Dólar sobe e fecha em R$ 5,43, após demissão de diretora do Fed e prévia da inflação brasileira; bolsa cai
Donald Trump demite diretora do FED O dólar inverteu o sinal negativo visto pela manhã e fechou a sessão desta terça-feira (26) em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,4338. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira, encerrou em queda de 0,18%, aos 137.771 pontos. O principal destaque da sessão foi o anúncio de demissão da dirigente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Lisa Cook, por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida é vista como uma nova escalada dos ataques do republicano à independência da autarquia. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Trump anunciou a decisão nas redes sociais. Em uma carta direcionada à diretora do Fed, o presidente dos EUA citou acusações relacionadas a hipotecas e afirmou não confiar na integridade de Cook. (Veja mais abaixo) Em resposta, o Fed divulgou uma nota oficial durante a tarde, na qual afirmava que os diretores da instituição têm mandatos longos e fixos, e que só podem ser afastados pelo presidente dos EUA "por justa causa". ▶️ Já no Brasil, a atenção ficou com a divulgação da prévia da inflação de agosto, o IPCA-15. O índice recuou 0,14% no mês de agosto, registrando primeira queda do índice em mais de dois anos. Porém, o resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava uma queda maior, entre 0,19% e 0,22%. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: +0,15%; Acumulado do mês: -2,98%; Acumulado do ano: -12,07%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,17%; Acumulado do mês: +3,50%; Acumulado do ano: +14,50%. Trump demite Lisa Cook, diretora do Fed O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump demitiu Lisa Cook, diretora do conselho de governadores do Federal Reserve (Fed), na segunda-feira (25), por meio de uma publicação em suas redes sociais. A medida é vista como uma nova escalada dos ataques do republicano à independência do banco central norte-americano. Apesar de ser legalmente contestável, o republicano afirmou que a medida passa a ter efeito imediato. "De acordo com minha autoridade sob o Artigo II da Constituição dos Estados Unidos e o Ato do Federal Reserve de 1913, conforme emenda, você está, por meio desta, removida de seu cargo no Conselho de Governadores do Federal Reserve, com efeito imediato", diz o documento. Cook é a primeira mulher negra a integrar a diretoria do Fed. Na última sexta (22), Trump já havia afirmado que iria demiti-la, caso ela não renunciasse. Na ocasião, ela declarou que “não tinha intenção de ceder a pressões”. Já nesta terça-feira, a diretora, por meio de seu advogado, afirmou que pretende contestar judicialmente qualquer tentativa de afastá-la. A nota também informa que Lisa Cook, por meio de seu advogado, pretende contestar judicialmente qualquer tentativa de afastá-la. O Fed afirmou que continuará exercendo suas funções conforme previsto em lei e que, como de costume, respeitará qualquer decisão judicial. A medida ocorre em meio a uma sequência de ataques de Trump contra o Fed e seus integrantes. Em outras ocasiões, ele chegou a xingar o presidente da instituição, Jerome Powell, de "burro" e "teimoso". Andressa Durão, economista do ASA, comenta que nunca ocorreu demissão por justa causa de um diretor do Fed. “Trump pode tentar a demissão e Lisa, a princípio, poderia permanecer no cargo e continuar exercendo suas funções enquanto processa o governo contra a decisão — o que pode durar meses ou até anos, a menos que um tribunal determine uma suspensão imediata.” Segundo a economista, a decisão de Trump gera uma “perda de credibilidade e aumento da insegurança jurídica”, mas ela acredita que o mercado deve passar por cima disso em breve. “Caso realmente o processo se desenrole e haja saída de Cook do Fed, o resultado será a percepção de um Fed mais ‘dovish’ [postura mais flexível], conforme Trump indique seus membros", diz a economista. Em resposta à decisão de Trump, o Fed publicou uma nota oficial durante a tarde desta terça-feira (26), ressaltado que os diretores da instituição têm mandatos longos e fixos e que só podem ser demitidos pelo presidente dos EUA "por justa causa", conforme estabelece o Federal Reserve Act — a lei de 1913 que criou o banco central americano. Segundo o comunicado, essas garantias legais são consideradas salvaguardas essenciais para preservar a independência da política monetária. “Mandatos prolongados e proteções contra demissões arbitrárias asseguram que as decisões do Fed sejam baseadas em dados, análise econômica e nos interesses de longo prazo do povo americano”, afirmou o Fed. A instituição também afirmou que continuará exercendo suas funções conforme previsto em lei e que, como de costume, respeitará qualquer decisão judicial. Prévia da inflação O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve queda de 0,14% para o mês de agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat

Donald Trump demite diretora do FED O dólar inverteu o sinal negativo visto pela manhã e fechou a sessão desta terça-feira (26) em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,4338. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira, encerrou em queda de 0,18%, aos 137.771 pontos. O principal destaque da sessão foi o anúncio de demissão da dirigente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Lisa Cook, por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida é vista como uma nova escalada dos ataques do republicano à independência da autarquia. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Trump anunciou a decisão nas redes sociais. Em uma carta direcionada à diretora do Fed, o presidente dos EUA citou acusações relacionadas a hipotecas e afirmou não confiar na integridade de Cook. (Veja mais abaixo) Em resposta, o Fed divulgou uma nota oficial durante a tarde, na qual afirmava que os diretores da instituição têm mandatos longos e fixos, e que só podem ser afastados pelo presidente dos EUA "por justa causa". ▶️ Já no Brasil, a atenção ficou com a divulgação da prévia da inflação de agosto, o IPCA-15. O índice recuou 0,14% no mês de agosto, registrando primeira queda do índice em mais de dois anos. Porém, o resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava uma queda maior, entre 0,19% e 0,22%. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair ????Dólar a Acumulado da semana: +0,15%; Acumulado do mês: -2,98%; Acumulado do ano: -12,07%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,17%; Acumulado do mês: +3,50%; Acumulado do ano: +14,50%. Trump demite Lisa Cook, diretora do Fed O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump demitiu Lisa Cook, diretora do conselho de governadores do Federal Reserve (Fed), na segunda-feira (25), por meio de uma publicação em suas redes sociais. A medida é vista como uma nova escalada dos ataques do republicano à independência do banco central norte-americano. Apesar de ser legalmente contestável, o republicano afirmou que a medida passa a ter efeito imediato. "De acordo com minha autoridade sob o Artigo II da Constituição dos Estados Unidos e o Ato do Federal Reserve de 1913, conforme emenda, você está, por meio desta, removida de seu cargo no Conselho de Governadores do Federal Reserve, com efeito imediato", diz o documento. Cook é a primeira mulher negra a integrar a diretoria do Fed. Na última sexta (22), Trump já havia afirmado que iria demiti-la, caso ela não renunciasse. Na ocasião, ela declarou que “não tinha intenção de ceder a pressões”. Já nesta terça-feira, a diretora, por meio de seu advogado, afirmou que pretende contestar judicialmente qualquer tentativa de afastá-la. A nota também informa que Lisa Cook, por meio de seu advogado, pretende contestar judicialmente qualquer tentativa de afastá-la. O Fed afirmou que continuará exercendo suas funções conforme previsto em lei e que, como de costume, respeitará qualquer decisão judicial. A medida ocorre em meio a uma sequência de ataques de Trump contra o Fed e seus integrantes. Em outras ocasiões, ele chegou a xingar o presidente da instituição, Jerome Powell, de "burro" e "teimoso". Andressa Durão, economista do ASA, comenta que nunca ocorreu demissão por justa causa de um diretor do Fed. “Trump pode tentar a demissão e Lisa, a princípio, poderia permanecer no cargo e continuar exercendo suas funções enquanto processa o governo contra a decisão — o que pode durar meses ou até anos, a menos que um tribunal determine uma suspensão imediata.” Segundo a economista, a decisão de Trump gera uma “perda de credibilidade e aumento da insegurança jurídica”, mas ela acredita que o mercado deve passar por cima disso em breve. “Caso realmente o processo se desenrole e haja saída de Cook do Fed, o resultado será a percepção de um Fed mais ‘dovish’ [postura mais flexível], conforme Trump indique seus membros", diz a economista. Em resposta à decisão de Trump, o Fed publicou uma nota oficial durante a tarde desta terça-feira (26), ressaltado que os diretores da instituição têm mandatos longos e fixos e que só podem ser demitidos pelo presidente dos EUA "por justa causa", conforme estabelece o Federal Reserve Act — a lei de 1913 que criou o banco central americano. Segundo o comunicado, essas garantias legais são consideradas salvaguardas essenciais para preservar a independência da política monetária. “Mandatos prolongados e proteções contra demissões arbitrárias asseguram que as decisões do Fed sejam baseadas em dados, análise econômica e nos interesses de longo prazo do povo americano”, afirmou o Fed. A instituição também afirmou que continuará exercendo suas funções conforme previsto em lei e que, como de costume, respeitará qualquer decisão judicial. Prévia da inflação O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve queda de 0,14% para o mês de agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O item de maior impacto para a deflação do indicador foi a redução dos preços de energia elétrica residencial (-4,93%), após a incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. O instituto ressalta que, em agosto, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos. O índice IPCA-15 de agosto representa uma desaceleração na comparação com o mês anterior, quando teve alta de 0,33% para julho. Em agosto de 2024, o IPCA-15 foi de 0,19%. Com os resultados, o IPCA-15 acumulou 4,95% na janela de 12 meses. Apesar da deflação, o resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava uma queda maior, entre 0,19% e 0,22% no IPCA-15 de agosto. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta. Enquanto o índice Dow Jones subiu 0,13%, o S&P 500 avançou 0,35% o Nasdaq teve ganhos de 0,23%. Já as bolsas europeias fecharam em queda, pressionadas pela instabilidade política na França. A tensão sobre a autonomia do Fed também contribuiu para a aversão ao risco nos mercados da região. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,83%, encerrando o dia aos 554,20 pontos. Em Londres, o Financial Times recuou 0,60%, a 9.265,80 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve queda de 0,50%, fechando em 24.152,87 pontos. Em Paris, o CAC-40 perdeu 1,70%, encerrando aos 7.709,81 pontos. Na Ásia, os mercados recuaram após fortes altas recentes, com investidores migrando para setores subvalorizados. Apesar da correção, analistas apontam que o impulso positivo pode continuar, sustentado por liquidez e relações estáveis entre China e EUA. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,39%, encerrando aos 3.868 pontos. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,37%, a 4.452 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 1,18%, fechando em 25.524 pontos. Em Tóquio, o Nikkei perdeu 0,97%, a 42.394 pontos. Em Taiwan, o TAIEX avançou 0,11%, a 24.305 pontos. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters
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