Dólar sobe com foco nos EUA e incertezas políticas no Brasil; bolsa recua
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta quarta-feira (17), subindo 0,64% por volta das 11h45, aos R$ 5,4976. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 1,31%, aos 156.495 pontos. Os mercados iniciam o dia sob a influência de fatores externos e internos, em uma agenda econômica com poucos indicadores relevantes. Tensões no cenário internacional, declarações de autoridades dos Estados Unidos e movimentos da política brasileira contribuem para definir o clima entre os investidores. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️No cenário internacional, Donald Trump deve se pronunciar à noite em sua rede social. A fala ganha peso diante do aumento das tensões envolvendo a Venezuela. Na véspera, ele afirmou que o país estaria “completamente cercado” e determinou um bloqueio total a petroleiros sancionados que entram ou saem de lá. ▶️ O presidente americano também acusou o governo venezuelano de se apropriar de petróleo e terras norte-americanas. Com isso, os preços da commodity sobem no mercado internacional: por volta das 10h30, o barril do Brent para fevereiro avançava 1,75%, cotado a US$ 59,95, após ter registrado na véspera o menor nível desde fevereiro de 2021. ▶️ Com a agenda local esvaziada para os investidores, eles concentram o foco nos pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve (fed, o banco central americano) ao longo do dia. Christopher Waller fala pela manhã, seguido por John Williams e Raphael Bostic, em busca de sinais sobre os rumos da economia americana. ▶️ No Brasil, a nova pesquisa eleitoral da Genial/Quaest passou a influenciar os mercados, à medida que a corrida presidencial de 2026 entra no radar dos investidores. Divulgado na tarde de ontem, o levantamento mostrou o presidente Lula na liderança, seguido por Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. ???? Agentes do mercado acreditam que a manutenção do governo atual tornaria mais difícil realizar ajustes robustos nas contas públicas, o que impacta negativamente o Ibovespa e o câmbio. ▶️ Em meio à repercussão política, o Ibovespa recuou 2,4% na terça-feira, encerrando uma sequência de quatro altas seguidas. O índice chegou a cair para 158.577 pontos após tocar a máxima do dia acima dos 162 mil. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado: ????Dólar a Acumulado da semana: +0,96%; Acumulado do mês: +2,39%; Acumulado do ano: -11,61%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: -1,36%; Acumulado do mês: -0,31%; Acumulado do ano: +31,84%. Pesquisa Quaest Segundo analistas, a queda da Bolsa brasileira nesta terça-feira acontece por causa de uma combinação de fatores políticos e econômicos, que deixou os investidores mais preocupados e menos dispostos a comprar ações. No campo político, os investidores reagiram mal à divulgação da pesquisa Quaest, que mostrou o atual governo mais fortalecido, com chances de reeleição, e uma oposição mais dividida. Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o resultado fez boa parte do mercado preferir a venda de ações, passaram a pedir juros mais altos para comprar títulos do governo e buscaram proteção no dólar. Bolsas globais Os principais índices de Wall Street caíam na abertura desta terça-feira depois que os dados sinalizaram o esfriamento da economia dos Estados Unidos, abrindo caminho para mais afrouxamento monetário pelo Federal Reserve no próximo ano. O Dow Jones Industrial Average caía 0,08% na abertura, para 48.380,17 pontos. O S&P 500 recuava 0,24%, a 6.800,12 pontos, enquanto a Nasdaq Composite tinha queda de 0,33%, para 22.981,819 pontos. As bolsas europeias operavam com leve alta, apoiadas por ganhos nos setores financeiro e de saúde, enquanto quedas em tecnologia e defesa limitaram o avanço. Por volta das 9h15, o índice Stoxx 600 subia 0,2%, a 583,39 pontos. Entre os principais mercados, o DAX da Alemanha avançava 0,07%, o FTSE 100 do Reino Unido ganhava 0,03%, o CAC 40 da França tinha alta de 0,29% e o FTSE MIB da Itália subia 0,19%. Os mercados asiáticos fecharam em queda, pressionados pelo nervosismo antes da divulgação dos dados econômicos dos EUA e por sinais de fragilidade na economia chinesa. Além disso, o setor imobiliário voltou a pesar, enquanto ações ligadas à nova energia e inteligência artificial também recuaram. Analistas afirmam que o mercado precisa de estímulos mais fortes para retomar a alta. No fechamento, em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,54%, a 25.235 pontos, enquanto em Xangai o SSEC perdeu 1,11%, a 3.824 pontos, e o CSI300 caiu 1,20%, a 4.497 pontos. No Japão, o Nikkei 1,6%, a 49.373 pontos. Outros mercados também tiveram baixa: Seul (-2,24%), Taiwan (-1,19%) e Cingapura (-0,20%). Dólar Karolina Grabowska/Pexels *Com informações da agência de notícias Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta quarta-feira (17), subindo 0,64% por volta das 11h45, aos R$ 5,4976. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 1,31%, aos 156.495 pontos. Os mercados iniciam o dia sob a influência de fatores externos e internos, em uma agenda econômica com poucos indicadores relevantes. Tensões no cenário internacional, declarações de autoridades dos Estados Unidos e movimentos da política brasileira contribuem para definir o clima entre os investidores. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️No cenário internacional, Donald Trump deve se pronunciar à noite em sua rede social. A fala ganha peso diante do aumento das tensões envolvendo a Venezuela. Na véspera, ele afirmou que o país estaria “completamente cercado” e determinou um bloqueio total a petroleiros sancionados que entram ou saem de lá. ▶️ O presidente americano também acusou o governo venezuelano de se apropriar de petróleo e terras norte-americanas. Com isso, os preços da commodity sobem no mercado internacional: por volta das 10h30, o barril do Brent para fevereiro avançava 1,75%, cotado a US$ 59,95, após ter registrado na véspera o menor nível desde fevereiro de 2021. ▶️ Com a agenda local esvaziada para os investidores, eles concentram o foco nos pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve (fed, o banco central americano) ao longo do dia. Christopher Waller fala pela manhã, seguido por John Williams e Raphael Bostic, em busca de sinais sobre os rumos da economia americana. ▶️ No Brasil, a nova pesquisa eleitoral da Genial/Quaest passou a influenciar os mercados, à medida que a corrida presidencial de 2026 entra no radar dos investidores. Divulgado na tarde de ontem, o levantamento mostrou o presidente Lula na liderança, seguido por Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. ???? Agentes do mercado acreditam que a manutenção do governo atual tornaria mais difícil realizar ajustes robustos nas contas públicas, o que impacta negativamente o Ibovespa e o câmbio. ▶️ Em meio à repercussão política, o Ibovespa recuou 2,4% na terça-feira, encerrando uma sequência de quatro altas seguidas. O índice chegou a cair para 158.577 pontos após tocar a máxima do dia acima dos 162 mil. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado: ????Dólar a Acumulado da semana: +0,96%; Acumulado do mês: +2,39%; Acumulado do ano: -11,61%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: -1,36%; Acumulado do mês: -0,31%; Acumulado do ano: +31,84%. Pesquisa Quaest Segundo analistas, a queda da Bolsa brasileira nesta terça-feira acontece por causa de uma combinação de fatores políticos e econômicos, que deixou os investidores mais preocupados e menos dispostos a comprar ações. No campo político, os investidores reagiram mal à divulgação da pesquisa Quaest, que mostrou o atual governo mais fortalecido, com chances de reeleição, e uma oposição mais dividida. Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o resultado fez boa parte do mercado preferir a venda de ações, passaram a pedir juros mais altos para comprar títulos do governo e buscaram proteção no dólar. Bolsas globais Os principais índices de Wall Street caíam na abertura desta terça-feira depois que os dados sinalizaram o esfriamento da economia dos Estados Unidos, abrindo caminho para mais afrouxamento monetário pelo Federal Reserve no próximo ano. O Dow Jones Industrial Average caía 0,08% na abertura, para 48.380,17 pontos. O S&P 500 recuava 0,24%, a 6.800,12 pontos, enquanto a Nasdaq Composite tinha queda de 0,33%, para 22.981,819 pontos. As bolsas europeias operavam com leve alta, apoiadas por ganhos nos setores financeiro e de saúde, enquanto quedas em tecnologia e defesa limitaram o avanço. Por volta das 9h15, o índice Stoxx 600 subia 0,2%, a 583,39 pontos. Entre os principais mercados, o DAX da Alemanha avançava 0,07%, o FTSE 100 do Reino Unido ganhava 0,03%, o CAC 40 da França tinha alta de 0,29% e o FTSE MIB da Itália subia 0,19%. Os mercados asiáticos fecharam em queda, pressionados pelo nervosismo antes da divulgação dos dados econômicos dos EUA e por sinais de fragilidade na economia chinesa. Além disso, o setor imobiliário voltou a pesar, enquanto ações ligadas à nova energia e inteligência artificial também recuaram. Analistas afirmam que o mercado precisa de estímulos mais fortes para retomar a alta. No fechamento, em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,54%, a 25.235 pontos, enquanto em Xangai o SSEC perdeu 1,11%, a 3.824 pontos, e o CSI300 caiu 1,20%, a 4.497 pontos. No Japão, o Nikkei 1,6%, a 49.373 pontos. Outros mercados também tiveram baixa: Seul (-2,24%), Taiwan (-1,19%) e Cingapura (-0,20%). Dólar Karolina Grabowska/Pexels *Com informações da agência de notícias Reuters
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