Dólar opera em queda, de olho em conflito entre EUA e Irã e situação fiscal do Brasil; Ibovespa oscila

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11), com um recuo de 0,42% perto das 11h20, cotado a R$ 5,1505. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, passou a oscilar e subia 0,04% no mesmo horário, aos 168.684 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o temor de uma nova escalada continuam a preocupar os mercados financeiros. Apesar do alívio nos preços do petróleo nesta quinta-feira, analistas indicam que os preços da commodity já começaram a pressionar a inflação global e a forçar os bancos centrais a adotarem uma política monetária mais cautelosa, ou seja, estarem mais propensos a manterem os juros elevados. Mesmo diante das preocupações com uma escalada das tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta quinta-feira. Perto das 11h10, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,12%, cotado a US$ 92,06. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha perdas de 0,86%, cotado a US$ 89,26 o barril. ▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Já na próxima semana será a vez do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco Central do Brasil, na chamada Superquarta. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh. ▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Analistas apontam que a sustentabilidade das contas públicas é o principal desafio para a economia brasileira e também pode pressionar por juros mais elevados no país. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,30%; Acumulado do mês: +2,57%; Acumulado do ano: -5,77%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,21%; Acumulado do mês: -2,95%; Acumulado do ano: +4,68%. Escalada das tensões A piora do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump anunciou que fará um novo ataque contra o Irã, alertando que pretende assumir o controle de todo o petróleo e gás do país. (acompanhe os principais acontecimentos) Em um post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro. "Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu. ➡️ Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano, bem como a transferência e administração das receitas provenientes dessas vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez. Pouco depois do post, em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou que está conversando com autoridades do Irã, mas que sua "preferência seria tomar a Ilha de Kharg". "Haverá mais bombardeios esta noite, maiores e mais poderosos. Eles estão negociando conosco para fechar um acordo, mas são orgulhosos", criticou o presidente norte-americano. Kharg é considerada estratégica e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas. Já o governo iraniano prometeu retaliar qualquer novo ataque ao seu território. Quadro fiscal fica no radar A aprovação do chamado "pacote-bomba" pelo Senado na última quarta-feira também voltou a colocar a situação das contas públicas na mira dos mercados financeiros. ???? Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. Cálculos divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira indicaram que essas pautas, ainda em análise pelo Congresso Nacional, teriam um efeito trilionário nas contas públicas caso aprovadas. Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas avaliadas podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos. Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de

Jun 11, 2026 - 12:00
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Dólar opera em queda, de olho em conflito entre EUA e Irã e situação fiscal do Brasil; Ibovespa oscila

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11), com um recuo de 0,42% perto das 11h20, cotado a R$ 5,1505. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, passou a oscilar e subia 0,04% no mesmo horário, aos 168.684 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o temor de uma nova escalada continuam a preocupar os mercados financeiros. Apesar do alívio nos preços do petróleo nesta quinta-feira, analistas indicam que os preços da commodity já começaram a pressionar a inflação global e a forçar os bancos centrais a adotarem uma política monetária mais cautelosa, ou seja, estarem mais propensos a manterem os juros elevados. Mesmo diante das preocupações com uma escalada das tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta quinta-feira. Perto das 11h10, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,12%, cotado a US$ 92,06. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha perdas de 0,86%, cotado a US$ 89,26 o barril. ▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Já na próxima semana será a vez do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco Central do Brasil, na chamada Superquarta. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh. ▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Analistas apontam que a sustentabilidade das contas públicas é o principal desafio para a economia brasileira e também pode pressionar por juros mais elevados no país. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,30%; Acumulado do mês: +2,57%; Acumulado do ano: -5,77%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,21%; Acumulado do mês: -2,95%; Acumulado do ano: +4,68%. Escalada das tensões A piora do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump anunciou que fará um novo ataque contra o Irã, alertando que pretende assumir o controle de todo o petróleo e gás do país. (acompanhe os principais acontecimentos) Em um post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro. "Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu. ➡️ Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano, bem como a transferência e administração das receitas provenientes dessas vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez. Pouco depois do post, em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou que está conversando com autoridades do Irã, mas que sua "preferência seria tomar a Ilha de Kharg". "Haverá mais bombardeios esta noite, maiores e mais poderosos. Eles estão negociando conosco para fechar um acordo, mas são orgulhosos", criticou o presidente norte-americano. Kharg é considerada estratégica e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas. Já o governo iraniano prometeu retaliar qualquer novo ataque ao seu território. Quadro fiscal fica no radar A aprovação do chamado "pacote-bomba" pelo Senado na última quarta-feira também voltou a colocar a situação das contas públicas na mira dos mercados financeiros. ???? Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. Cálculos divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira indicaram que essas pautas, ainda em análise pelo Congresso Nacional, teriam um efeito trilionário nas contas públicas caso aprovadas. Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas avaliadas podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos. Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade. O cenário, segundo analistas, aumenta a pressão sobre o Banco Central, que pode ser obrigado a manter os juros elevados por mais tempo para conseguir conter um eventual aumento de preços no país. Mercados globais Em Wall Street, os três principais índices acionários operavam em alta nesta quinta-feira, conforme investidores buscavam novas oportunidades no setor de tecnologia e mesmo em meio às tensões no Oriente Médio. Perto das 11h20, o Dow Jones tinha alta de 0,51% e o S&P 500 subia 0,79%, enquanto o Nasdaq Composite avançava 0,66%. O dia também era positivo na Europa, onde a maioria dos índices operava com ganhos. Entre as principais bolsas da região, o índice DAX, da Alemanha, subia 0,52% perto das 11h20. Já o CAC-40, da França, avançava 1,06% no mesmo horário, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 1,11%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando a desvalorização dos mercados regionais. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, caiu 0,55%, enquanto o Hang Seng recuou 0,65%. No Japão, o Nikkei avançou 0,06%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 0,43%. O SSEC, de Xangai, perdeu 0,16%. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters

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