Dólar oscila, de olho em inflação e ata do Copom; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar passou a operar com volatilidade nesta terça-feira (11), e subia 0,02% perto das 11h10, cotado a R$ 5,1118. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,66% no mesmo horário, aos 171.045 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados da inflação brasileira ficam no centro das atenções. O indicador registrou mais uma desaceleração em julho, com uma alta de 0,07% no mês, após avanço de 0,16% no mês anterior. ▶️ A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) também fica no radar. No documento o Banco Central afirmou que reagirá "com firmeza" caso a forte volatilidade dos preços do petróleo afetem a oferta da commodity e impactem os preços brasileiros. Na semana passada, o BC cortou a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. ▶️ Investidores também seguem atentos aos desdobramentos do tarifaço dos Estados Unidos sobre o Brasil. Nesta terça, a ApexBrasil lança um plano para ampliar a presença de produtos brasileiros em novos mercados, com foco nos setores afetados pelas taxas e na diversificação das exportações brasileiras. ▶️ Já no exterior, as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz continuam a pesar nos mercados. Trump ironizou, na véspera, as exigências divulgadas pelo Irã para dar fim à guerra, e afirmou que também exigia uma indenização do Irã "por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente". Apesar do impasse, os preços do petróleo caíam nesta terça-feira. Perto das 11h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,84%, cotado a US$ 86,98. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, perdia 0,80%, a US$ 81,47 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,53; Acumulado do mês: +0,81%; Acumulado do ano: -6,89%. ????Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: -0,19%; Acumulado do mês: -3,27%; Acumulado do ano: +6,86%. Dúvidas sobre Ormuz pesam no petróleo As dúvidas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima no Oriente Médio por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, seguem no radar dos investidores. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana. Entre as exigências estão: a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã; a retirada das tropas americanas das proximidades do país; o pagamento de indenizações de guerra; a liberação de ativos iranianos congelados; o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e o encerramento das ameaças contra o país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam "muito perto" de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito. "Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos." Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz. Em post no Truth Social, Trump disse que o regime iraniano deve indenizar "todas as pessoas que matou e feriu gravemente", e falou que passará a fazer a mesma exigência nas futuras negociações entre os dois países. "É uma ideia interessante, pois agora eu também exijo indenização do Irã, por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas de beira de estrada e nos muitos conflitos pelos quais são famosos. (...) Além disso, indenizações devem ser pagas às famílias das centenas de milhares de manifestantes inocentes que o Irã matou nos últimos 50 anos, sem mencionar os 52 mil que foram mortos nos últimos cinco meses. Instruí meus representantes a incluírem isso firmemente em todas as negociações futuras", escreveu. As divergências entre os dois países voltam a gerar dúvidas sobre a reabertura do Estreito e, consequentemente, preocupações com os impactos sobre a oferta global de petróleo e os preços da energia. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operam mistos, em meio à queda de ações do setor de tecnologia e enquanto investidores avaliavam rumores de que os EUA e o Irã estariam perto de "algum tipo de acordo". Perto das 11h30, o Dow Jones subia 0,11% e o S&P 500 tinha alta de 0,12%, enquanto o Nasdaq Composite perdia 0,08%. Na Europa, o dia era mais positivo para os mercados. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,44%, enquanto o CAC-40

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar passou a operar com volatilidade nesta terça-feira (11), e subia 0,02% perto das 11h10, cotado a R$ 5,1118. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,66% no mesmo horário, aos 171.045 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados da inflação brasileira ficam no centro das atenções. O indicador registrou mais uma desaceleração em julho, com uma alta de 0,07% no mês, após avanço de 0,16% no mês anterior. ▶️ A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) também fica no radar. No documento o Banco Central afirmou que reagirá "com firmeza" caso a forte volatilidade dos preços do petróleo afetem a oferta da commodity e impactem os preços brasileiros. Na semana passada, o BC cortou a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. ▶️ Investidores também seguem atentos aos desdobramentos do tarifaço dos Estados Unidos sobre o Brasil. Nesta terça, a ApexBrasil lança um plano para ampliar a presença de produtos brasileiros em novos mercados, com foco nos setores afetados pelas taxas e na diversificação das exportações brasileiras. ▶️ Já no exterior, as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz continuam a pesar nos mercados. Trump ironizou, na véspera, as exigências divulgadas pelo Irã para dar fim à guerra, e afirmou que também exigia uma indenização do Irã "por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente". Apesar do impasse, os preços do petróleo caíam nesta terça-feira. Perto das 11h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,84%, cotado a US$ 86,98. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, perdia 0,80%, a US$ 81,47 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,53; Acumulado do mês: +0,81%; Acumulado do ano: -6,89%. ????Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: -0,19%; Acumulado do mês: -3,27%; Acumulado do ano: +6,86%. Dúvidas sobre Ormuz pesam no petróleo As dúvidas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima no Oriente Médio por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, seguem no radar dos investidores. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana. Entre as exigências estão: a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã; a retirada das tropas americanas das proximidades do país; o pagamento de indenizações de guerra; a liberação de ativos iranianos congelados; o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e o encerramento das ameaças contra o país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam "muito perto" de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito. "Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos." Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz. Em post no Truth Social, Trump disse que o regime iraniano deve indenizar "todas as pessoas que matou e feriu gravemente", e falou que passará a fazer a mesma exigência nas futuras negociações entre os dois países. "É uma ideia interessante, pois agora eu também exijo indenização do Irã, por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas de beira de estrada e nos muitos conflitos pelos quais são famosos. (...) Além disso, indenizações devem ser pagas às famílias das centenas de milhares de manifestantes inocentes que o Irã matou nos últimos 50 anos, sem mencionar os 52 mil que foram mortos nos últimos cinco meses. Instruí meus representantes a incluírem isso firmemente em todas as negociações futuras", escreveu. As divergências entre os dois países voltam a gerar dúvidas sobre a reabertura do Estreito e, consequentemente, preocupações com os impactos sobre a oferta global de petróleo e os preços da energia. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operam mistos, em meio à queda de ações do setor de tecnologia e enquanto investidores avaliavam rumores de que os EUA e o Irã estariam perto de "algum tipo de acordo". Perto das 11h30, o Dow Jones subia 0,11% e o S&P 500 tinha alta de 0,12%, enquanto o Nasdaq Composite perdia 0,08%. Na Europa, o dia era mais positivo para os mercados. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,44%, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,15% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha ganhos de 0,02%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em baixa nesta terça-feira, conforme investidores reavaliavam as perspectivas de um fim do conflito no Oriente Médio e da reabertura de Ormuz. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,8%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, recuou 0,8%. O Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,1% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,73%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik
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