Dólar opera em alta e bate R$ 5,83, após novas falas de Trump sobre tarifas; Ibovespa passa a subir
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,83%, cotada a R$ 5,8025. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira recuou 0,96%, aos 124.769 pontos. Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo O dólar opera em alta nesta quinta-feira (27) e já atingiu R$ 5,8366 na máxima do dia, conforme investidores repercutem uma série de indicadores econômicos locais e internacionais e seguem atentos aos desdobramentos da política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No Brasil, as atenções ficam voltadas para os novos números do mercado de trabalho, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã. A taxa de desemprego ficou em 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, uma aceleração em comparação ao trimestre anterior (6,2%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Ainda entre os indicadores, o resultado das contas externas do Brasil também ficam na mira. Segundo o Banco Central do Brasil (BC), o país registrou um déficit de US$ 8,7 bilhões em janeiro, quase o dobro do déficit de US$ 4,4 bilhões do mesmo período do ano passado. Já no exterior, o mercado repercute a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2024 dos Estados Unidos, que cresceu 2,3%. O resultado veio em linha com o esperado, mas ainda representa uma desaceleração em relação ao terceiro trimestre (3,1%). No noticiário internacional, o destaque fica com as novas declarações de Trump. O republicano afirmou que pretende impor tarifas de 25% sobre todos os produtos importados da União Europeia que chegam ao país. Trump também indicou que as taxas impostas ao México e ao Canadá devem entrar em vigor em 4 de março e que a China deve receber uma tarifa adicional de 10% nesse dia. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, inverteu o sinal e passou a subir. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Às 15h12 o dólar subia 0,54%, cotado a R$ 5,8336. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,8366. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,83%%, cotada a R$ 5,8025. Com o resultado, acumulou: alta de 1,26% na semana; recuo de 0,59% no mês; e perdas de 6,10% no ano. a Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,12%, aos 124.919 pontos. Na véspera, o índice teve baixa de 0,96%, aos 124.769 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 1,86% na semana; perdas de 1,08% no mês; alta de 3,73% no ano. O que está mexendo com os mercados? O destaque do cenário macroeconômico brasileiro neste pregão fica com os números da PNAD Contínua, que mostraram um aumento de 0,3 ponto percentual no desemprego no trimestre encerrado em janeiro, com a taxa chegando a 6,5%. No mesmo período do ano passado, a desocupação atingia 7,6% da população em idade de trabalhar. Segundo o IBGE, 7,2 milhões de pessoas estão sem emprego no país, um crescimento de 5,3% na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, porém, houve queda de 13,1% (cerca de 1,1 milhão de pessoas) no número de desempregados. Apesar da alta no desemprego, o resultado ainda veio levemente abaixo do esperado pelo mercado financeiro, que previa uma taxa de desocupação de 6,6% para o trimestre encerrado em janeiro. Na quarta-feira (26), o Ministério do Trabalho também já havia divulgado novos números de emprego. Segundo a pasta, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado. Um mercado de trabalho mais forte que as expectativas aumenta a cautela dos investidores com a inflação. Isso porque mais emprego gera mais renda para a população, que continua consumindo e demandando bens e serviços, tornando a desaceleração da inflação mais difícil. Ainda no cenário interno, o BC divulgou o resultado das contas externas (transações correntes) do país em janeiro, que tiveram um déficit de US$ 8,7 bilhões, contra US$ 4,4 bilhões no mesmo mês do ano passado. Esse é o pior resultado para o mês de janeiro desde 2020. O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). Segundo o BC, a piora do déficit externo brasileiro no mês é consequência, sobretudo, de uma redução do superávit da balança comercial, que veio R$ 4,3 bilhões menor no período. Ou seja, a vantagem do país exportando mais que importando diminuiu. No exterior, o destaque é a divulgação do PIB dos EUA, que cresceu 2,3% no último trimestre de 2024, confirmando as proje

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,83%, cotada a R$ 5,8025. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira recuou 0,96%, aos 124.769 pontos. Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo O dólar opera em alta nesta quinta-feira (27) e já atingiu R$ 5,8366 na máxima do dia, conforme investidores repercutem uma série de indicadores econômicos locais e internacionais e seguem atentos aos desdobramentos da política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No Brasil, as atenções ficam voltadas para os novos números do mercado de trabalho, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã. A taxa de desemprego ficou em 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, uma aceleração em comparação ao trimestre anterior (6,2%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Ainda entre os indicadores, o resultado das contas externas do Brasil também ficam na mira. Segundo o Banco Central do Brasil (BC), o país registrou um déficit de US$ 8,7 bilhões em janeiro, quase o dobro do déficit de US$ 4,4 bilhões do mesmo período do ano passado. Já no exterior, o mercado repercute a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2024 dos Estados Unidos, que cresceu 2,3%. O resultado veio em linha com o esperado, mas ainda representa uma desaceleração em relação ao terceiro trimestre (3,1%). No noticiário internacional, o destaque fica com as novas declarações de Trump. O republicano afirmou que pretende impor tarifas de 25% sobre todos os produtos importados da União Europeia que chegam ao país. Trump também indicou que as taxas impostas ao México e ao Canadá devem entrar em vigor em 4 de março e que a China deve receber uma tarifa adicional de 10% nesse dia. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, inverteu o sinal e passou a subir. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Às 15h12 o dólar subia 0,54%, cotado a R$ 5,8336. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,8366. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,83%%, cotada a R$ 5,8025. Com o resultado, acumulou: alta de 1,26% na semana; recuo de 0,59% no mês; e perdas de 6,10% no ano. a Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,12%, aos 124.919 pontos. Na véspera, o índice teve baixa de 0,96%, aos 124.769 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 1,86% na semana; perdas de 1,08% no mês; alta de 3,73% no ano. O que está mexendo com os mercados? O destaque do cenário macroeconômico brasileiro neste pregão fica com os números da PNAD Contínua, que mostraram um aumento de 0,3 ponto percentual no desemprego no trimestre encerrado em janeiro, com a taxa chegando a 6,5%. No mesmo período do ano passado, a desocupação atingia 7,6% da população em idade de trabalhar. Segundo o IBGE, 7,2 milhões de pessoas estão sem emprego no país, um crescimento de 5,3% na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, porém, houve queda de 13,1% (cerca de 1,1 milhão de pessoas) no número de desempregados. Apesar da alta no desemprego, o resultado ainda veio levemente abaixo do esperado pelo mercado financeiro, que previa uma taxa de desocupação de 6,6% para o trimestre encerrado em janeiro. Na quarta-feira (26), o Ministério do Trabalho também já havia divulgado novos números de emprego. Segundo a pasta, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado. Um mercado de trabalho mais forte que as expectativas aumenta a cautela dos investidores com a inflação. Isso porque mais emprego gera mais renda para a população, que continua consumindo e demandando bens e serviços, tornando a desaceleração da inflação mais difícil. Ainda no cenário interno, o BC divulgou o resultado das contas externas (transações correntes) do país em janeiro, que tiveram um déficit de US$ 8,7 bilhões, contra US$ 4,4 bilhões no mesmo mês do ano passado. Esse é o pior resultado para o mês de janeiro desde 2020. O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). Segundo o BC, a piora do déficit externo brasileiro no mês é consequência, sobretudo, de uma redução do superávit da balança comercial, que veio R$ 4,3 bilhões menor no período. Ou seja, a vantagem do país exportando mais que importando diminuiu. No exterior, o destaque é a divulgação do PIB dos EUA, que cresceu 2,3% no último trimestre de 2024, confirmando as projeções. O resultado, apesar de mostrar uma desaceleração no ritmo de crescimento econômico (já que a alta do PIB no terceiro trimestre foi de 3,1%), representa uma resiliência da economia americana. Enquanto isso, investidores seguem repercutindo a nova ameaça tarifária de Donald Trump, que pretende taxar todos os produtos que chegam da União Europeia aos EUA em 25%. Além de essas medidas aumentarem a preocupação por uma possível guerra comercial, as tarifas de Trump também elevam as expectativas de inflação na maior economia do mundo. Se os insumos e produtos que chegam ao país ficam mais caros, isso pode afetar diversas cadeias produtivas e o consumidor final. Uma inflação maior pode levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a voltar a elevar suas taxas de juros, hoje entre 4,25% e 4,50% ao ano, nos próximos meses, o que tende a valorizar o dólar.
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