Dólar sobe a R$ 5,17, com inflação dos EUA e Oriente Médio no foco; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,35% nesta quarta-feira (12), cotado a R$ 5,1793. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,22%, aos 167.507 pontos. Investidores repercutiram os novos dados de inflação dos Estados Unidos e acompanharam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. No Brasil, o cenário eleitoral e as dúvidas sobre o rumo dos juros também pesaram, após o JPMorgan citar os dois fatores em um relatório divulgado na véspera. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de inflação dos EUA foram o destaque da sessão. O índice subiu 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho. Em 12 meses, houve uma desaceleração de 3,5% para 3,4%. Os dados vieram em linha com o esperado pelo mercado e ajudam a dar sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros americanos. (leia mais abaixo) ▶️ Ainda no exterior, o conflito no Oriente Médio seguiu no radar. Segundo a Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, reivindicou o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio de petróleo na região. O Irã, no entanto, continua a fazer ataques a navios que transitam pelo canal. As divergências entre os dois países voltam a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo. O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 0,11%, cotado a US$ 88,81. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 0,26%, a US$ 82,98 o barril. ▶️ No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) ficou no centro das atenções. O volume do setor ficou estável em junho em relação a maior e teve uma alta de 2% em comparação ao mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados pelo IBGE e vieram mais fracos do que o esperado pelo mercado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +1,88%; Acumulado do mês: +2,16%; Acumulado do ano: --5,64%. ????Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: -3,06%; Acumulado do mês: -6,05%; Acumulado do ano: +3,79%. Trump reivindica controle de Ormuz Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Na véspera, segundo informações da Bloomberg, Trump afirmou que detinha o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity. A informação, no entanto, foi desmentida por Irã, que continua a fazer ataques intermitentes a navios que transitam pela região. Segundo dados divulgados pela Reuters, o número de embarcações monitoradas no Estreito caiu para oito na terça-feira, o menor nível em uma semana. A queda indica que os navios seguem receosos em cruzar o canal, em meio às tensões e ataques registrados. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Ao mesmo tempo, as negociações entre os dois países para um acordo de paz parecem estar em um impasse. No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana. Entre as exigências estão: a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã; a retirada das tropas americanas das proximidades do país; o pagamento de indenizações de guerra; a liberação de ativos iranianos congelados; o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e o encerramento das ameaças contra o país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam "muito perto" de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito. "Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos." Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz. Inflação dos EUA em linha com expectativas A inflação ao consumidor nos EUA subiu 0,2% em julho, enquanto o núcleo do índice, que exclui preços mais voláteis, avançou 0,1%. Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado e mostraram uma inflação mais próxima do comportamento habitual após a queda dos preços de energia ter ajudado o índice em junho. Para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, os dados representam uma normalização da inflação americana. Segundo ele, os preços dos aluguéis responderam por cerca de dois terços da alta registrada em julho, um fator relevante porque essa categoria tende a demorar mais para refletir mudanças nos preços. O núcleo da inflação, que ainda está acim

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,35% nesta quarta-feira (12), cotado a R$ 5,1793. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,22%, aos 167.507 pontos. Investidores repercutiram os novos dados de inflação dos Estados Unidos e acompanharam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. No Brasil, o cenário eleitoral e as dúvidas sobre o rumo dos juros também pesaram, após o JPMorgan citar os dois fatores em um relatório divulgado na véspera. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de inflação dos EUA foram o destaque da sessão. O índice subiu 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho. Em 12 meses, houve uma desaceleração de 3,5% para 3,4%. Os dados vieram em linha com o esperado pelo mercado e ajudam a dar sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros americanos. (leia mais abaixo) ▶️ Ainda no exterior, o conflito no Oriente Médio seguiu no radar. Segundo a Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, reivindicou o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio de petróleo na região. O Irã, no entanto, continua a fazer ataques a navios que transitam pelo canal. As divergências entre os dois países voltam a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo. O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 0,11%, cotado a US$ 88,81. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 0,26%, a US$ 82,98 o barril. ▶️ No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) ficou no centro das atenções. O volume do setor ficou estável em junho em relação a maior e teve uma alta de 2% em comparação ao mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados pelo IBGE e vieram mais fracos do que o esperado pelo mercado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +1,88%; Acumulado do mês: +2,16%; Acumulado do ano: --5,64%. ????Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: -3,06%; Acumulado do mês: -6,05%; Acumulado do ano: +3,79%. Trump reivindica controle de Ormuz Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Na véspera, segundo informações da Bloomberg, Trump afirmou que detinha o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity. A informação, no entanto, foi desmentida por Irã, que continua a fazer ataques intermitentes a navios que transitam pela região. Segundo dados divulgados pela Reuters, o número de embarcações monitoradas no Estreito caiu para oito na terça-feira, o menor nível em uma semana. A queda indica que os navios seguem receosos em cruzar o canal, em meio às tensões e ataques registrados. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Ao mesmo tempo, as negociações entre os dois países para um acordo de paz parecem estar em um impasse. No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana. Entre as exigências estão: a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã; a retirada das tropas americanas das proximidades do país; o pagamento de indenizações de guerra; a liberação de ativos iranianos congelados; o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e o encerramento das ameaças contra o país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam "muito perto" de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito. "Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos." Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz. Inflação dos EUA em linha com expectativas A inflação ao consumidor nos EUA subiu 0,2% em julho, enquanto o núcleo do índice, que exclui preços mais voláteis, avançou 0,1%. Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado e mostraram uma inflação mais próxima do comportamento habitual após a queda dos preços de energia ter ajudado o índice em junho. Para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, os dados representam uma normalização da inflação americana. Segundo ele, os preços dos aluguéis responderam por cerca de dois terços da alta registrada em julho, um fator relevante porque essa categoria tende a demorar mais para refletir mudanças nos preços. O núcleo da inflação, que ainda está acima da meta de 2% do Fed, desacelerou de 2,6% para 2,5% em 12 meses. Na avaliação de Flores, como o resultado ficou muito próximo do esperado, o próximo dado de inflação antes da reunião do Fed, em setembro, deverá ter mais peso na decisão sobre os juros. "Com os dados atuais, a expectativa para a próxima decisão do Fed não deve mudar, com a probabilidade mais alta sendo a de manter as taxas de juros sem alteração", afirmou. Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos títulos do governo americano, conhecidos como Treasuries, e o índice que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas tiveram queda. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários americanos fecharam sem uma direção única nesta quarta-feira, enquanto investidores avaliavam os novos dados de inflação americana e repercutiam os resultados de empresas. O Dow Jones caiu 0,06%, enquanto o S&P 500 subiu 0,26% e o Nasdaq Composite avançou 0,55%. Na Europa, as bolsas de valores fecharam em queda, conforme investidores analisavam os balanços corporativos e os desdobramentos no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,16%, aos 659,48 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,23%, enquanto o CAC-40, da França, teve queda de 0,46% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,10%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em leve alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelos ganhos nos setores de tecnologia e mobiliário, enquanto investidores aguardavam os novos dados de inflação dos EUA. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,3%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,68%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,83%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
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