos. A informação é da agência estatal Xinhua. "É importante ter uma visão prospectiva das mudanças no cenário internacional e seu impacto na China. (...) O país deve ajustar e otimizar sua estrutura econômica de acordo", disse Xi, sem citar Donald Trump ou as tarifas impostas pelos EUA. A China estabeleceu uma meta de crescimento de "cerca de 5%" para 2025, mas analistas acreditam que pode ser cada vez mais difícil alcançar o número em meio à desaceleração da economia global, reforçada pelo tarifaço. Nesta quarta, os índices de ações do país fecharam em baixa porque dados mostraram que novos pedidos para exportação caíram com as tarifas agressivas dos EUA. O índice CSI300 caiu 0,12%, enquanto o índice SSEC, em Xangai, fechou com queda de 0,23%. O principal deles é a atividade industrial da China, que contraiu ao menor ritmo em 16 meses em abril, refletindo o impacto da guerra comercial entre os EUA e a China. Mas investidores esperam que o resultado traga um estímulo governamental mais forte. "Acreditamos que Pequim precisa tomar medidas mais ousadas. (...) Pequim permaneceu mais calma do que os mercados esperavam, mas o risco é um choque de demanda pior do que o esperado", afirma Lu Ting, economista-chefe do Nomura para a China, estimando que 2,2% do PIB chinês será diretamente atingido pelas tarifas.

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