Dólar opera em queda, com resultado de inflação melhor que o esperado; Ibovespa sobe
Na segunda-feira, a moeda americana fechou em queda de 0,14%, a R$ 5,5619, renovando o menor patamar desde outubro. Bolsa de valores recuou 0,30%, aos 135.669 pontos. Notas de dólar Jornal Nacional/ Reprodução O dólar opera em queda de 0,26% nesta terça-feira (10), cotado a R$ 5,5477 às 10h21. O Ibovespa subia 0,53% no mesmo horário, aos 136.416 pontos. Na véspera, a moeda americana operou em alta no início do pregão, mas acabou fechando em queda de 0,14%, a R$ 5,5619, renovando o menor patamar desde outubro. A bolsa de valores recuou 0,30%, aos 135.669 pontos. ▶️ Hoje, os investidores repercutem a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, de maio. O resultado, de 0,26%, veio melhor do que o mercado projetava (0,37%). ▶️ Apesar disso, os investidores seguem cautelosos, à espera da divulgação de um novo pacote do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para compensar a provável revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que abalou os mercados nas últimas semanas. Algumas das ações que estão sendo discutidas foram antecipadas no domingo (8), como o fim da isenção de Imposto de Renda (IR) para títulos de investimento como LCI e LCA e o aumento da taxação das apostas esportivas. No entanto, as medidas só devem ser comunicadas oficialmente após uma reunião do Haddad nesta terça com o presidente Lula, que acaba de voltar da França. ▶️ No exterior, o mercado monitora o segundo dia de negociações comerciais entre Estados Unidos e China sobre tarifas de importação. O secretário do Comércio, Howard Lutnick, disse a repórteres que as conversas estão indo bem e devem durar o dia todo nesta terça. Entenda abaixo como cada um desses fatores impacta o mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,14%; Acumulado do mês: -2,73%; Acumulado do ano: -10%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: -0,30% Acumulado do mês: -0,97%; Acumulado do ano: +12,82%. IPCA de maio O IPCA divulgado nesta terça-feira (10) pelo IBGE mostrou que os preços no país tiveram alta de 0,26% em maio, uma queda de 0,17 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior, melhor do que o mercado projetava (0,37%). A alta foi impulsionada, principalmente, pelo grupo de Habitação, que avançou 1,19%. Dentro dele, a energia elétrica residencial subiu 3,62%, por causa da bandeira amarela nas contas de luz. Por outro lado, a queda nos preços das passagens aéreas, da gasolina e de alguns alimentos, como o tomate e o arroz, aliviaram o índice. (leia mais aqui) O resultado foi bem recebido pelo mercado, que acompanha de perto as tentativas do Banco Central (BC) de controlar a inflação no país, mantendo a taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, em patamar elevado (14,75%). ???? A lógica é que juros mais altos desestimulam o consumo, pois fica mais caro fazer empréstimos ou compras a prazo. Ao reduzir o consumo, a demanda por produtos diminui, o que ajuda a controlar a inflação, que ocorre quando a oferta não acompanha a demanda. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses desacelerou de 5,53% para 5,32% em maio, após um período de aceleração. No entanto, segue acima da meta do BC, que é de 4,5%. "O resultado está em linha com nossa visão de melhora relativa da inflação corrente: continua incompatível com a trajetória de metas, mas melhora em relação ao panorama muito ruim visto nos primeiros meses do ano", resume Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos. IPCA de Maio fica abaixo das previsões Impasse do IOF O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite de domingo (8) que o governo pretende editar uma medida provisória (MP) para aumentar a arrecadação dos cofres públicos. A expectativa é que, dessa forma, o governo consiga "recalibrar" o decreto sobre a alta do IOF. A equipe econômica se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de líderes partidários, para tentar chegar em um consenso com relação a alterativas sobre o aumento do tributo. Entre as medidas anunciadas, além da recalibragem do decreto do IOF, estão: o fim da isenção do Imposto de Renda para títulos de investimento como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que vão passar a ter alíquota de 5%; o aumento de 9% para 15% e 20% da tributação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, o que inclui fintechs; a alta da taxação das apostas esportivas de 12% para 18%. O governo também afirmou que pretende reduzir o gasto tributário em pelo menos 10% e discutir a redução de gastos primários. Apesar disso, a proposta ainda foi mal recebida pelo mercado. Os analistas avaliam que o governo deveria focar em discutir a eficiência dos gastos públicos e em promover reformas estruturais, em vez de apenas propor novas formas de arrecadação. O anúncio do decreto sobre a alta do IOF foi divulgado há pouco mais

Na segunda-feira, a moeda americana fechou em queda de 0,14%, a R$ 5,5619, renovando o menor patamar desde outubro. Bolsa de valores recuou 0,30%, aos 135.669 pontos. Notas de dólar Jornal Nacional/ Reprodução O dólar opera em queda de 0,26% nesta terça-feira (10), cotado a R$ 5,5477 às 10h21. O Ibovespa subia 0,53% no mesmo horário, aos 136.416 pontos. Na véspera, a moeda americana operou em alta no início do pregão, mas acabou fechando em queda de 0,14%, a R$ 5,5619, renovando o menor patamar desde outubro. A bolsa de valores recuou 0,30%, aos 135.669 pontos. ▶️ Hoje, os investidores repercutem a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, de maio. O resultado, de 0,26%, veio melhor do que o mercado projetava (0,37%). ▶️ Apesar disso, os investidores seguem cautelosos, à espera da divulgação de um novo pacote do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para compensar a provável revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que abalou os mercados nas últimas semanas. Algumas das ações que estão sendo discutidas foram antecipadas no domingo (8), como o fim da isenção de Imposto de Renda (IR) para títulos de investimento como LCI e LCA e o aumento da taxação das apostas esportivas. No entanto, as medidas só devem ser comunicadas oficialmente após uma reunião do Haddad nesta terça com o presidente Lula, que acaba de voltar da França. ▶️ No exterior, o mercado monitora o segundo dia de negociações comerciais entre Estados Unidos e China sobre tarifas de importação. O secretário do Comércio, Howard Lutnick, disse a repórteres que as conversas estão indo bem e devem durar o dia todo nesta terça. Entenda abaixo como cada um desses fatores impacta o mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,14%; Acumulado do mês: -2,73%; Acumulado do ano: -10%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: -0,30% Acumulado do mês: -0,97%; Acumulado do ano: +12,82%. IPCA de maio O IPCA divulgado nesta terça-feira (10) pelo IBGE mostrou que os preços no país tiveram alta de 0,26% em maio, uma queda de 0,17 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior, melhor do que o mercado projetava (0,37%). A alta foi impulsionada, principalmente, pelo grupo de Habitação, que avançou 1,19%. Dentro dele, a energia elétrica residencial subiu 3,62%, por causa da bandeira amarela nas contas de luz. Por outro lado, a queda nos preços das passagens aéreas, da gasolina e de alguns alimentos, como o tomate e o arroz, aliviaram o índice. (leia mais aqui) O resultado foi bem recebido pelo mercado, que acompanha de perto as tentativas do Banco Central (BC) de controlar a inflação no país, mantendo a taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, em patamar elevado (14,75%). ???? A lógica é que juros mais altos desestimulam o consumo, pois fica mais caro fazer empréstimos ou compras a prazo. Ao reduzir o consumo, a demanda por produtos diminui, o que ajuda a controlar a inflação, que ocorre quando a oferta não acompanha a demanda. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses desacelerou de 5,53% para 5,32% em maio, após um período de aceleração. No entanto, segue acima da meta do BC, que é de 4,5%. "O resultado está em linha com nossa visão de melhora relativa da inflação corrente: continua incompatível com a trajetória de metas, mas melhora em relação ao panorama muito ruim visto nos primeiros meses do ano", resume Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos. IPCA de Maio fica abaixo das previsões Impasse do IOF O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite de domingo (8) que o governo pretende editar uma medida provisória (MP) para aumentar a arrecadação dos cofres públicos. A expectativa é que, dessa forma, o governo consiga "recalibrar" o decreto sobre a alta do IOF. A equipe econômica se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de líderes partidários, para tentar chegar em um consenso com relação a alterativas sobre o aumento do tributo. Entre as medidas anunciadas, além da recalibragem do decreto do IOF, estão: o fim da isenção do Imposto de Renda para títulos de investimento como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que vão passar a ter alíquota de 5%; o aumento de 9% para 15% e 20% da tributação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, o que inclui fintechs; a alta da taxação das apostas esportivas de 12% para 18%. O governo também afirmou que pretende reduzir o gasto tributário em pelo menos 10% e discutir a redução de gastos primários. Apesar disso, a proposta ainda foi mal recebida pelo mercado. Os analistas avaliam que o governo deveria focar em discutir a eficiência dos gastos públicos e em promover reformas estruturais, em vez de apenas propor novas formas de arrecadação. O anúncio do decreto sobre a alta do IOF foi divulgado há pouco mais de duas semanas pelo governo, junto com um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento deste ano. O objetivo seria equilibrar as contas públicas e cumprir a meta fiscal. No entanto, o mercado reagiu mal à decisão, o que levou o governo a recuar no mesmo dia de parte da medida. Além disso, o Congresso começou a se movimentar para aprovar uma derrubada do decreto presidencial sobre o aumento de imposto, algo inédito nos últimos 25 anos. O governo, então, buscou os presidentes da Câmara e do Senado para negociar uma proposta alternativa que substitua parte dos ganhos que seriam obtidos com o novo IOF. Equipe econômica apresenta medidas pra compensar aumento do IOF EUA x China Representantes dos Estados Unidos e da China voltaram a se encontrar na manhã desta terça-feira (10), em Londres, na Inglaterra, para discutir um novo acordo comercial e buscar uma solução para a guerra tarifária iniciada por Donald Trump. A reunião começou por volta das 6h30, no horário de Brasília (DF), no Palácio de Lancaster House. Este é o segundo dia de discussões presenciais, que também incluem negociações sobre o acesso a minerais de terras raras — fundamentais para a indústria de tecnologia. Do lado norte-americano, participam das tratativas o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, e o representante comercial, embaixador Jamieson Greer. Já a comitiva chinesa é liderada pelo vice-primeiro-ministro He Lifeng. Lutnick disse a repórteres que as negociações comerciais com a China estão indo bem e devem durar o dia todo nesta terça. "Estou recebendo bons relatos. Tudo está indo bem com a China. Mas a China não é fácil", declarou Trump nesta segunda-feira, após a primeira reunião. Washington e Pequim ainda tentam se entender após a trégua temporária sobre tarifas, firmada em 12 de maio, em Genebra, na Suíça, que reduziu as tensões comerciais. Depois do acordo, os EUA passaram a acusar a China de não cumprir seus compromissos, especialmente no que diz respeito à exportação de terras raras. A situação é acompanhada de perto por investidores preocupados com a possibilidade de uma guerra comercial caótica prejudicar os lucros corporativos e interromper as cadeias de suprimentos nos meses cruciais que antecedem a temporada de compras de fim de ano. ???? O mercado entende que o aumento das tarifas sobre importações pode elevar os preços finais e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo — o que pode levar à desaceleração da maior economia do mundo e até a uma recessão global. Representantes da China e dos EUA se reúnem em Londres para discutir tarifas *Com informações da agência de notícias Reuters.
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