Dólar opera em queda com foco no Oriente Médio e nas contas públicas do Brasil; Ibovespa oscila
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11) e, por volta das 12h20, recuava 0,50%, cotado a R$ 5,1464. Já o Ibovespa alternava entre altas e baixas ao longo da sessão e registrava leve avanço de 0,03%, aos 168.676 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o risco de ampliação do conflito continuam no radar dos mercados financeiros. Embora os preços do petróleo tenham recuado nesta quinta-feira, analistas avaliam que a alta acumulada da commodity nas últimas semanas já começa a pressionar a inflação em diversos países. Mesmo diante das preocupações com uma escalada das tensões, o petróleo registrava queda nesta quinta-feira. Por volta das 11h10, o barril do Brent, referência internacional da commodity, recuava 1,12%, para US$ 92,06. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,86%, cotado a US$ 89,26 por barril. ▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Na próxima semana, será a vez do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, e do Banco Central do Brasil anunciarem suas decisões. Os encontros ocorrerão na chamada "Superquarta". Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh. ▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Para analistas, a capacidade do governo de controlar despesas e manter as contas equilibradas continua sendo um dos principais desafios da economia brasileira. Isso porque um aumento dos gastos pode dificultar o controle da inflação e reduzir o espaço para cortes nas taxas de juros. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,30%; Acumulado do mês: +2,57%; Acumulado do ano: -5,77%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,21%; Acumulado do mês: -2,95%; Acumulado do ano: +4,68%. Escalada das tensões A piora do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump anunciou que fará um novo ataque contra o Irã, alertando que pretende assumir o controle de todo o petróleo e gás do país. (acompanhe os principais acontecimentos) Em um post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro. "Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu. ➡️ Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano, bem como a transferência e administração das receitas provenientes dessas vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez. Pouco depois do post, em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou que está conversando com autoridades do Irã, mas que sua "preferência seria tomar a Ilha de Kharg". "Haverá mais bombardeios esta noite, maiores e mais poderosos. Eles estão negociando conosco para fechar um acordo, mas são orgulhosos", criticou o presidente norte-americano. Kharg é considerada estratégica e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas. Já o governo iraniano prometeu retaliar qualquer novo ataque ao seu território. Quadro fiscal fica no radar A aprovação do chamado "pacote-bomba" pelo Senado na última quarta-feira também voltou a colocar a situação das contas públicas na mira dos mercados financeiros. ???? Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. Cálculos divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira indicaram que essas pautas, ainda em análise pelo Congresso Nacional, teriam um efeito trilionário nas contas públicas caso aprovadas. Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas avaliadas podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos. Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdênc

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11) e, por volta das 12h20, recuava 0,50%, cotado a R$ 5,1464. Já o Ibovespa alternava entre altas e baixas ao longo da sessão e registrava leve avanço de 0,03%, aos 168.676 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o risco de ampliação do conflito continuam no radar dos mercados financeiros. Embora os preços do petróleo tenham recuado nesta quinta-feira, analistas avaliam que a alta acumulada da commodity nas últimas semanas já começa a pressionar a inflação em diversos países. Mesmo diante das preocupações com uma escalada das tensões, o petróleo registrava queda nesta quinta-feira. Por volta das 11h10, o barril do Brent, referência internacional da commodity, recuava 1,12%, para US$ 92,06. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,86%, cotado a US$ 89,26 por barril. ▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Na próxima semana, será a vez do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, e do Banco Central do Brasil anunciarem suas decisões. Os encontros ocorrerão na chamada "Superquarta". Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh. ▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Para analistas, a capacidade do governo de controlar despesas e manter as contas equilibradas continua sendo um dos principais desafios da economia brasileira. Isso porque um aumento dos gastos pode dificultar o controle da inflação e reduzir o espaço para cortes nas taxas de juros. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,30%; Acumulado do mês: +2,57%; Acumulado do ano: -5,77%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,21%; Acumulado do mês: -2,95%; Acumulado do ano: +4,68%. Escalada das tensões A piora do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump anunciou que fará um novo ataque contra o Irã, alertando que pretende assumir o controle de todo o petróleo e gás do país. (acompanhe os principais acontecimentos) Em um post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro. "Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu. ➡️ Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano, bem como a transferência e administração das receitas provenientes dessas vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez. Pouco depois do post, em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou que está conversando com autoridades do Irã, mas que sua "preferência seria tomar a Ilha de Kharg". "Haverá mais bombardeios esta noite, maiores e mais poderosos. Eles estão negociando conosco para fechar um acordo, mas são orgulhosos", criticou o presidente norte-americano. Kharg é considerada estratégica e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas. Já o governo iraniano prometeu retaliar qualquer novo ataque ao seu território. Quadro fiscal fica no radar A aprovação do chamado "pacote-bomba" pelo Senado na última quarta-feira também voltou a colocar a situação das contas públicas na mira dos mercados financeiros. ???? Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. Cálculos divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira indicaram que essas pautas, ainda em análise pelo Congresso Nacional, teriam um efeito trilionário nas contas públicas caso aprovadas. Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas avaliadas podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos. Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade. O cenário, segundo analistas, aumenta a pressão sobre o Banco Central, que pode ser obrigado a manter os juros elevados por mais tempo para conseguir conter um eventual aumento de preços no país. Mercados globais Em Wall Street, os três principais índices acionários operavam em alta nesta quinta-feira, conforme investidores buscavam novas oportunidades no setor de tecnologia e mesmo em meio às tensões no Oriente Médio. Perto das 11h20, o Dow Jones tinha alta de 0,51% e o S&P 500 subia 0,79%, enquanto o Nasdaq Composite avançava 0,66%. O dia também era positivo na Europa, onde a maioria dos índices operava com ganhos. Entre as principais bolsas da região, o índice DAX, da Alemanha, subia 0,52% perto das 11h20. Já o CAC-40, da França, avançava 1,06% no mesmo horário, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 1,11%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando a desvalorização dos mercados regionais. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, caiu 0,55%, enquanto o Hang Seng recuou 0,65%. No Japão, o Nikkei avançou 0,06%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 0,43%. O SSEC, de Xangai, perdeu 0,16%. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters
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