Dólar opera em alta e bate R$ 5,80, após números de emprego virem acima do esperado; Ibovespa cai
No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,01%, cotada a R$ 5,7547. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,46%, aos 125.980 pontos. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters O dólar passou a operar em alta nesta quarta-feira (26), após novos dados de emprego bem acima do esperado pelo mercado. Investidores ainda monitoram os balanços corporativos do dia, com destaque para os números da Petrobras, no Brasil, e da fabricante de chips Nvidia, nos Estados Unidos. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado. Números do mercado de trabalho são importantes para avaliar a trajetória da inflação e dos juros do país. O cenário político brasileiro e a repercussão das medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ficam no radar. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, opera em queda. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Às 12h10, o dólar subia 0,72%, cotado a R$ 5,7961. Na máxima do dia, alcançou R$ 5,8051. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda americana teve baixa de 0,01%%, cotada a R$ 5,7547. Com o resultado, acumulou: alta de 0,42% na semana; recuo de 1,41% no mês; e perdas de 6,88% no ano. a Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 0,45%, aos 125.417 pontos. Na véspera, o índice teve alta de 0,46%, aos 125.980 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 0,90% na semana; perdas de 0,12% no mês; alta de 4,74% no ano. O que está mexendo com os mercados? A manhã desta quarta no mercado é marcada por um ambiente de mais calma, enquanto investidores aguardam pelas divulgações previstas para este pregão. Além da espera pelos números, as preocupações com a inflação e com o quadro fiscal brasileiro continuam no radar dos investidores, que repercutem o noticiário dos últimos dias. Segundo o IBGE, o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, registrou um aumento de 1,23% dos preços em fevereiro. Apesar de o índice ter vindo abaixo do esperado pelo mercado (1,34%), o número ainda representa uma forte aceleração em relação a janeiro (0,11%). Além disso, com o resultado, o IPCA-15 passou a acumular uma alta de 4,96% em 12 meses, bem acima da meta do Banco Central do Brasil (BC), que é de 3% e tem um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. De acordo com a economista-chefe da B.Side investimentos, Helena Veronese, o resultado mostra uma pressão de fatores sazonais já esperados pelo mercado, mas ainda indica uma continuidade no ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) do país. "O que o dado nos mostra é que 15% parece de fato um valor razoável para a Selic de fim do ciclo. Além disso, se os movimentos de queda de alimentos continuarem e se não houver grandes preocupações adicionais com o fiscal, é possível que em algum momento do segundo semestre já se comece a discutir o início dos cortes na taxa de juros", afirmou a economista em nota oficial. Com isso, também seguem no radar as falas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a preocupações com as contas públicas. Na véspera, Lula trouxe algumas medidas na tentativa de aumentar a popularidade do governo. Além de medidas do programa Pé-de-Meia e do Farmácia Popular, um novo anúncio sobre o saque-aniversário do Fundo de Garantia sobre o Tempo de Serviços (FGTS) também é esperado para amanhã. Lula também falou, recentemente, sobre sua intenção de baixar o preço dos alimentos e sobre enxergar um crescimento melhor do que o esperado para a economia. Já o Haddad afirmou, na véspera, que "não existe um ajuste fiscal possível" caso a economia não cresça, destacando que os desafios fiscais e a necessidade de investimentos públicos não serão resolvidos apenas com o arcabouço fiscal. Haddad também afirmou ser "politicamente difícil" corrigir desequilíbrios fiscais, reforçando que a determinação do presidente Lula é que a equipe econômica encontre o equilíbrio das contas públicas sem penalizar a população mais pobre.

No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,01%, cotada a R$ 5,7547. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,46%, aos 125.980 pontos. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters O dólar passou a operar em alta nesta quarta-feira (26), após novos dados de emprego bem acima do esperado pelo mercado. Investidores ainda monitoram os balanços corporativos do dia, com destaque para os números da Petrobras, no Brasil, e da fabricante de chips Nvidia, nos Estados Unidos. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado. Números do mercado de trabalho são importantes para avaliar a trajetória da inflação e dos juros do país. O cenário político brasileiro e a repercussão das medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ficam no radar. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, opera em queda. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Às 12h10, o dólar subia 0,72%, cotado a R$ 5,7961. Na máxima do dia, alcançou R$ 5,8051. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda americana teve baixa de 0,01%%, cotada a R$ 5,7547. Com o resultado, acumulou: alta de 0,42% na semana; recuo de 1,41% no mês; e perdas de 6,88% no ano. a Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 0,45%, aos 125.417 pontos. Na véspera, o índice teve alta de 0,46%, aos 125.980 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 0,90% na semana; perdas de 0,12% no mês; alta de 4,74% no ano. O que está mexendo com os mercados? A manhã desta quarta no mercado é marcada por um ambiente de mais calma, enquanto investidores aguardam pelas divulgações previstas para este pregão. Além da espera pelos números, as preocupações com a inflação e com o quadro fiscal brasileiro continuam no radar dos investidores, que repercutem o noticiário dos últimos dias. Segundo o IBGE, o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, registrou um aumento de 1,23% dos preços em fevereiro. Apesar de o índice ter vindo abaixo do esperado pelo mercado (1,34%), o número ainda representa uma forte aceleração em relação a janeiro (0,11%). Além disso, com o resultado, o IPCA-15 passou a acumular uma alta de 4,96% em 12 meses, bem acima da meta do Banco Central do Brasil (BC), que é de 3% e tem um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. De acordo com a economista-chefe da B.Side investimentos, Helena Veronese, o resultado mostra uma pressão de fatores sazonais já esperados pelo mercado, mas ainda indica uma continuidade no ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) do país. "O que o dado nos mostra é que 15% parece de fato um valor razoável para a Selic de fim do ciclo. Além disso, se os movimentos de queda de alimentos continuarem e se não houver grandes preocupações adicionais com o fiscal, é possível que em algum momento do segundo semestre já se comece a discutir o início dos cortes na taxa de juros", afirmou a economista em nota oficial. Com isso, também seguem no radar as falas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a preocupações com as contas públicas. Na véspera, Lula trouxe algumas medidas na tentativa de aumentar a popularidade do governo. Além de medidas do programa Pé-de-Meia e do Farmácia Popular, um novo anúncio sobre o saque-aniversário do Fundo de Garantia sobre o Tempo de Serviços (FGTS) também é esperado para amanhã. Lula também falou, recentemente, sobre sua intenção de baixar o preço dos alimentos e sobre enxergar um crescimento melhor do que o esperado para a economia. Já o Haddad afirmou, na véspera, que "não existe um ajuste fiscal possível" caso a economia não cresça, destacando que os desafios fiscais e a necessidade de investimentos públicos não serão resolvidos apenas com o arcabouço fiscal. Haddad também afirmou ser "politicamente difícil" corrigir desequilíbrios fiscais, reforçando que a determinação do presidente Lula é que a equipe econômica encontre o equilíbrio das contas públicas sem penalizar a população mais pobre.
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