Dólar passa a cair, de olho em novas tarifas de Trump e dados de emprego nos EUA; Ibovespa sobe

Tarifaço dos EUA é contestado na justiça e Trump anuncia novas taxas para o resto do mundo O dólar inverteu o sinal positivo visto no início da sessão e passou a operar em queda nesta sexta-feira (1º). A moeda caía 0,94%, perto das 11h10, cotada a R$ 5,5483, conforme investidores continuam a avaliar os possíveis efeitos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na economia do Brasil e do mundo. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, tinha alta de 0,69% no mesmo horário, aos 133.988 pontos. Dados econômicos dos EUA e balanços corporativos também ficam no radar nesta sexta-feira. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou na quinta-feira (31) uma ordem executiva que modifica e amplia as tarifas recíprocas aplicadas a diversos países, com alíquotas que variam entre 10% e 41%. A medida atualiza os percentuais definidos em cartas enviadas pelo governo americano em julho. As novas taxas entram em vigor a partir de 7 de agosto. A medida volta a levantar dúvidas no mercado sobre quais podem ser os efeitos do tarifaço na inflação dos Estados Unidos e na economia global. ▶️ No caso do Brasil, o governo norte-americano confirmou a tarifa de 50% contra o país na quarta-feira, mas indicou que mais de 700 itens, abrangendo setores estratégicos — como suco de laranja, combustíveis, veículos, aeronaves civis e determinados tipos de metais e madeira — ficam de fora. ▶️ Alguns especialistas indicam que a lista de exceções foi um recuo considerável de Trump no tarifaço imposto ao Brasil, mas ainda há cautela no mercado em relação a qual será a reação do Brasil. Na véspera, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou em entrevista ao Mais Você, da TV Globo, que as negociações com os EUA estão apenas começando. (Veja mais abaixo) ▶️Por fim, outro fator que fica na mira dos investidores são os novos dados de emprego dos Estados Unidos. O indicador traz novos sinais sobre a economia norte-americana e pode dar pistas sobre qual devem ser os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central do país) na condução dos juros. Balanços corporativos também ficam no radar. Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,08%; Acumulado do ano: -9,37%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,34%; Acumulado do mês: -4,17%; Acumulado do ano: +10,63%. Tarifaço pelo mundo A ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na última quinta-feira (31) marca um novo capítulo do tarifaço para o mundo. A medida amplia e modifica as tarifas recíprocas aplicadas a diversos países, com alíquotas que, agora, vão de 10% a 41%. As novas taxas devem entrar em vigor a partir de 7 de agosto. Mesmo com a ampliação das tarifas para várias nações, o Brasil ainda é o mais tarifado por Trump, com uma alíquota de 50%. Depois vem a Síria (41%), seguida por Laos e Mianmar (Birmânia), ambos com taxas de 40%. Já os menos afetados foram o Reino Unido e as Ilhas Malvinas — os únicos até agora com taxas de 10%. MAPA DO TARIFAÇO: veja países mais e menos afetados com novas taxas dos EUA Nesta sexta-feira, o chefe de comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, afirmou que os exportadores do bloco agora se beneficiam de uma "posição mais competitiva" após o fechamento da estrutura de um acordo com os Estados Unidos, embora tenha acrescentado que "o trabalho continua". "As novas tarifas dos EUA refletem os primeiros resultados do acordo entre a UE e os EUA, especialmente o limite tarifário de 15% com tudo incluído", escreveu Sefcovic em uma publicação no X. E no Brasil? Para o Brasil, o presidente dos EUA havia assinado o decreto que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros na última quarta-feira (30). Inicialmente previstas para entrar em vigor nesta sexta-feira (1º), as taxas foram adiadas para 6 de agosto. Segundo a Casa Branca, a medida foi adotada em resposta a ações do governo brasileiro que representariam uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”. O anúncio oficializa o percentual mencionado pelo republicano em carta enviada a Lula neste mês e afirma que a ordem executiva foi motivada por ações que “prejudicam empresas americanas e os direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos”, além de afetar a política externa e a economia do país. Nesta sexta-feira (1º), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo federal não pretende adotar medidas com objetivo de retaliar os Estados Unidos em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. Segundo o ministro, os próximos passos serão com foco em ações de proteção para "atenuar os efeitos" sobre a indústria e o agronegócio. "Não houve desistência da decisão [de retaliar] porque essa decisão não foi tomada. Nós nunca us

Ago 1, 2025 - 12:00
 0  32
Dólar passa a cair, de olho em novas tarifas de Trump e dados de emprego nos EUA; Ibovespa sobe

Tarifaço dos EUA é contestado na justiça e Trump anuncia novas taxas para o resto do mundo O dólar inverteu o sinal positivo visto no início da sessão e passou a operar em queda nesta sexta-feira (1º). A moeda caía 0,94%, perto das 11h10, cotada a R$ 5,5483, conforme investidores continuam a avaliar os possíveis efeitos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na economia do Brasil e do mundo. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, tinha alta de 0,69% no mesmo horário, aos 133.988 pontos. Dados econômicos dos EUA e balanços corporativos também ficam no radar nesta sexta-feira. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou na quinta-feira (31) uma ordem executiva que modifica e amplia as tarifas recíprocas aplicadas a diversos países, com alíquotas que variam entre 10% e 41%. A medida atualiza os percentuais definidos em cartas enviadas pelo governo americano em julho. As novas taxas entram em vigor a partir de 7 de agosto. A medida volta a levantar dúvidas no mercado sobre quais podem ser os efeitos do tarifaço na inflação dos Estados Unidos e na economia global. ▶️ No caso do Brasil, o governo norte-americano confirmou a tarifa de 50% contra o país na quarta-feira, mas indicou que mais de 700 itens, abrangendo setores estratégicos — como suco de laranja, combustíveis, veículos, aeronaves civis e determinados tipos de metais e madeira — ficam de fora. ▶️ Alguns especialistas indicam que a lista de exceções foi um recuo considerável de Trump no tarifaço imposto ao Brasil, mas ainda há cautela no mercado em relação a qual será a reação do Brasil. Na véspera, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou em entrevista ao Mais Você, da TV Globo, que as negociações com os EUA estão apenas começando. (Veja mais abaixo) ▶️Por fim, outro fator que fica na mira dos investidores são os novos dados de emprego dos Estados Unidos. O indicador traz novos sinais sobre a economia norte-americana e pode dar pistas sobre qual devem ser os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central do país) na condução dos juros. Balanços corporativos também ficam no radar. Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,08%; Acumulado do ano: -9,37%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,34%; Acumulado do mês: -4,17%; Acumulado do ano: +10,63%. Tarifaço pelo mundo A ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na última quinta-feira (31) marca um novo capítulo do tarifaço para o mundo. A medida amplia e modifica as tarifas recíprocas aplicadas a diversos países, com alíquotas que, agora, vão de 10% a 41%. As novas taxas devem entrar em vigor a partir de 7 de agosto. Mesmo com a ampliação das tarifas para várias nações, o Brasil ainda é o mais tarifado por Trump, com uma alíquota de 50%. Depois vem a Síria (41%), seguida por Laos e Mianmar (Birmânia), ambos com taxas de 40%. Já os menos afetados foram o Reino Unido e as Ilhas Malvinas — os únicos até agora com taxas de 10%. MAPA DO TARIFAÇO: veja países mais e menos afetados com novas taxas dos EUA Nesta sexta-feira, o chefe de comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, afirmou que os exportadores do bloco agora se beneficiam de uma "posição mais competitiva" após o fechamento da estrutura de um acordo com os Estados Unidos, embora tenha acrescentado que "o trabalho continua". "As novas tarifas dos EUA refletem os primeiros resultados do acordo entre a UE e os EUA, especialmente o limite tarifário de 15% com tudo incluído", escreveu Sefcovic em uma publicação no X. E no Brasil? Para o Brasil, o presidente dos EUA havia assinado o decreto que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros na última quarta-feira (30). Inicialmente previstas para entrar em vigor nesta sexta-feira (1º), as taxas foram adiadas para 6 de agosto. Segundo a Casa Branca, a medida foi adotada em resposta a ações do governo brasileiro que representariam uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”. O anúncio oficializa o percentual mencionado pelo republicano em carta enviada a Lula neste mês e afirma que a ordem executiva foi motivada por ações que “prejudicam empresas americanas e os direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos”, além de afetar a política externa e a economia do país. Nesta sexta-feira (1º), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo federal não pretende adotar medidas com objetivo de retaliar os Estados Unidos em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. Segundo o ministro, os próximos passos serão com foco em ações de proteção para "atenuar os efeitos" sobre a indústria e o agronegócio. "Não houve desistência da decisão [de retaliar] porque essa decisão não foi tomada. Nós nunca usamos esse verbo para caracterizar as ações que a economia brasileira vai tomar. São ações de proteção da soberania, proteção da nossa indústria, do nosso agronegócio", disse Haddad a jornalistas. Agenda econômica Outro destaque da sessão fica com o Payroll, relatório de emprego norte-americano. O documento é um dos principais indicadores do país e serve como um termômetro da economia nos EUA. O relatório também tem grande peso nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) – a autarquia trabalha com metas de inflação e pleno emprego pra conduzir a taxa básica dos EUA. Segundo dados do Departamento do Trabalho, os EUA abriram 73 mil vagas de emprego fora do setor agrícola em julho. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, de 110 mil novos postos, e indica uma deterioração nas condições do mercado de trabalho que coloca um corte de juros em setembro pelo Federal Reserve de volta à mesa. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow