Dólar opera em alta com atenção aos dados de inflação dos EUA e às tensões no Fed; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em leve alta nesta terça-feira (13), com avanço de 0,04% por volta das 13h30, cotado a R$ 5,3743. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,26% no mesmo horário, aos 162.720 pontos. Com agenda doméstica esvaziada, os mercados direcionam o foco para os Estados Unidos, onde dados de inflação e emprego podem influenciar as expectativas sobre os juros. No radar também entram movimentos políticos e institucionais que adicionam ruído ao cenário internacional. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,3% em dezembro e acumulou alta de 2,7% em 12 meses, repetindo a taxa anual de novembro. Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês e 2,6% na comparação anual. ▶️ Ainda por lá, as vendas de casas unifamiliares em outubro recuaram 0,1%, para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 737 mil unidades. Na comparação anual, houve crescimento de 18,7%. Esses dados mostram o ritmo da inflação e a atividade econômica, indicando se há espaço para manter, cortar ou adiar ajustes na taxa básica de juros. ▶️ No Brasil, ocorre o lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária e a sanção do PLP 108/2024, que cria o Comitê Gestor do IBS e conclui a regulamentação. O evento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. ▶️ No campo institucional, dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo divulgaram uma nota conjunta em apoio ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após ameaças de acusação criminal por parte do governo dos EUA. O documento foi assinado por líderes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e de outras nove instituições, incluindo o Banco Central do Brasil. O presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo, está entre os signatários. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: -2,13%; Acumulado do ano: -2,13%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: -0,13%; Acumulado do mês: +1,26%; Acumulado do ano: +1,26%. Trump x Powell O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao mencionar a possibilidade de indiciar criminalmente o presidente da instituição, Jerome Powell. ???? A ameaça está relacionada a declarações feitas por Powell ao Congresso sobre os custos de um projeto de reforma de um prédio do Fed. ???? Segundo o dirigente, o episódio está sendo usado como pretexto para ampliar a influência do governo sobre a política monetária, em especial para forçar cortes mais agressivos nos juros. As movimentações elevaram as preocupações do mercado quanto à independência do banco central: nesta segunda-feira, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, afirmou que a ameaça de uma acusação criminal contra Powell reforça esses receios, embora espere que o Fed continue tomando decisões com base em dados econômicos. “Obviamente, há mais preocupações de que a independência do Fed esteja em xeque, com as últimas notícias sobre a investigação criminal contra o presidente Powell realmente reforçando essas preocupações”, afirmou Hatzius. LEIA TAMBÉM Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve Trump intensifica ataque a presidente do Fed com ameaça de acusação criminal As declarações foram feitas durante a conferência anual de estratégia global do banco, em Londres. Ainda assim, segundo ele, Powell deve seguir conduzindo a política monetária com base nas condições econômicas, sem se deixar influenciar por pressões políticas. ???? Hatzius, que integra o comitê de administração do Goldman Sachs, foi o primeiro executivo sênior de Wall Street a se manifestar publicamente desde que surgiram as informações sobre a possível investigação contra o chefe do Fed. “Não tenho dúvidas de que ele, no mandato remanescente como presidente, tomará decisões baseadas nos dados, seja para cortar juros ou para manter a taxa, conforme os indicadores apontarem”, disse. A disputa ganhou um novo capítulo nesta semana, quando o governo passou a citar formalmente a possibilidade de uma investigação criminal. A alegação é a de que Powell teria prestado informações incorretas ao Congresso sobre os custos da reforma da sede do Fed, que teriam superado o orçamento inicialmente previsto. Powell nega as acusações e sustenta que o caso está sendo instrumentalizado politicamente. Em comunicado divulgado no domingo (11), por meio do banco central americano, ele informou que o Fed recebeu uma intimação do Departamento de Justiça relacionada a seu depoimento ao Congresso em junho do ano passado. A investigação está sendo conduzida pela Procuradoria dos EUA, no Distrito de Colúmbia, e busca apurar se houve inconsistências nas informações apresentadas sobre o alcance das obras. A apuração foi autorizada pela procuradora Jeanine Pir

Jan 13, 2026 - 14:00
 0  17
Dólar opera em alta com atenção aos dados de inflação dos EUA e às tensões no Fed; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em leve alta nesta terça-feira (13), com avanço de 0,04% por volta das 13h30, cotado a R$ 5,3743. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,26% no mesmo horário, aos 162.720 pontos. Com agenda doméstica esvaziada, os mercados direcionam o foco para os Estados Unidos, onde dados de inflação e emprego podem influenciar as expectativas sobre os juros. No radar também entram movimentos políticos e institucionais que adicionam ruído ao cenário internacional. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,3% em dezembro e acumulou alta de 2,7% em 12 meses, repetindo a taxa anual de novembro. Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês e 2,6% na comparação anual. ▶️ Ainda por lá, as vendas de casas unifamiliares em outubro recuaram 0,1%, para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 737 mil unidades. Na comparação anual, houve crescimento de 18,7%. Esses dados mostram o ritmo da inflação e a atividade econômica, indicando se há espaço para manter, cortar ou adiar ajustes na taxa básica de juros. ▶️ No Brasil, ocorre o lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária e a sanção do PLP 108/2024, que cria o Comitê Gestor do IBS e conclui a regulamentação. O evento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. ▶️ No campo institucional, dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo divulgaram uma nota conjunta em apoio ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após ameaças de acusação criminal por parte do governo dos EUA. O documento foi assinado por líderes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e de outras nove instituições, incluindo o Banco Central do Brasil. O presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo, está entre os signatários. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: -2,13%; Acumulado do ano: -2,13%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: -0,13%; Acumulado do mês: +1,26%; Acumulado do ano: +1,26%. Trump x Powell O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao mencionar a possibilidade de indiciar criminalmente o presidente da instituição, Jerome Powell. ???? A ameaça está relacionada a declarações feitas por Powell ao Congresso sobre os custos de um projeto de reforma de um prédio do Fed. ???? Segundo o dirigente, o episódio está sendo usado como pretexto para ampliar a influência do governo sobre a política monetária, em especial para forçar cortes mais agressivos nos juros. As movimentações elevaram as preocupações do mercado quanto à independência do banco central: nesta segunda-feira, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, afirmou que a ameaça de uma acusação criminal contra Powell reforça esses receios, embora espere que o Fed continue tomando decisões com base em dados econômicos. “Obviamente, há mais preocupações de que a independência do Fed esteja em xeque, com as últimas notícias sobre a investigação criminal contra o presidente Powell realmente reforçando essas preocupações”, afirmou Hatzius. LEIA TAMBÉM Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve Trump intensifica ataque a presidente do Fed com ameaça de acusação criminal As declarações foram feitas durante a conferência anual de estratégia global do banco, em Londres. Ainda assim, segundo ele, Powell deve seguir conduzindo a política monetária com base nas condições econômicas, sem se deixar influenciar por pressões políticas. ???? Hatzius, que integra o comitê de administração do Goldman Sachs, foi o primeiro executivo sênior de Wall Street a se manifestar publicamente desde que surgiram as informações sobre a possível investigação contra o chefe do Fed. “Não tenho dúvidas de que ele, no mandato remanescente como presidente, tomará decisões baseadas nos dados, seja para cortar juros ou para manter a taxa, conforme os indicadores apontarem”, disse. A disputa ganhou um novo capítulo nesta semana, quando o governo passou a citar formalmente a possibilidade de uma investigação criminal. A alegação é a de que Powell teria prestado informações incorretas ao Congresso sobre os custos da reforma da sede do Fed, que teriam superado o orçamento inicialmente previsto. Powell nega as acusações e sustenta que o caso está sendo instrumentalizado politicamente. Em comunicado divulgado no domingo (11), por meio do banco central americano, ele informou que o Fed recebeu uma intimação do Departamento de Justiça relacionada a seu depoimento ao Congresso em junho do ano passado. A investigação está sendo conduzida pela Procuradoria dos EUA, no Distrito de Colúmbia, e busca apurar se houve inconsistências nas informações apresentadas sobre o alcance das obras. A apuração foi autorizada pela procuradora Jeanine Pirro, nomeada para o cargo pelo próprio Trump. No mesmo comunicado, Powell afirmou que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para pressionar o Fed a promover cortes mais intensos na taxa de juros, mesmo com a inflação ainda acima da meta oficial de 2%. Segundo ele, a medida é “sem precedentes” e deve ser entendida dentro de um contexto de pressão contínua do governo sobre a autoridade monetária. “Essa ameaça não está relacionada ao meu depoimento nem às obras”, afirmou. Para Powell, o risco de um processo criminal decorre do fato de o Fed definir a taxa de juros “com base no que considera melhor para o interesse público, e não de acordo com as preferências do presidente”. Agenda econômica Preços ao consumidor dos EUA Os preços ao consumidor nos EUA voltaram a subir em dezembro, após efeitos pontuais que haviam reduzido artificialmente a inflação no mês anterior. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, ligado ao Departamento do Trabalho dos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% no mês passado. Em 12 meses até dezembro, a alta foi de 2,7%, repetindo a variação registrada em novembro. O resultado confirmou a expectativa de economistas consultados pela Reuters, que já projetavam um aumento mensal de 0,3%. Entre setembro e novembro, o próprio Escritório de Estatísticas estimou uma variação de 0,2%. Parte da distorção observada nos dados de novembro está relacionada à paralisação de 43 dias do governo federal, que impediu a coleta regular de preços em outubro. Ao excluir os preços mais voláteis de alimentos e energia, o índice — conhecido como núcleo da inflação — registrou alta de 0,2% em dezembro. Na comparação anual, o núcleo do CPI avançou 2,6%, mesma taxa observada em novembro. Venda de casas nos EUA As vendas de casas unifamiliares novas nos EUA recuaram levemente em outubro, depois de dois meses seguidos de alta. De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, as vendas de casas novas caíram 0,1% em outubro, para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 737 mil unidades. Esse tipo de taxa projeta, para um ano inteiro, o ritmo de vendas observado no mês, descontando efeitos sazonais. Em setembro, as vendas haviam alcançado 738 mil unidades, após 711 mil em agosto. A divulgação dos dados ocorreu com atraso devido à paralisação do governo federal, que durou 43 dias. As vendas de casas novas representam apenas uma parcela do mercado imobiliário americano e costumam variar bastante de um mês para outro. Diferentemente das casas usadas, elas são contabilizadas no momento da assinatura do contrato, e não na entrega do imóvel. Na comparação com outubro do ano anterior, as vendas de casas novas cresceram 18,7%. Esse avanço ocorre em um contexto de queda das taxas de juros dos financiamentos imobiliários em 2025. Bolsas globais Nos EUA, os principais índices de Wall Street abriram perto de máximas recordes nesta terça-feira, depois que um relatório de inflação em linha com o esperado sustentou as expectativas de cortes na taxa de juros este ano, enquanto investidores avaliavam os resultados trimestrais mistos do JPMorgan e da Delta Air Lines. O Dow Jones Industrial Average subia 0,05% na abertura, para 49.616,95 pontos. O S&P 500 tinha estabilidade, a 6.977,41 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhava 0,01%, para 23.735,122 pontos. Dólar opera em alta nesta quarta-feira Alexander Mils/Pexels

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow