Dólar opera em alta, com foco em decisão de juros dos EUA e novos ataques no Oriente Médio; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal negativo visto pela manhã e passou a operar em alta nesta quarta-feira (29), com um avanço de 0,12% perto das 12h20, cotado a R$ 5,1280. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha perdas de 0,83% no mesmo horário, aos 175.102 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é o principal destaque da sessão. A expectativa é que a instituição mantenha as taxas inalteradas na reunião desta quarta-feira, em meio a um mercado de trabalho ainda forte nos Estados Unidos e inflação acima da meta. ▶️ As tensões no Oriente Médio também seguem no radar. Na véspera, o Irã acusou os EUA de ter bombardeado o seu território. A acusação acontece um dia após a guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia. Com o novo aumento das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 12h20, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 7,66%, cotado a US$ 90,53. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 7,38% no mesmo horário, a US$ 85,11 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,80%; Acumulado do mês: -0,80%; Acumulado do ano: -6,69%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,45%; Acumulado do mês: +2,64%; Acumulado do ano: +9,58%. Tensões renovadas no Oriente Médio O Irã acusou os Estados Unidos de ter lançado um bombardeio contra seu território nesta quarta-feira (29). Caso confirmado, o ataque seria o primeiro feito pelos EUA contra o Irã nesta semana. Segundo Teerã, a cidade de Piranshahr, no noroeste, foi atingida. A acusação ocorre um dia após a Guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia, rompendo um período de alguns dias sem ataques no Oriente Médio. Segundo o Exército dos EUA, todos os mísseis iranianos foram interceptados. "Às 17h45 ET de hoje (18h45 em Brasília), forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra forças dos EUA baseadas no Oriente Médio. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso. As forças dos EUA permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão", disse uma nota divulgada pelo Comando Central (CentCom) americano. Em resposta, os EUA e a Arábia Saudita lançaram ataques em conjunto contra militantes pró-Irã baseados no Iraque. Na madrugada desta quarta (29), a Autoridade de Mobilização Popular do Iraque disse que registrou diversas mortes e feridos nos ataques. Com isso, as preocupações sobre os efeitos diretos e indiretos da guerra voltam a tomar conta dos mercados. O principal temor é que o conflito continue a limitar o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo —, limitando a oferta global da commodity. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em queda, conforme investidores aguardavam pela nova decisão de juros do Fed. Perto das 12h20, o Dow Jones tinha queda de 1,55%, o S&P 500 caía 0,75% e o Nasdaq Composite recuava 1,05%. Já na Europa, os índices operavam mistos, com os mercados também atentos ao Fed e aos sinais de que as tensões no Oriente Médio podem voltar a escalar. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subia 0,07% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, recuava 0,77%. O FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,14%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, conforme investidores passaram a se concentrar em setores voltados para o consumo. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 2%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,70%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 2%. Na contramão, o Nikkei, do Japão, recuou 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,89%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

Jul 29, 2026 - 13:00
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Dólar opera em alta, com foco em decisão de juros dos EUA e novos ataques no Oriente Médio; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal negativo visto pela manhã e passou a operar em alta nesta quarta-feira (29), com um avanço de 0,12% perto das 12h20, cotado a R$ 5,1280. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha perdas de 0,83% no mesmo horário, aos 175.102 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é o principal destaque da sessão. A expectativa é que a instituição mantenha as taxas inalteradas na reunião desta quarta-feira, em meio a um mercado de trabalho ainda forte nos Estados Unidos e inflação acima da meta. ▶️ As tensões no Oriente Médio também seguem no radar. Na véspera, o Irã acusou os EUA de ter bombardeado o seu território. A acusação acontece um dia após a guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia. Com o novo aumento das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 12h20, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 7,66%, cotado a US$ 90,53. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 7,38% no mesmo horário, a US$ 85,11 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,80%; Acumulado do mês: -0,80%; Acumulado do ano: -6,69%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,45%; Acumulado do mês: +2,64%; Acumulado do ano: +9,58%. Tensões renovadas no Oriente Médio O Irã acusou os Estados Unidos de ter lançado um bombardeio contra seu território nesta quarta-feira (29). Caso confirmado, o ataque seria o primeiro feito pelos EUA contra o Irã nesta semana. Segundo Teerã, a cidade de Piranshahr, no noroeste, foi atingida. A acusação ocorre um dia após a Guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia, rompendo um período de alguns dias sem ataques no Oriente Médio. Segundo o Exército dos EUA, todos os mísseis iranianos foram interceptados. "Às 17h45 ET de hoje (18h45 em Brasília), forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra forças dos EUA baseadas no Oriente Médio. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso. As forças dos EUA permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão", disse uma nota divulgada pelo Comando Central (CentCom) americano. Em resposta, os EUA e a Arábia Saudita lançaram ataques em conjunto contra militantes pró-Irã baseados no Iraque. Na madrugada desta quarta (29), a Autoridade de Mobilização Popular do Iraque disse que registrou diversas mortes e feridos nos ataques. Com isso, as preocupações sobre os efeitos diretos e indiretos da guerra voltam a tomar conta dos mercados. O principal temor é que o conflito continue a limitar o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo —, limitando a oferta global da commodity. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em queda, conforme investidores aguardavam pela nova decisão de juros do Fed. Perto das 12h20, o Dow Jones tinha queda de 1,55%, o S&P 500 caía 0,75% e o Nasdaq Composite recuava 1,05%. Já na Europa, os índices operavam mistos, com os mercados também atentos ao Fed e aos sinais de que as tensões no Oriente Médio podem voltar a escalar. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subia 0,07% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, recuava 0,77%. O FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,14%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, conforme investidores passaram a se concentrar em setores voltados para o consumo. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 2%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,70%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 2%. Na contramão, o Nikkei, do Japão, recuou 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,89%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

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