Dólar opera em baixa, após leilão de US$ 3 bilhões do BC; Ibovespa sobe

No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,29%, cotada a R$ 5,7119. Já o principal índice da bolsa de valores subiu 0,26% e encerrou aos 128.552 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters O dólar opera em baixa nesta terça-feira (18), em mais um dia de leilão de dólares do Banco Central brasileiro. O BC vendeu nesta terça-feira um total de US$ 3 bilhões em leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), na terceira intervenção cambial da gestão do novo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Após um telefonema entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, em que eles concordaram em iniciar negociação para acabar com a guerra na Ucrânia, há uma expectativa crescente de que os países comecem a falar sobre um acordo de paz. Enquanto isso, o mercado interno continua repercutindo os últimos indicadores da economia brasileira e, no exterior, investidores aguardam a divulgação, nesta quarta-feira (19), da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) — que terminou com a manutenção dos juros no patamar entre 4,25% e 4,50% ao ano. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Às 13h40, o dólar caía 0,42%, cotado a R$ 5,6879. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,29%, cotada a R$ 5,7119. Com o resultado, acumulou: avanço de 0,29% na semana; recuo de 2,15% no mês; e perdas de 7,57% no ano. a Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,32%, aos 128.966 pontos. Na véspera, o índice teve alta de 0,26%, aos 128.552 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 0,26% na semana; ganho de 1,91% no mês; alta de 6,87% no ano. O que está mexendo com os mercados? No Brasil, o mercado continua repercutindo os últimos números da economia. O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 3,8% em 2024, apesar de uma contração de 0,70% na atividade medida em dezembro. Para este ano, especialistas esperam uma desaceleração da economia, refletindo os recentes aumentos da Selic (taxa básica de juros) — que atualmente está em 13,25% deve subir ainda mais nos próximos meses. Juros elevados tornam o crédito mais caro, o que tende a reduzir o consumo das famílias, principal motor da economia. "Ao longo de 2024, diversos fatores impulsionaram a atividade econômica, como a taxa de desemprego em mínimas históricas, aumento dos salários, melhores condições de acesso ao crédito e uma forte elevação dos benefícios sociais", explica Rafael Perez, economista da Suno Research. "Contudo, o último trimestre do ano passado já sinalizou um esgotamento desses fatores, diante de uma política fiscal e monetária mais duras." O boletim Focus — relatório semanal do BC que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro — mostra uma redução nas expectativas para o PIB deste ano, de 2,03% para 2,01%. As projeções para a taxa Selic indicam que os juros podem chegar a 15% ao ano até o fim de 2025. Mesmo com a perspectiva de juros altos por mais tempo, as projeções para a inflação anual também subiram, de 5,58% para 5,60% em uma semana. Com esse número, a inflação está acima da meta do BC. A partir de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo é manter os 3% ao ano – e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Pelo sistema de metas, o BC precisa ajustar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo estabelecido. Para isso, a instituição olha para o futuro, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação para os 12 meses até meados de 2026. Para aquele ano, a expectativa para a inflação subiu de 4,30% para 4,35%. Foi o oitavo aumento consecutivo no indicador. No exterior, a expectativa da semana é pela ata da reunião de janeiro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que será divulgada na quarta-feira. Na ocasião, o comitê manteve inalterada a taxa básica de juros do país, na faixa entre 4,25% a 4,50% ao ano. Na segunda, o diretor do Fed Christopher Waller disse que sua visão "base" é de que as novas restrições comerciais do presidente dos EUA, Donald Trump, terão um impacto modesto sobre os preços, enquanto o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, apoiou uma postura estável da política monetária. Nesta terça, a presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, disse que o BC dos EUA deve manter os custos dos empréstimos no nível em que estão até que o progresso da inflação seja mais visível. "A política monetária precisa permanecer restritiva até... eu ver que estamos realmente continuando a progredir em re

Fev 18, 2025 - 15:00
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Dólar opera em baixa, após leilão de US$ 3 bilhões do BC; Ibovespa sobe

No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,29%, cotada a R$ 5,7119. Já o principal índice da bolsa de valores subiu 0,26% e encerrou aos 128.552 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters O dólar opera em baixa nesta terça-feira (18), em mais um dia de leilão de dólares do Banco Central brasileiro. O BC vendeu nesta terça-feira um total de US$ 3 bilhões em leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), na terceira intervenção cambial da gestão do novo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Após um telefonema entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, em que eles concordaram em iniciar negociação para acabar com a guerra na Ucrânia, há uma expectativa crescente de que os países comecem a falar sobre um acordo de paz. Enquanto isso, o mercado interno continua repercutindo os últimos indicadores da economia brasileira e, no exterior, investidores aguardam a divulgação, nesta quarta-feira (19), da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) — que terminou com a manutenção dos juros no patamar entre 4,25% e 4,50% ao ano. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar Às 13h40, o dólar caía 0,42%, cotado a R$ 5,6879. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,29%, cotada a R$ 5,7119. Com o resultado, acumulou: avanço de 0,29% na semana; recuo de 2,15% no mês; e perdas de 7,57% no ano. a Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,32%, aos 128.966 pontos. Na véspera, o índice teve alta de 0,26%, aos 128.552 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 0,26% na semana; ganho de 1,91% no mês; alta de 6,87% no ano. O que está mexendo com os mercados? No Brasil, o mercado continua repercutindo os últimos números da economia. O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 3,8% em 2024, apesar de uma contração de 0,70% na atividade medida em dezembro. Para este ano, especialistas esperam uma desaceleração da economia, refletindo os recentes aumentos da Selic (taxa básica de juros) — que atualmente está em 13,25% deve subir ainda mais nos próximos meses. Juros elevados tornam o crédito mais caro, o que tende a reduzir o consumo das famílias, principal motor da economia. "Ao longo de 2024, diversos fatores impulsionaram a atividade econômica, como a taxa de desemprego em mínimas históricas, aumento dos salários, melhores condições de acesso ao crédito e uma forte elevação dos benefícios sociais", explica Rafael Perez, economista da Suno Research. "Contudo, o último trimestre do ano passado já sinalizou um esgotamento desses fatores, diante de uma política fiscal e monetária mais duras." O boletim Focus — relatório semanal do BC que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro — mostra uma redução nas expectativas para o PIB deste ano, de 2,03% para 2,01%. As projeções para a taxa Selic indicam que os juros podem chegar a 15% ao ano até o fim de 2025. Mesmo com a perspectiva de juros altos por mais tempo, as projeções para a inflação anual também subiram, de 5,58% para 5,60% em uma semana. Com esse número, a inflação está acima da meta do BC. A partir de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo é manter os 3% ao ano – e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Pelo sistema de metas, o BC precisa ajustar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo estabelecido. Para isso, a instituição olha para o futuro, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação para os 12 meses até meados de 2026. Para aquele ano, a expectativa para a inflação subiu de 4,30% para 4,35%. Foi o oitavo aumento consecutivo no indicador. No exterior, a expectativa da semana é pela ata da reunião de janeiro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que será divulgada na quarta-feira. Na ocasião, o comitê manteve inalterada a taxa básica de juros do país, na faixa entre 4,25% a 4,50% ao ano. Na segunda, o diretor do Fed Christopher Waller disse que sua visão "base" é de que as novas restrições comerciais do presidente dos EUA, Donald Trump, terão um impacto modesto sobre os preços, enquanto o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, apoiou uma postura estável da política monetária. Nesta terça, a presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, disse que o BC dos EUA deve manter os custos dos empréstimos no nível em que estão até que o progresso da inflação seja mais visível. "A política monetária precisa permanecer restritiva até... eu ver que estamos realmente continuando a progredir em relação à inflação", disse, em uma conferência de bancos comunitários organizada pela American Bankers Association.

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