Dólar opera em queda e vai a R$ 5,53, com foco em acordo entre EUA a China e medidas de Haddad; Ibovespa cai

Na terça-feira, a moeda americana fechou em alta de 0,14%, a R$ 5,5699. A bolsa de valores teve ganhos de 0,54%, aos 136.436 pontos. Notas de dólar Tatan Syuflana/ AP O dólar opera em queda de 0,59% nesta quarta-feira (11), cotado a R$ 5,5363 às 12h21. O Ibovespa caía 0,04% no mesmo horário, aos 136.370 pontos. ▶️ O mercado internacional ainda aguarda a divulgação de mais detalhes sobre o acordo entre Estados Unidos e China sobre tarifas de importação. Após dois dias de negociação em Londres, representantes dos dois países disseram que chegaram a um consenso para restaurar a trégua na guerra comercial, mas o entendimento ainda precisa ser aprovado pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Nesta quarta-feira (11), Trump confirmou que o acordo "está fechado" e disse que o relacionamento com a China "está excelente". ▶️ Os investidores também repercutem a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), a inflação oficial dos EUA, que subiu 0,1% em maio, desacelerando em relação ao avanço de 0,2% registrado em abril. O resultado veio um pouco melhor do que o mercado projetava. ▶️ No Brasil, o foco segue sendo o novo pacote do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para compensar a provável revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que abalou os mercados nas últimas semanas. Após se reunir com o presidente Lula, Haddad confirmou nesta terça que o governo vai enviar ao Congresso as medidas apresentadas nos últimos dias. Entre as novidades do pacote está a proposta para unificar em 17,5% a cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre aplicações financeiras — hoje, essas cobranças vão de 22,5% a 15%. Entenda abaixo como esses fatores impactam o mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,01%; Acumulado do mês: -2,59%; Acumulado do ano: -9,87%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: +0,25% Acumulado do mês: -0,43%; Acumulado do ano: +13,43%. Inflação nos EUA A inflação oficial dos Estados Unidos subiu 0,1% em maio, desacelerando em relação ao avanço de 0,2% registrado em abril. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS). No acumulado de 12 meses até maio, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 2,4%, ligeiramente acima dos 2,3% registrados até abril. Os números vieram um pouco melhores do que o esperado pelo mercado, que previa alta mensal de 0,2% e avanço anual de 2,5%. O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, acompanha diversos indicadores de inflação para alcançar sua meta de 2%. A expectativa do mercado é que a instituição mantenha os juros inalterados na próxima reunião, marcada para a próxima quarta-feira (18), enquanto avalia os efeitos econômicos das tarifas comerciais. Segundo analistas, o impacto das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ainda tem sido limitado, já que muitos varejistas continuam vendendo estoques comprados antes da nova taxação entrar em vigor. EUA x China Representantes dos Estados Unidos e da China anunciaram na noite desta terça-feira (10) que chegaram a um princípio de acordo para restaurar a trégua na guerra comercial entre os países. As declarações vieram após dois dias de negociações em Londres, na Inglaterra. Segundo o vice-ministro do Comércio da China, Li Chenggang, e o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, o consenso ainda será apresentado aos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que deverão decidir ou não pela aprovação dos termos. Washington e Pequim ainda tentam se entender após a trégua temporária sobre tarifas, firmada em 12 de maio, em Genebra, na Suíça, que reduziu as tensões comerciais. Depois do acordo, os EUA passaram a acusar a China de não cumprir seus compromissos, especialmente no que diz respeito à exportação de terras raras. A situação é acompanhada de perto por investidores preocupados com a possibilidade de uma guerra comercial caótica prejudicar os lucros corporativos e interromper as cadeias de suprimentos nos meses cruciais que antecedem a temporada de compras de fim de ano. ???? O mercado entende que o aumento das tarifas sobre importações pode elevar os preços finais e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo — o que pode levar à desaceleração da maior economia do mundo e até a uma recessão global. EUA e China avançam em acordo sobre tarifaço Impasse do IOF O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente Lula nesta terça-feira e confirmou que vai enviar ao Congresso as medidas apresentadas nos últimos dias para tentar compensar a revogação do aumento do IOF. No domingo (8), ele antecipou algumas das ações que pretende tomar para aumentar a arrecadação dos cofres públicos. Entre elas, estão: o fim da isenção do Imposto de Renda para títulos de investimento como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que vão passar a ter alíquota de 5%; o aumento de 9% para 15% e 20% da tributação da Contr

Jun 11, 2025 - 13:00
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Dólar opera em queda e vai a R$ 5,53, com foco em acordo entre EUA a China e medidas de Haddad; Ibovespa cai

Na terça-feira, a moeda americana fechou em alta de 0,14%, a R$ 5,5699. A bolsa de valores teve ganhos de 0,54%, aos 136.436 pontos. Notas de dólar Tatan Syuflana/ AP O dólar opera em queda de 0,59% nesta quarta-feira (11), cotado a R$ 5,5363 às 12h21. O Ibovespa caía 0,04% no mesmo horário, aos 136.370 pontos. ▶️ O mercado internacional ainda aguarda a divulgação de mais detalhes sobre o acordo entre Estados Unidos e China sobre tarifas de importação. Após dois dias de negociação em Londres, representantes dos dois países disseram que chegaram a um consenso para restaurar a trégua na guerra comercial, mas o entendimento ainda precisa ser aprovado pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Nesta quarta-feira (11), Trump confirmou que o acordo "está fechado" e disse que o relacionamento com a China "está excelente". ▶️ Os investidores também repercutem a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), a inflação oficial dos EUA, que subiu 0,1% em maio, desacelerando em relação ao avanço de 0,2% registrado em abril. O resultado veio um pouco melhor do que o mercado projetava. ▶️ No Brasil, o foco segue sendo o novo pacote do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para compensar a provável revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que abalou os mercados nas últimas semanas. Após se reunir com o presidente Lula, Haddad confirmou nesta terça que o governo vai enviar ao Congresso as medidas apresentadas nos últimos dias. Entre as novidades do pacote está a proposta para unificar em 17,5% a cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre aplicações financeiras — hoje, essas cobranças vão de 22,5% a 15%. Entenda abaixo como esses fatores impactam o mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,01%; Acumulado do mês: -2,59%; Acumulado do ano: -9,87%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: +0,25% Acumulado do mês: -0,43%; Acumulado do ano: +13,43%. Inflação nos EUA A inflação oficial dos Estados Unidos subiu 0,1% em maio, desacelerando em relação ao avanço de 0,2% registrado em abril. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS). No acumulado de 12 meses até maio, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 2,4%, ligeiramente acima dos 2,3% registrados até abril. Os números vieram um pouco melhores do que o esperado pelo mercado, que previa alta mensal de 0,2% e avanço anual de 2,5%. O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, acompanha diversos indicadores de inflação para alcançar sua meta de 2%. A expectativa do mercado é que a instituição mantenha os juros inalterados na próxima reunião, marcada para a próxima quarta-feira (18), enquanto avalia os efeitos econômicos das tarifas comerciais. Segundo analistas, o impacto das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ainda tem sido limitado, já que muitos varejistas continuam vendendo estoques comprados antes da nova taxação entrar em vigor. EUA x China Representantes dos Estados Unidos e da China anunciaram na noite desta terça-feira (10) que chegaram a um princípio de acordo para restaurar a trégua na guerra comercial entre os países. As declarações vieram após dois dias de negociações em Londres, na Inglaterra. Segundo o vice-ministro do Comércio da China, Li Chenggang, e o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, o consenso ainda será apresentado aos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que deverão decidir ou não pela aprovação dos termos. Washington e Pequim ainda tentam se entender após a trégua temporária sobre tarifas, firmada em 12 de maio, em Genebra, na Suíça, que reduziu as tensões comerciais. Depois do acordo, os EUA passaram a acusar a China de não cumprir seus compromissos, especialmente no que diz respeito à exportação de terras raras. A situação é acompanhada de perto por investidores preocupados com a possibilidade de uma guerra comercial caótica prejudicar os lucros corporativos e interromper as cadeias de suprimentos nos meses cruciais que antecedem a temporada de compras de fim de ano. ???? O mercado entende que o aumento das tarifas sobre importações pode elevar os preços finais e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo — o que pode levar à desaceleração da maior economia do mundo e até a uma recessão global. EUA e China avançam em acordo sobre tarifaço Impasse do IOF O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente Lula nesta terça-feira e confirmou que vai enviar ao Congresso as medidas apresentadas nos últimos dias para tentar compensar a revogação do aumento do IOF. No domingo (8), ele antecipou algumas das ações que pretende tomar para aumentar a arrecadação dos cofres públicos. Entre elas, estão: o fim da isenção do Imposto de Renda para títulos de investimento como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que vão passar a ter alíquota de 5%; o aumento de 9% para 15% e 20% da tributação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, o que inclui fintechs; a alta da taxação das apostas esportivas de 12% para 18%; a cobrança unificada de IR sobre aplicações financeiras, de 17,5% — atualmente, a taxa varia de 15% a 22,5%, a depender do prazo. O governo também afirmou que pretende reduzir o gasto tributário em pelo menos 10% e discutir a redução de gastos primários. Apesar disso, a proposta ainda foi mal recebida pelo mercado. Os analistas avaliam que o governo deveria focar em discutir a eficiência dos gastos públicos e em promover reformas estruturais, em vez de apenas propor novas formas de arrecadação. O anúncio do decreto sobre a alta do IOF foi divulgado há pouco mais de duas semanas pelo governo, junto com um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento deste ano. O objetivo seria equilibrar as contas públicas e cumprir a meta fiscal. No entanto, o mercado reagiu mal à decisão, o que levou o governo a recuar no mesmo dia de parte da medida. Além disso, o Congresso começou a se movimentar para aprovar uma derrubada do decreto presidencial sobre o aumento de imposto, algo inédito nos últimos 25 anos. O governo, então, buscou os presidentes da Câmara e do Senado para negociar uma proposta alternativa que substitua parte dos ganhos que seriam obtidos com o novo IOF. Equipe econômica apresenta medidas pra compensar aumento do IOF *Com informações da agência de notícias Reuters.

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