Dólar sobe e fecha em R$ 5,35, de olho em sinais de juros no Brasil e nos EUA; bolsa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a primeira sessão de dezembro em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,3581 nesta segunda-feira (1º). Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em queda na última hora do pregão. Investidores passaram o dia atentos a novos sinais de juros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Além das novas projeções trazidas pelo Boletim Focus, falas dos presidentes dos bancos centrais do Brasil, Gabriel Galípolo, e dos EUA, Jerome Powell, também seguem sob os holofotes. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Na agenda econômica, o Boletim Focus desta semana indicou um leve alívio nas expectativas de inflação. Para 2025, a previsão passou de 4,45% para 4,43%, enquanto a estimativa para 2026 foi ajustada de 4,18% para 4,17%. ▶️ Os sinais de que a inflação continua a desacelerar também voltaram as atenções dos investidores para as falas de Galípolo, que participou de um evento da XP na manhã desta segunda-feira. O presidente do BC afirmou que o mercado de trabalho segue aquecido e que esse contexto exige uma atuação mais conservadora na condução da política monetária pelo BC. (Entenda mais abaixo) ▶️ Já nos EUA, investidores seguem na expectativa pelas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell. O dirigente deve fazer um discurso na noite desta segunda-feira, em um encontro na Universidade de Stanford. A expectativa aumenta após Donald Trump afirmar que já escolheu o próximo presidente do Fed, embora não tenha revelado o nome. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado: ????Dólar a Acumulado da semana: +0,43%; Acumulado do mês: +0,43%; Acumulado do ano: -13,30%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: +2,78%; Acumulado do mês: +6,37%; Acumulado do ano: +32,25%. Boletim Focus Os economistas que acompanham o mercado financeiro reduziram as previsões de inflação para os anos de 2025 e 2026. As projeções fazem parte do boletim "Focus", divulgado nesta segunda-feira (1) pelo Banco Central (BC). No mês passado, pela primeira vez neste ano, o mercado passou a prever que a inflação ficará abaixo do teto de 4,5% definido pelo sistema de metas. ???? Esse sistema é uma política usada pelo governo para manter a inflação sob controle, estabelecendo um limite máximo para o aumento dos preços. As projeções atuais são as seguintes: ➡️ Para 2025, a previsão caiu de 4,45% para 4,43%; ➡️ Para 2026, passou de 4,18% para 4,17%; ➡️ Para 2027, permaneceu em 3,80%; ➡️ Para 2028, continuou em 3,50%. Além da inflação, o mercado também estima o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) — métrica importante para saber se a economia está crescendo ou encolhendo. Para 2025, a projeção do PIB ficou estável em 2,16%, e para 2026, em 1,78%. Outro indicador relevante é a taxa básica de juros (Selic), que influencia os juros cobrados em empréstimos e financiamentos. Para o fim de 2025, a expectativa é que ela permaneça em 15% ao ano, o mesmo nível atual. Para 2026, a previsão continua em 12% ao ano. Selic restritiva por tempo “bastante prolongado” Os sinais de que a inflação começa a arrefecer também trouxeram a atenção do mercado para as falas do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Em evento da XP Investimentos, o banqueiro central afirmou que os dados econômicos brasileiros indicam um mercado de trabalho aquecido e um cenário mais complexo do que o esperado. Para ele, esse contexto exige uma atuação mais conservadora nos juros por parte do BC. ???? A taxa de desemprego recuou para 5,4% no trimestre encerrado em outubro — o menor nível desde o início da série histórica, em 2012 — mesmo diante de um quadro de juros elevados e sinais mistos no mercado de trabalho. "O Brasil vive um contexto em que variáveis que normalmente caminham juntas passaram a se mover em direções inesperadas — como juros altos acompanhados simultaneamente por queda do desemprego e da inflação." Ele ponderou, porém, que os indicadores têm enviado mensagens contraditórias, o que dificulta entender de forma clara como a política de juros está afetando a economia. “Não tem sido simples fazer análise sobre o mercado de trabalho. Essa que é a verdade”, afirmou. Galípolo ainda destacou que o BC tem mantido a expressão “bastante prolongado” para se referir à necessidade de manter a Selic em nível restritivo. “Esse horizonte não é reiniciado a cada reunião do Copom, mas segue uma trajetória contínua”, disse. O presidente do BC acrescentou que ainda não há indicação sobre o próximo movimento dos juros básicos, já que a instituição avalia, encontro a encontro, a evolução dos indicadores econômicos. Bolsas globais Os mercados americanos começaram a semana em queda, influenciados por novos dados econômicos e pela expectativa em torno do discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Às 13h, os principais índices estavam no vermelho: o Dow Jones caía 0,47%, para 47.491,81 pontos;

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a primeira sessão de dezembro em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,3581 nesta segunda-feira (1º). Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em queda na última hora do pregão. Investidores passaram o dia atentos a novos sinais de juros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Além das novas projeções trazidas pelo Boletim Focus, falas dos presidentes dos bancos centrais do Brasil, Gabriel Galípolo, e dos EUA, Jerome Powell, também seguem sob os holofotes. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Na agenda econômica, o Boletim Focus desta semana indicou um leve alívio nas expectativas de inflação. Para 2025, a previsão passou de 4,45% para 4,43%, enquanto a estimativa para 2026 foi ajustada de 4,18% para 4,17%. ▶️ Os sinais de que a inflação continua a desacelerar também voltaram as atenções dos investidores para as falas de Galípolo, que participou de um evento da XP na manhã desta segunda-feira. O presidente do BC afirmou que o mercado de trabalho segue aquecido e que esse contexto exige uma atuação mais conservadora na condução da política monetária pelo BC. (Entenda mais abaixo) ▶️ Já nos EUA, investidores seguem na expectativa pelas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell. O dirigente deve fazer um discurso na noite desta segunda-feira, em um encontro na Universidade de Stanford. A expectativa aumenta após Donald Trump afirmar que já escolheu o próximo presidente do Fed, embora não tenha revelado o nome. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado: ????Dólar a Acumulado da semana: +0,43%; Acumulado do mês: +0,43%; Acumulado do ano: -13,30%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: +2,78%; Acumulado do mês: +6,37%; Acumulado do ano: +32,25%. Boletim Focus Os economistas que acompanham o mercado financeiro reduziram as previsões de inflação para os anos de 2025 e 2026. As projeções fazem parte do boletim "Focus", divulgado nesta segunda-feira (1) pelo Banco Central (BC). No mês passado, pela primeira vez neste ano, o mercado passou a prever que a inflação ficará abaixo do teto de 4,5% definido pelo sistema de metas. ???? Esse sistema é uma política usada pelo governo para manter a inflação sob controle, estabelecendo um limite máximo para o aumento dos preços. As projeções atuais são as seguintes: ➡️ Para 2025, a previsão caiu de 4,45% para 4,43%; ➡️ Para 2026, passou de 4,18% para 4,17%; ➡️ Para 2027, permaneceu em 3,80%; ➡️ Para 2028, continuou em 3,50%. Além da inflação, o mercado também estima o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) — métrica importante para saber se a economia está crescendo ou encolhendo. Para 2025, a projeção do PIB ficou estável em 2,16%, e para 2026, em 1,78%. Outro indicador relevante é a taxa básica de juros (Selic), que influencia os juros cobrados em empréstimos e financiamentos. Para o fim de 2025, a expectativa é que ela permaneça em 15% ao ano, o mesmo nível atual. Para 2026, a previsão continua em 12% ao ano. Selic restritiva por tempo “bastante prolongado” Os sinais de que a inflação começa a arrefecer também trouxeram a atenção do mercado para as falas do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Em evento da XP Investimentos, o banqueiro central afirmou que os dados econômicos brasileiros indicam um mercado de trabalho aquecido e um cenário mais complexo do que o esperado. Para ele, esse contexto exige uma atuação mais conservadora nos juros por parte do BC. ???? A taxa de desemprego recuou para 5,4% no trimestre encerrado em outubro — o menor nível desde o início da série histórica, em 2012 — mesmo diante de um quadro de juros elevados e sinais mistos no mercado de trabalho. "O Brasil vive um contexto em que variáveis que normalmente caminham juntas passaram a se mover em direções inesperadas — como juros altos acompanhados simultaneamente por queda do desemprego e da inflação." Ele ponderou, porém, que os indicadores têm enviado mensagens contraditórias, o que dificulta entender de forma clara como a política de juros está afetando a economia. “Não tem sido simples fazer análise sobre o mercado de trabalho. Essa que é a verdade”, afirmou. Galípolo ainda destacou que o BC tem mantido a expressão “bastante prolongado” para se referir à necessidade de manter a Selic em nível restritivo. “Esse horizonte não é reiniciado a cada reunião do Copom, mas segue uma trajetória contínua”, disse. O presidente do BC acrescentou que ainda não há indicação sobre o próximo movimento dos juros básicos, já que a instituição avalia, encontro a encontro, a evolução dos indicadores econômicos. Bolsas globais Os mercados americanos começaram a semana em queda, influenciados por novos dados econômicos e pela expectativa em torno do discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Às 13h, os principais índices estavam no vermelho: o Dow Jones caía 0,47%, para 47.491,81 pontos; o S&P 500 recuava 0,27%, a 6.830,39 pontos; e o Nasdaq tinha baixa de 0,30%, a 23.296,31 pontos. As bolsas europeias fecharam em queda, acompanhando o movimento global após um novembro positivo. O setor de defesa foi o mais afetado, com perdas expressivas, em meio ao avanço das negociações para um possível cessar-fogo na Ucrânia — tema que trouxe alívio, mas também pressionou empresas ligadas à área militar. No fechamento, o STOXX 600 caiu 0,23%, a 575,08 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,18%, para 9.702,53 pontos; em Frankfurt, o DAX perdeu 1,04%, a 23.589,44 pontos; e em Paris, o CAC 40 cedeu 0,32%, a 8.097,00 pontos. O setor de defesa do Stoxx 600 teve queda de 2,88%. Já na Ásia, os mercados tiveram resultados mistos. As bolsas da China e de Hong Kong subiram, impulsionadas por ações ligadas a metais e inteligência artificial, enquanto investidores mantêm otimismo com a possibilidade de corte nos juros dos EUA, mesmo diante da fraqueza econômica local. No fechamento: em Xangai, o índice SSEC avançou 0,65%, a 3.914 pontos, e o CSI300 subiu 1,10%, a 4.576 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,67%, a 26.033 pontos. Já o Nikkei, em Tóquio, caiu 1,89%, para 49.303 pontos. Em Seul, o Kospi recuou 0,16%, a 3.920 pontos; em Taiwan, o Taiex perdeu 1,03%, a 27.342 pontos; e em Cingapura, o Straits Times teve leve alta de 0,05%, a 4.526 pontos. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
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