Dólar sobe e fecha a R$ 5,08 com tensões entre EUA e Irã e alta do petróleo; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,65% nesta quinta-feira (23), cotado a R$ 5,0839. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,46%, aos 176.724 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O avanço do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio ficou no centro das atenções. Com a continuidade dos ataques, a commodity voltou a se aproximar do patamar de US$ 100 o barril, mesmo após a informação de que Omã mediava negociações entre a Arábia Saudita, partidos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU). O tráfego reduzido no Estreito de Ormuz continua alimentando temores de uma interrupção na oferta global de petróleo. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 6,13%, cotado a US$ 99,84. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 5,37%, a US$ 91,49 o barril. ▶️ O novo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, também ficou no radar. Na véspera, entrou em vigor a taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, e a expectativa é que outra alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas. ▶️ A temporada de balanços corporativos também movimentou as bolsas globais nesta quinta-feira. As ações da Alphabet, por exemplo, recuaram 7,13% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,53%; Acumulado do mês: -1,53%; Acumulado do ano: -7,38%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,59%; Acumulado do mês: +2,59%; Acumulado do ano: +9,53%. Nova taxa dos EUA deve ser anunciada em breve A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor ontem. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A expectativa, agora, é que uma nova taxa — que deve ficar entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a justificativa gira em torno de outra investigação dos EUA, que concluiu que essas nações adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, voltou a afirmar que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores americanos em desvantagem competitiva, justificando que os baixos padrões ambientais que existe em outros países "justificam tarifas mais altas". O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental. LEIA MAIS Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de Trump Governo ainda estuda como reagir à taxação Quais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade? Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata Petróleo volta a se aproximar de US$ 100 Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira. Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio. Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha. Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial O secretário de E

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,65% nesta quinta-feira (23), cotado a R$ 5,0839. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,46%, aos 176.724 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O avanço do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio ficou no centro das atenções. Com a continuidade dos ataques, a commodity voltou a se aproximar do patamar de US$ 100 o barril, mesmo após a informação de que Omã mediava negociações entre a Arábia Saudita, partidos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU). O tráfego reduzido no Estreito de Ormuz continua alimentando temores de uma interrupção na oferta global de petróleo. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 6,13%, cotado a US$ 99,84. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 5,37%, a US$ 91,49 o barril. ▶️ O novo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, também ficou no radar. Na véspera, entrou em vigor a taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, e a expectativa é que outra alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas. ▶️ A temporada de balanços corporativos também movimentou as bolsas globais nesta quinta-feira. As ações da Alphabet, por exemplo, recuaram 7,13% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,53%; Acumulado do mês: -1,53%; Acumulado do ano: -7,38%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,59%; Acumulado do mês: +2,59%; Acumulado do ano: +9,53%. Nova taxa dos EUA deve ser anunciada em breve A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor ontem. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A expectativa, agora, é que uma nova taxa — que deve ficar entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a justificativa gira em torno de outra investigação dos EUA, que concluiu que essas nações adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, voltou a afirmar que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores americanos em desvantagem competitiva, justificando que os baixos padrões ambientais que existe em outros países "justificam tarifas mais altas". O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental. LEIA MAIS Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de Trump Governo ainda estuda como reagir à taxação Quais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade? Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata Petróleo volta a se aproximar de US$ 100 Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira. Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio. Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha. Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga "ficará mais alto a cada noite" até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que aceite cumprir. " O Irã está implorando por um acordo todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fecham um acordo... ou o quebram ou querem mudá-lo", disse ele. "Então, agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, conforme continuam a sofrer grandes perdas." Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em queda, após resultados corporativos recentes reacenderem as preocupações com inteligência artificial. O Dow Jones caiu 0,97%, enquanto o S&P 500 recuou 1,22% e o Nasdaq Composite teve perdas de 2,15%. O dia também foi negativo na Europa, em meio às preocupações com a inflação global diante das novas altas do petróleo. O índice DAX, da Alemanha, fechou em queda de 1,56% , enquanto o CAC-40, da França, recuou 1,64% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,73%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, à medida que o ânimo do mercado com o setor de tecnologia e inteligência artificial se recuperava. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,23%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 4,40% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,46%. *Com informações da agência de notícias Reuters. China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais Jornal Nacional/ Reprodução
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