Dólar recua e bolsa sobe com dados de serviços no radar e discursos do Fed

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em queda na manhã desta sexta-feira (12), recuando 0,43% às 10h25, para R$ 5,3809. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,37% no mesmo horário, alcançando 159.784 pontos. Após o respiro dos mercados diante da postura mais cautelosa do Banco Central, os investidores iniciam o dia de olho nos novos dados econômicos do Brasil e nos discursos de dirigentes da autoridade monetária dos Estados Unidos. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O ambiente doméstico ainda repercute a sinalização mais conservadora do Copom, que fortaleceu o real na véspera e permitiu um leve ganho do Ibovespa. Mesmo assim, o foco permanece na dúvida sobre quando virá o próximo corte da Selic, com apostas cada vez menores em movimento já no início de 2026. ▶️ O volume de serviços no Brasil também entra no radar. Em outubro, o setor registrou alta de 0,3% em relação a setembro, resultado alinhado às projeções dos economistas. Com isso, o segmento completou nove meses seguidos de crescimento. ▶️ No exterior, três dirigentes do Federal Reserve discursam hoje, em meio a um tom menos restritivo do banco central americano. Patrick Harker fala às 12h, Loretta Mester às 12h30 e Austan Goolsbee às 14h35 (horário de Brasília). ▶️ Em Wall Street, o S&P 500 e o Dow Jones encerraram o pregão anterior renovando máximas, embalados pela fala mais moderada do Fed. Por outro lado, a Nasdaq recuou em meio à cautela gerada pelas previsões da Oracle para o setor de inteligência artificial. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado: ????Dólar a Acumulado da semana: -0,52%; Acumulado do mês: +1,30%; Acumulado do ano: -12,55%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: +1,15%; Acumulado do mês: 0,07%; Acumulado do ano: +32,34%. Agenda econômica Volume de serviços no Brasil O volume de serviços no Brasil avançou 0,3% em outubro de 2025 na comparação com setembro, segundo o IBGE. O dado já considera o ajuste sazonal, mecanismo estatístico que corrige efeitos típicos de cada época do ano. O resultado veio em linha com as projeções dos economistas e mostra que o setor completou nove meses consecutivos de crescimento, acumulando alta de 3,7%. O nível de atividade está 20,1% acima do período pré-pandemia (fevereiro de 2020) e atinge o maior patamar da série histórica. Na comparação com outubro de 2024, sem ajuste sazonal, houve avanço de 2,2%, 19º crescimento consecutivo. No ano, o setor acumula alta de 2,8%, mesma taxa registrada no período de 12 meses, que perdeu força ante o resultado até setembro (3,1%). O crescimento de 0,3% entre setembro e outubro foi registrado nas cinco atividades pesquisadas. O maior impacto veio do setor de transportes, que subiu 1,0% e acumulou 2,4% em três meses. Também houve avanços em informação e comunicação (0,3%), que cresceu em ritmo menor que em setembro (1,2%); outros serviços (0,5%), acumulando 3,4% em quatro meses; além de serviços profissionais e administrativos (0,1%) e serviços prestados às famílias (0,1%), ambos recuperando queda do mês anterior. A média móvel trimestral — indicador que suaviza oscilações mensais — subiu 0,4% no trimestre encerrado em outubro. Quatro dos cinco setores tiveram resultado positivo nesse período, com destaque para outros serviços (1,1%) e transportes (0,8%). Informação e comunicação avançou 0,3%, enquanto serviços prestados às famílias cresceram 0,2%. Já o grupo de serviços profissionais, administrativos e complementares ficou estável. Na comparação anual, o volume de serviços cresceu 2,2% frente a outubro de 2024, com quatro das cinco atividades em alta. Metade dos 166 tipos de serviços pesquisados teve expansão. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados futuros começaram o dia com sinais mistos. O otimismo gerado pela decisão recente do Federal Reserve de reduzir juros e adotar um tom menos agressivo foi ofuscado por preocupações com o setor de tecnologia. Antes da abertura, os futuros do Dow Jones subiam 0,17%, enquanto os do S&P 500 caíam 0,20% e os do Nasdaq recuavam 0,56%. Apesar da queda nos índices ligados à tecnologia, Wall Street caminha para fechar a semana com ganhos, após recordes registrados na véspera. As bolsas europeias operam em alta, impulsionadas pelo bom humor vindo dos EUA. Além disso, investidores acompanham as tensões entre Rússia e Ucrânia, após alertas da OTAN sobre riscos de conflito e discussões na União Europeia sobre o uso de ativos russos congelados para financiar a Ucrânia. Durante a manhã, o índice Stoxx 600 avançava 0,26%. Entre os principais mercados, o DAX da Alemanha subia 0,31%, o FTSE 100 do Reino Unido ganhava 0,26% e o CAC 40 da França tinha alta de 0,53%. Já os mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, apoiados por sinais de que Pequim manterá políticas para estimular o crescimento em 2026. Autoridades chinesas indicaram medidas fiscais e monetárias mais favoráveis, além de esforços para estabilizar o se

Dez 12, 2025 - 11:00
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Dólar recua e bolsa sobe com dados de serviços no radar e discursos do Fed

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em queda na manhã desta sexta-feira (12), recuando 0,43% às 10h25, para R$ 5,3809. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,37% no mesmo horário, alcançando 159.784 pontos. Após o respiro dos mercados diante da postura mais cautelosa do Banco Central, os investidores iniciam o dia de olho nos novos dados econômicos do Brasil e nos discursos de dirigentes da autoridade monetária dos Estados Unidos. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O ambiente doméstico ainda repercute a sinalização mais conservadora do Copom, que fortaleceu o real na véspera e permitiu um leve ganho do Ibovespa. Mesmo assim, o foco permanece na dúvida sobre quando virá o próximo corte da Selic, com apostas cada vez menores em movimento já no início de 2026. ▶️ O volume de serviços no Brasil também entra no radar. Em outubro, o setor registrou alta de 0,3% em relação a setembro, resultado alinhado às projeções dos economistas. Com isso, o segmento completou nove meses seguidos de crescimento. ▶️ No exterior, três dirigentes do Federal Reserve discursam hoje, em meio a um tom menos restritivo do banco central americano. Patrick Harker fala às 12h, Loretta Mester às 12h30 e Austan Goolsbee às 14h35 (horário de Brasília). ▶️ Em Wall Street, o S&P 500 e o Dow Jones encerraram o pregão anterior renovando máximas, embalados pela fala mais moderada do Fed. Por outro lado, a Nasdaq recuou em meio à cautela gerada pelas previsões da Oracle para o setor de inteligência artificial. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado: ????Dólar a Acumulado da semana: -0,52%; Acumulado do mês: +1,30%; Acumulado do ano: -12,55%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: +1,15%; Acumulado do mês: 0,07%; Acumulado do ano: +32,34%. Agenda econômica Volume de serviços no Brasil O volume de serviços no Brasil avançou 0,3% em outubro de 2025 na comparação com setembro, segundo o IBGE. O dado já considera o ajuste sazonal, mecanismo estatístico que corrige efeitos típicos de cada época do ano. O resultado veio em linha com as projeções dos economistas e mostra que o setor completou nove meses consecutivos de crescimento, acumulando alta de 3,7%. O nível de atividade está 20,1% acima do período pré-pandemia (fevereiro de 2020) e atinge o maior patamar da série histórica. Na comparação com outubro de 2024, sem ajuste sazonal, houve avanço de 2,2%, 19º crescimento consecutivo. No ano, o setor acumula alta de 2,8%, mesma taxa registrada no período de 12 meses, que perdeu força ante o resultado até setembro (3,1%). O crescimento de 0,3% entre setembro e outubro foi registrado nas cinco atividades pesquisadas. O maior impacto veio do setor de transportes, que subiu 1,0% e acumulou 2,4% em três meses. Também houve avanços em informação e comunicação (0,3%), que cresceu em ritmo menor que em setembro (1,2%); outros serviços (0,5%), acumulando 3,4% em quatro meses; além de serviços profissionais e administrativos (0,1%) e serviços prestados às famílias (0,1%), ambos recuperando queda do mês anterior. A média móvel trimestral — indicador que suaviza oscilações mensais — subiu 0,4% no trimestre encerrado em outubro. Quatro dos cinco setores tiveram resultado positivo nesse período, com destaque para outros serviços (1,1%) e transportes (0,8%). Informação e comunicação avançou 0,3%, enquanto serviços prestados às famílias cresceram 0,2%. Já o grupo de serviços profissionais, administrativos e complementares ficou estável. Na comparação anual, o volume de serviços cresceu 2,2% frente a outubro de 2024, com quatro das cinco atividades em alta. Metade dos 166 tipos de serviços pesquisados teve expansão. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados futuros começaram o dia com sinais mistos. O otimismo gerado pela decisão recente do Federal Reserve de reduzir juros e adotar um tom menos agressivo foi ofuscado por preocupações com o setor de tecnologia. Antes da abertura, os futuros do Dow Jones subiam 0,17%, enquanto os do S&P 500 caíam 0,20% e os do Nasdaq recuavam 0,56%. Apesar da queda nos índices ligados à tecnologia, Wall Street caminha para fechar a semana com ganhos, após recordes registrados na véspera. As bolsas europeias operam em alta, impulsionadas pelo bom humor vindo dos EUA. Além disso, investidores acompanham as tensões entre Rússia e Ucrânia, após alertas da OTAN sobre riscos de conflito e discussões na União Europeia sobre o uso de ativos russos congelados para financiar a Ucrânia. Durante a manhã, o índice Stoxx 600 avançava 0,26%. Entre os principais mercados, o DAX da Alemanha subia 0,31%, o FTSE 100 do Reino Unido ganhava 0,26% e o CAC 40 da França tinha alta de 0,53%. Já os mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, apoiados por sinais de que Pequim manterá políticas para estimular o crescimento em 2026. Autoridades chinesas indicaram medidas fiscais e monetárias mais favoráveis, além de esforços para estabilizar o setor imobiliário — o que trouxe algum alívio aos investidores, apesar da semana negativa para os principais índices. No fechamento, o Nikkei do Japão subiu 1,4%, a 50.836 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,75%, a 25.976 pontos, enquanto em Xangai o SSEC ganhou 0,41%, a 3.889 pontos, e o CSI300 subiu 0,63%, a 4.580 pontos. Outros mercados também tiveram alta: Seul (+1,38%), Taiwan (+0,62%) e Cingapura (+1,36%). Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo Jornal Nacional/ Reprodução *Com informações da agência de notícias Reuters

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