Dólar opera em alta, com mercado reagindo à prévia do PIB
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 1,26%, cotada a R$ 5,6956. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou em alta de 2,70%, aos 128.219 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters O dólar opera em alta nesta segunda-feira (17), com investidores repercutindo a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br), dado considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que mostrou um crescimento de 3,8% da economia em 2024. Se esse resultado se consolidar no PIB oficial, isso representaria uma aceleração da atividade brasileira, já que em 2023 a economia cresceu um pouco menos, 3,2%, segundo dados revisados do IBGE. Para além disso, o dia é marcado por uma menor movimentação nos mercados globais porque hoje é feriado nos Estados Unidos, o que reduz o volume de negociações no mundo todo. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Às 09h55, o dólar subia 0,20%, cotado a R$ 5,7072. Veja mais cotações. Na última sexta-feira (14), a moeda americana teve baixa de 1,26%, cotada a R$ 5,6956. Com o resultado, acumulou: queda de 1,68% na semana; recuo de 2,43% no mês; e perdas de 7,83% no ano. a Ibovespa O Ibovespa começa a operar às 10h. Na sexta, o índice teve alta de 2,70%, aos 128.219 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 2,89% na semana; ganho de 1,65% no mês; alta de 6,60% no ano. O que está mexendo com os mercados? A semana começa com o mercado brasileiro repercutindo novos indicadores da atividade econômica. A prévia do PIB indica um crescimento forte da economia brasileira em 2024, apesar de uma contração de 0,70% na atividade medida em dezembro. Mesmo com a alta, porém, especialistas esperam ver uma desaceleração da economia em 2025, reflexo das altas recentes da Selic, taxa básica de juros, que hoje está em 13,25% e com indicação de mais aumentos nos próximos meses. Juros elevados tornam a tomada de crédito mais cara, o que tende a reduzir o consumo das famílias, principal motor da economia. "Ao longo de 2024 diversos fatores impulsionaram a atividade econômica, com destaque para a taxa de desemprego em mínimas históricas, aumento dos salários, melhores condições de acesso para o crédito e uma forte elevação dos benefícios sociais. Contudo, o último trimestre do ano passado já sinalizou para um esgotamento dos vetores que impulsionaram a atividade diante de uma política fiscal e monetária mais restritivas", explica Rafael Perez, economista da Suno Research. Nesse sentido, o Boletim Focus — relatório semanal do BC que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para diferentes indicadores —, também divulgado nesta segunda, mostra uma redução nas expectativas para o PIB deste ano, caindo de 2,03% para 2,01%, ao passo que as projeções para a taxa Selic indicam os juros a um patamar de 15% ao ano até o fim de 2025. E mesmo com a perspectiva de juros altos por mais tempo, as projeções para a inflação anual também voltaram a subir, passando de 5,58% para 5,60% de uma semana para outra. Com esse número, a inflação está acima da meta do BC. A partir de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo é de 3% – e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Pelo sistema de metas, o BC tem de calibrar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente. Para isso, a instituição olha para frente, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação calculada em 12 meses até meados de 2026. Para 2026, a expectativa para a inflação subiu de 4,30% para 4,35%. Foi o oitavo aumento consecutivo no indicador.

Na última sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 1,26%, cotada a R$ 5,6956. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou em alta de 2,70%, aos 128.219 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters O dólar opera em alta nesta segunda-feira (17), com investidores repercutindo a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br), dado considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que mostrou um crescimento de 3,8% da economia em 2024. Se esse resultado se consolidar no PIB oficial, isso representaria uma aceleração da atividade brasileira, já que em 2023 a economia cresceu um pouco menos, 3,2%, segundo dados revisados do IBGE. Para além disso, o dia é marcado por uma menor movimentação nos mercados globais porque hoje é feriado nos Estados Unidos, o que reduz o volume de negociações no mundo todo. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Às 09h55, o dólar subia 0,20%, cotado a R$ 5,7072. Veja mais cotações. Na última sexta-feira (14), a moeda americana teve baixa de 1,26%, cotada a R$ 5,6956. Com o resultado, acumulou: queda de 1,68% na semana; recuo de 2,43% no mês; e perdas de 7,83% no ano. a Ibovespa O Ibovespa começa a operar às 10h. Na sexta, o índice teve alta de 2,70%, aos 128.219 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 2,89% na semana; ganho de 1,65% no mês; alta de 6,60% no ano. O que está mexendo com os mercados? A semana começa com o mercado brasileiro repercutindo novos indicadores da atividade econômica. A prévia do PIB indica um crescimento forte da economia brasileira em 2024, apesar de uma contração de 0,70% na atividade medida em dezembro. Mesmo com a alta, porém, especialistas esperam ver uma desaceleração da economia em 2025, reflexo das altas recentes da Selic, taxa básica de juros, que hoje está em 13,25% e com indicação de mais aumentos nos próximos meses. Juros elevados tornam a tomada de crédito mais cara, o que tende a reduzir o consumo das famílias, principal motor da economia. "Ao longo de 2024 diversos fatores impulsionaram a atividade econômica, com destaque para a taxa de desemprego em mínimas históricas, aumento dos salários, melhores condições de acesso para o crédito e uma forte elevação dos benefícios sociais. Contudo, o último trimestre do ano passado já sinalizou para um esgotamento dos vetores que impulsionaram a atividade diante de uma política fiscal e monetária mais restritivas", explica Rafael Perez, economista da Suno Research. Nesse sentido, o Boletim Focus — relatório semanal do BC que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para diferentes indicadores —, também divulgado nesta segunda, mostra uma redução nas expectativas para o PIB deste ano, caindo de 2,03% para 2,01%, ao passo que as projeções para a taxa Selic indicam os juros a um patamar de 15% ao ano até o fim de 2025. E mesmo com a perspectiva de juros altos por mais tempo, as projeções para a inflação anual também voltaram a subir, passando de 5,58% para 5,60% de uma semana para outra. Com esse número, a inflação está acima da meta do BC. A partir de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo é de 3% – e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Pelo sistema de metas, o BC tem de calibrar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente. Para isso, a instituição olha para frente, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação calculada em 12 meses até meados de 2026. Para 2026, a expectativa para a inflação subiu de 4,30% para 4,35%. Foi o oitavo aumento consecutivo no indicador.
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