Dólar opera em alta com atenção voltada a indicadores do Brasil e dos EUA; bolsa recua
Nos EUA, o governo Donald Trump quer enviar agentes de imigraçãopara fiscalizar show de Bad Bunny O dólar começou esta sexta-feira (3) em leve queda, mas logo inverteu o sinal e passou a subir, avançando 0,34% às 11h45, cotado a R$ 5,3578. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,06%, aos 143.867 pontos. Os investidores seguem atentos a sinais vindos dos Estados Unidos e do Brasil. A paralisação do governo americano, chamada de “shutdown”, já provoca efeitos na agenda econômica, enquanto, por aqui, dados de atividade e questões fiscais estão no centro das discussões. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, o governo completa o terceiro dia de shutdown, iniciado na quarta-feira (1º) por falta de aprovação do orçamento. Após o feriado de Yom Kippur, o Senado deve se reunir novamente nesta sexta-feira (3). ▶️ A paralisação afetou a divulgação de indicadores, incluindo o payroll — tradicional termômetro do mercado de trabalho. Sem ele, o foco recaiu sobre o PMI de serviços, que caiu de 52 em agosto para 50 em setembro, abaixo das previsões que eram de uma queda menor, para 51,7. ▶️ No Brasil, o dia começou com a divulgação da produção industrial de agosto, que registrou alta de 0,8% na comparação com julho e, em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 0,7%. As expectativas dos economistas eram de alta de 0,3% na variação mensal e de queda de 0,8% na base anual. ▶️ Ainda no noticiário doméstico, investidores avaliam os impactos fiscais do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, aprovado na Câmara e encaminhado ao Senado. A medida é vista como fator de reforço à popularidade de Lula. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: +0,02%; Acumulado do mês: +0,32%; Acumulado do ano: -13,60%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,99%; Acumulado do mês: -1,53%; Acumulado do ano: +19,72%. Produção industrial no Brasil A produção das fábricas brasileiras teve um avanço maior do que o previsto em agosto, após quatro meses de resultados fracos. Mesmo com os juros altos e o início de tarifas dos EUA, o setor cresceu 0,8% em relação a julho, superando a expectativa de 0,3%. Esse foi o melhor resultado mensal desde março. Mesmo assim, em relação a agosto do ano anterior, houve uma pequena retração de 0,7%. Ainda assim, o desempenho superou as estimativas, que indicavam uma redução mais acentuada, de 0,8% no período. Segundo o IBGE, o crescimento foi puxado por áreas como medicamentos, combustíveis e alimentos. Das 25 atividades analisadas, 16 tiveram aumento na produção. Já os produtos químicos foram os que mais influenciaram negativamente, com queda de 1,6%. Três das quatro categorias econômicas também cresceram, com destaque para os bens usados no dia a dia. Por outro lado, os bens ligados a investimentos tiveram queda. Mesmo com esse resultado positivo, especialistas apontam que a indústria ainda enfrenta dificuldades por causa dos juros altos, que tornam o crédito mais caro e dificultam novos investimentos. Senado americano avalia paralisação O Senado dos EUA vai votar nesta sexta-feira duas propostas — uma dos democratas e outra dos republicanos — para tentar encerrar a paralisação do governo, que já dura três dias. No entanto, não há expectativa de que qualquer uma delas seja aprovada. Os dois lados continuam sem acordo e trocando acusações sobre quem é responsável por não manter o funcionamento do governo após o início do novo ano fiscal, em 1º de outubro. Enquanto isso, o presidente Donald Trump congelou bilhões de dólares destinados a Estados governados por democratas e ameaçou demitir mais funcionários públicos, além dos 300 mil que já devem deixar seus cargos até o fim do ano. A paralisação já suspendeu pesquisas, divulgação de dados econômicos e o funcionamento de vários serviços. Cerca de 2 milhões de servidores estão sem pagamento, e uma paralisação prolongada pode afetar viagens, distribuição de alimentos e até o funcionamento dos tribunais. O Senado já rejeitou propostas semelhantes três vezes, e mesmo com maioria republicana, são necessários votos democratas para aprovar qualquer plano. PMI de serviços nos EUA A atividade do setor de serviços nos EUA ficou parada em setembro, refletindo uma queda nos pedidos feitos às empresas e dificuldades para contratar. O Índice de Gerentes de Compras (PMI), que mede esse desempenho, caiu de 52,0 em agosto para 50 — o que indica estabilidade, mas sem crescimento. A expectativa era de uma queda menor, para 51,7. A pesquisa também mostrou que os novos pedidos caíram de 56,0 para 50,4, e o indicador de emprego, embora tenha subido de 46,5 para 47,2, continua apontando fraqueza. A inflação nos serviços segue elevada, com o índice de preços pagos pelas empresas subindo de 69,2 para 69,4. Passagens aéreas, restaurantes e hotéis estão entre os itens que mais encareceram. Dia

Nos EUA, o governo Donald Trump quer enviar agentes de imigraçãopara fiscalizar show de Bad Bunny O dólar começou esta sexta-feira (3) em leve queda, mas logo inverteu o sinal e passou a subir, avançando 0,34% às 11h45, cotado a R$ 5,3578. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,06%, aos 143.867 pontos. Os investidores seguem atentos a sinais vindos dos Estados Unidos e do Brasil. A paralisação do governo americano, chamada de “shutdown”, já provoca efeitos na agenda econômica, enquanto, por aqui, dados de atividade e questões fiscais estão no centro das discussões. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, o governo completa o terceiro dia de shutdown, iniciado na quarta-feira (1º) por falta de aprovação do orçamento. Após o feriado de Yom Kippur, o Senado deve se reunir novamente nesta sexta-feira (3). ▶️ A paralisação afetou a divulgação de indicadores, incluindo o payroll — tradicional termômetro do mercado de trabalho. Sem ele, o foco recaiu sobre o PMI de serviços, que caiu de 52 em agosto para 50 em setembro, abaixo das previsões que eram de uma queda menor, para 51,7. ▶️ No Brasil, o dia começou com a divulgação da produção industrial de agosto, que registrou alta de 0,8% na comparação com julho e, em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 0,7%. As expectativas dos economistas eram de alta de 0,3% na variação mensal e de queda de 0,8% na base anual. ▶️ Ainda no noticiário doméstico, investidores avaliam os impactos fiscais do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, aprovado na Câmara e encaminhado ao Senado. A medida é vista como fator de reforço à popularidade de Lula. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: +0,02%; Acumulado do mês: +0,32%; Acumulado do ano: -13,60%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,99%; Acumulado do mês: -1,53%; Acumulado do ano: +19,72%. Produção industrial no Brasil A produção das fábricas brasileiras teve um avanço maior do que o previsto em agosto, após quatro meses de resultados fracos. Mesmo com os juros altos e o início de tarifas dos EUA, o setor cresceu 0,8% em relação a julho, superando a expectativa de 0,3%. Esse foi o melhor resultado mensal desde março. Mesmo assim, em relação a agosto do ano anterior, houve uma pequena retração de 0,7%. Ainda assim, o desempenho superou as estimativas, que indicavam uma redução mais acentuada, de 0,8% no período. Segundo o IBGE, o crescimento foi puxado por áreas como medicamentos, combustíveis e alimentos. Das 25 atividades analisadas, 16 tiveram aumento na produção. Já os produtos químicos foram os que mais influenciaram negativamente, com queda de 1,6%. Três das quatro categorias econômicas também cresceram, com destaque para os bens usados no dia a dia. Por outro lado, os bens ligados a investimentos tiveram queda. Mesmo com esse resultado positivo, especialistas apontam que a indústria ainda enfrenta dificuldades por causa dos juros altos, que tornam o crédito mais caro e dificultam novos investimentos. Senado americano avalia paralisação O Senado dos EUA vai votar nesta sexta-feira duas propostas — uma dos democratas e outra dos republicanos — para tentar encerrar a paralisação do governo, que já dura três dias. No entanto, não há expectativa de que qualquer uma delas seja aprovada. Os dois lados continuam sem acordo e trocando acusações sobre quem é responsável por não manter o funcionamento do governo após o início do novo ano fiscal, em 1º de outubro. Enquanto isso, o presidente Donald Trump congelou bilhões de dólares destinados a Estados governados por democratas e ameaçou demitir mais funcionários públicos, além dos 300 mil que já devem deixar seus cargos até o fim do ano. A paralisação já suspendeu pesquisas, divulgação de dados econômicos e o funcionamento de vários serviços. Cerca de 2 milhões de servidores estão sem pagamento, e uma paralisação prolongada pode afetar viagens, distribuição de alimentos e até o funcionamento dos tribunais. O Senado já rejeitou propostas semelhantes três vezes, e mesmo com maioria republicana, são necessários votos democratas para aprovar qualquer plano. PMI de serviços nos EUA A atividade do setor de serviços nos EUA ficou parada em setembro, refletindo uma queda nos pedidos feitos às empresas e dificuldades para contratar. O Índice de Gerentes de Compras (PMI), que mede esse desempenho, caiu de 52,0 em agosto para 50 — o que indica estabilidade, mas sem crescimento. A expectativa era de uma queda menor, para 51,7. A pesquisa também mostrou que os novos pedidos caíram de 56,0 para 50,4, e o indicador de emprego, embora tenha subido de 46,5 para 47,2, continua apontando fraqueza. A inflação nos serviços segue elevada, com o índice de preços pagos pelas empresas subindo de 69,2 para 69,4. Passagens aéreas, restaurantes e hotéis estão entre os itens que mais encareceram. Diante desse cenário, o banco central dos EUA cortou os juros em setembro, de 4,25% para 4,00%, tentando estimular a economia, mas ainda não há certeza sobre novos cortes. Bolsas globais Em Wall Street, índices americanos abriram em alta, com o otimismo sobre novos cortes na taxa de juros pelo Fed, impulsionando o sentimento no último pregão de uma semana que registrou volatilidade devido à paralisação do governo dos EUA. Na abertura desta sexta-feira, o Dow Jones Industrial Average subia 0,14% na abertura, para 46.583,95 pontos. O S&P 500 ganhava 0,10%, a 6.722,14 pontos, enquanto o Nasdaq Composite tinha alta de 0,18%, para 22.886,157 pontos. As bolsas europeias começaram esta sexta-feira em alta, dando continuidade ao bom desempenho que marcou a semana. O movimento é reflexo do otimismo dos investidores, que seguem confiantes após os ganhos recentes em setores como indústria e tecnologia. Durante o início das negociações por lá, o índice geral europeu STOXX 600 subia 0,48%. Entre os principais mercados, o FTSE 100 do Reino Unido avançava 0,66%, o DAX da Alemanha ganhava 0,12%, o CAC 40 da França subia 0,29%, o FTSE MIB da Itália tinha alta de 0,57%. Na Ásia, os resultados foram mistos: em Hong Kong, os investidores aproveitaram os lucros recentes e venderam ações, o que fez o mercado cair após três dias de alta. Empresas de tecnologia e montadoras tiveram quedas expressivas. Em outras partes da região, o clima foi mais positivo, com altas em países como Japão, Coreia do Sul e Taiwan. Com isso, o índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,54%, encerrando o dia aos 27.140 pontos. Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,9%, chegando a 45.769,50 pontos. O Kospi, da Coreia do Sul, teve alta de 2,70% (3.549 pontos), enquanto o Taiex de Taiwan avançou 1,45% (26.761 pontos). Em Cingapura, o Straits Times subiu 0,38% (4.412 pontos), e em Sydney, o S&P/ASX 200 teve valorização de 0,46% (8.987 pontos). Já os índices da China continental permaneceram fechados até o dia 8 por conta do feriado da "semana dourada". Dólar Karolina Grabowska/Pexels
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