Dólar oscila e bolsa opera em queda com investidores atentos à paralisação nos EUA
Por unanimidade, Câmara aprova isenção do imposto de renda O dólar oscila nesta quinta-feira (2), depois de iniciar o dia em baixa, a moeda virou o sinal e passou a subir recuando 0,17% às 11h05, cotado a R$ 5,3378. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,11%, aos 145.358 pontos. Os mercados reagem a uma agenda esvaziada de dados nos Estados Unidos e a novidades no Brasil. O impasse fiscal em Washington já afeta serviços, trabalhadores e a divulgação de indicadores, enquanto, por aqui, a pauta tributária ganhou destaque no Congresso. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A paralisação do governo americano, iniciada na quarta (1º), deve durar ao menos três dias. O Senado não terá sessões nesta quinta por conta do Yom Kippur, o que impede a votação de medidas emergenciais de financiamento. O "shutdown" já atinge 750 mil servidores federais sem salário, com perdas estimadas em US$ 400 milhões. Diversas agências tiveram de suspender ou limitar serviços temporariamente. ▶️ Entre os dados impactados, estão o índice de preços ao consumidor e o payroll, considerado essencial para orientar as decisões do Banco Central americano, o Federal Reserve. ▶️ Nesta quinta (2), não haverá a divulgação dos pedidos semanais de seguro-desemprego. Assim, a atenção deve se concentrar no discurso de Logan, do Fed, às 11h30, e nos dados de demissões do setor privado da Challenger. ▶️ No Brasil, os investidores acompanham a aprovação, pela Câmara, do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: -0,18%; Acumulado do mês: +0,11%; Acumulado do ano: -13,77%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +0,05%; Acumulado do mês: -0,49%; Acumulado do ano: +20,98%. Paralisação orçamentária nos EUA O governo dos EUA entrou em paralisação nesta quarta-feira (1º) após o Congresso não conseguir aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento federal. A paralisação, também conhecida como "shutdown", é a 15ª desde 1981. No centro do impasse está o setor de saúde. Os democratas afirmam que só aprovarão o orçamento se programas de assistência médica prestes a expirar forem prolongados. Com o governo impedido de gastar, milhares de servidores públicos serão colocados em licença, enquanto outros, que trabalham em serviços essenciais, podem ter os salários suspensos. A crise ganhou novos contornos com as ameaças do presidente norte-americano. Trump afirmou que poderia "fazer coisas ruins e irreversíveis", como demitir servidores e encerrar programas ligados aos democratas, caso o governo fosse paralisado. Vale dizer que a paralisação do governo americano, após o Congresso não aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento federal, deve afetar o câmbio e os mercados financeiros pelo mundo. Isso porque o impasse orçamentário entre Democratas e Republicanos vai além do fechamento de museus, parques nacionais e aeroportos americanos. A instabilidade em Washington também pode interromper ou atrasar a divulgação de indicadores econômicos importantes para os investidores — dados que orientam as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre a política de juros na maior economia do mundo. Em teoria, esse cenário pode aumentar a aversão ao risco (o medo de perdas financeiras), provocar oscilações no valor do dólar frente a outras moedas e impactar o investimento estrangeiro em mercados emergentes — como o Brasil. Bolsas globais Em Wall Street, índices americanos abriram em alta nesta quinta-feira, com os investidores animados pela expectativa de novos cortes na taxa de juros. Com poucos dados econômicos previstos para os próximos dias, o mercado se apoia na perspectiva de estímulos e na ausência de grandes eventos que possam gerar instabilidade. O Dow Jones subia 0,04%, aos 46.461,11 pontos. O S&P 500 avançava 0,30%, para 6.731,31 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhava 0,57%, aos 22.885,91 pontos. As bolsas europeias operam em alta nesta quinta-feira, puxadas pelo forte desempenho das ações de tecnologia. A valorização da OpenAI, que atingiu US$ 500 bilhões após uma rodada de venda de ações, animou o setor. Além disso, autoridades do Banco Central Europeu participam de fóruns ao longo do dia, o que mantém o mercado atento à política monetária. O índice STOXX 600 sobe 0,73%, o DAX da Alemanha avança 1,25%, o FTSE 100 do Reino Unido tem alta de 0,11%, o CAC 40 da França sobe 1,13%, e o FTSE MIB da Itália registra ganho de 0,45%. As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, com destaque para o Japão, que interrompeu uma sequência de quatro quedas. O avanço foi liderado por ações de empresas ligadas a semicondutores, como a Tokyo Electron, que subiu quase 8% após o índice de chips da Filadélfia atingir máxima histórica nos EUA. Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,87

Por unanimidade, Câmara aprova isenção do imposto de renda O dólar oscila nesta quinta-feira (2), depois de iniciar o dia em baixa, a moeda virou o sinal e passou a subir recuando 0,17% às 11h05, cotado a R$ 5,3378. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,11%, aos 145.358 pontos. Os mercados reagem a uma agenda esvaziada de dados nos Estados Unidos e a novidades no Brasil. O impasse fiscal em Washington já afeta serviços, trabalhadores e a divulgação de indicadores, enquanto, por aqui, a pauta tributária ganhou destaque no Congresso. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A paralisação do governo americano, iniciada na quarta (1º), deve durar ao menos três dias. O Senado não terá sessões nesta quinta por conta do Yom Kippur, o que impede a votação de medidas emergenciais de financiamento. O "shutdown" já atinge 750 mil servidores federais sem salário, com perdas estimadas em US$ 400 milhões. Diversas agências tiveram de suspender ou limitar serviços temporariamente. ▶️ Entre os dados impactados, estão o índice de preços ao consumidor e o payroll, considerado essencial para orientar as decisões do Banco Central americano, o Federal Reserve. ▶️ Nesta quinta (2), não haverá a divulgação dos pedidos semanais de seguro-desemprego. Assim, a atenção deve se concentrar no discurso de Logan, do Fed, às 11h30, e nos dados de demissões do setor privado da Challenger. ▶️ No Brasil, os investidores acompanham a aprovação, pela Câmara, do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: -0,18%; Acumulado do mês: +0,11%; Acumulado do ano: -13,77%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +0,05%; Acumulado do mês: -0,49%; Acumulado do ano: +20,98%. Paralisação orçamentária nos EUA O governo dos EUA entrou em paralisação nesta quarta-feira (1º) após o Congresso não conseguir aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento federal. A paralisação, também conhecida como "shutdown", é a 15ª desde 1981. No centro do impasse está o setor de saúde. Os democratas afirmam que só aprovarão o orçamento se programas de assistência médica prestes a expirar forem prolongados. Com o governo impedido de gastar, milhares de servidores públicos serão colocados em licença, enquanto outros, que trabalham em serviços essenciais, podem ter os salários suspensos. A crise ganhou novos contornos com as ameaças do presidente norte-americano. Trump afirmou que poderia "fazer coisas ruins e irreversíveis", como demitir servidores e encerrar programas ligados aos democratas, caso o governo fosse paralisado. Vale dizer que a paralisação do governo americano, após o Congresso não aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento federal, deve afetar o câmbio e os mercados financeiros pelo mundo. Isso porque o impasse orçamentário entre Democratas e Republicanos vai além do fechamento de museus, parques nacionais e aeroportos americanos. A instabilidade em Washington também pode interromper ou atrasar a divulgação de indicadores econômicos importantes para os investidores — dados que orientam as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre a política de juros na maior economia do mundo. Em teoria, esse cenário pode aumentar a aversão ao risco (o medo de perdas financeiras), provocar oscilações no valor do dólar frente a outras moedas e impactar o investimento estrangeiro em mercados emergentes — como o Brasil. Bolsas globais Em Wall Street, índices americanos abriram em alta nesta quinta-feira, com os investidores animados pela expectativa de novos cortes na taxa de juros. Com poucos dados econômicos previstos para os próximos dias, o mercado se apoia na perspectiva de estímulos e na ausência de grandes eventos que possam gerar instabilidade. O Dow Jones subia 0,04%, aos 46.461,11 pontos. O S&P 500 avançava 0,30%, para 6.731,31 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhava 0,57%, aos 22.885,91 pontos. As bolsas europeias operam em alta nesta quinta-feira, puxadas pelo forte desempenho das ações de tecnologia. A valorização da OpenAI, que atingiu US$ 500 bilhões após uma rodada de venda de ações, animou o setor. Além disso, autoridades do Banco Central Europeu participam de fóruns ao longo do dia, o que mantém o mercado atento à política monetária. O índice STOXX 600 sobe 0,73%, o DAX da Alemanha avança 1,25%, o FTSE 100 do Reino Unido tem alta de 0,11%, o CAC 40 da França sobe 1,13%, e o FTSE MIB da Itália registra ganho de 0,45%. As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, com destaque para o Japão, que interrompeu uma sequência de quatro quedas. O avanço foi liderado por ações de empresas ligadas a semicondutores, como a Tokyo Electron, que subiu quase 8% após o índice de chips da Filadélfia atingir máxima histórica nos EUA. Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,87%, aos 44.936,73 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,61%, enquanto o Kospi de Seul teve alta de 2,70%. Em Taiwan, o Taiex subiu 1,52%, o Straits Times de Cingapura ganhou 1,63%, e o S&P/ASX 200 de Sydney avançou 1,13%. As bolsas de Hong Kong, Xangai e Shenzhen seguirão fechados até 8 de outubro. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik
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