Dólar sobe e vai a R$ 5, com tensões no Oriente Médio e decisões de juros no radar; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta quarta-feira (29), com avanço de 0,32% perto das 12h30, cotado a R$ 4,9975. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,0062. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 1,17% no mesmo horário, aos 186.405 pontos. O impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã continua a manter o Oriente Médio no centro das atenções, em meio a incertezas sobre eventuais impactos na oferta de petróleo e na economia global. As decisões de juros no Brasil e nos EUA também ficam no radar. ???? Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Pela manhã, o presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã. Em uma publicação nas suas redes sociais, o republicano compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, com a mensagem "chega de bancar o bonzinho". "O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!", afirmou Trump. Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano dê uma resposta ainda nos próximos dias. ▶️ Já o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã. A escalada das tensões entre os dois países, somada à saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados do grupo, voltaram a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 12h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 5,86% segundo dados da Bloomberg, cotado a US$ 117,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 5,75% no mesmo horário, a US$ 105,68. ▶️ No noticiário econômico, as decisões de juros dos bancos centrais dos EUA e do Brasil ganhavam destaque. No Brasil, a expectativa é que o Banco Central mantenha o ciclo de aperto monetário e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5%. Já no caso americano, a estimativa do mercado financeiro é que os juros sejam mantidos entre 3,50% e 3,75%. ▶️ Ainda na agenda nacional, o Ministério do Trabalho divulga às 14h30 os dados do Caged, que foram antecipados para esta quarta-feira. A publicação estava inicialmente prevista para quinta-feira (30). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,32%; Acumulado do mês: -3,80%; Acumulado do ano: -9,24%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -1,11%; Acumulado do mês: +0,62%; Acumulado do ano: +17,06%. Guerra no Oriente Médio O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã publicamente, demonstrando insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações e indicando a possibilidade de novos ataques militares. As conversas para encerrar o conflito seguem travadas, sem avanço concreto. Ao mesmo tempo, os EUA avaliam diferentes estratégias, incluindo declarar vitória e reduzir sua presença militar na região. Do lado iraniano, o país afirma que a guerra não acabou e que responderá com mais intensidade caso seja atacado novamente. Durante o cessar-fogo, Teerã tem aproveitado para reorganizar sua capacidade militar, incluindo a recuperação de equipamentos e a produção de drones. Outro ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O Irã mantém restrições à passagem de navios e condiciona a reabertura total ao fim definitivo da guerra e a garantias de segurança. ????️ A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos. ⏳ A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta. Decisões de juros Copom O mercado financeiro espera que o Banco Central do Brasil realize um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira (29), durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). ????A projeção majoritária é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano — o que marcaria o segundo corte consecutivo. A decisão ocorre em um cenário mais delicado. A guerra no Oriente Médio tem pressionado a inflação global, principalmente por meio da alta do petróleo, que já impacta os preços dos combustíveis no Brasil. Esse contexto faz com que parte dos analistas defenda mais cautela ou até uma pausa no ciclo de queda dos juros. O Banco Central, no entanto, toma suas decisões com base nas projeções futuras de inflação. Com a meta contínua fixada em 3% (com tolerância entre 1,5% e 4,5%), a autoridade monetária avalia se há espaço para estimular a economia sem perder o controle dos preços. Hoje, o mercado projeta inflação de cerca de 4%

Abr 29, 2026 - 13:00
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Dólar sobe e vai a R$ 5, com tensões no Oriente Médio e decisões de juros no radar; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta quarta-feira (29), com avanço de 0,32% perto das 12h30, cotado a R$ 4,9975. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,0062. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 1,17% no mesmo horário, aos 186.405 pontos. O impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã continua a manter o Oriente Médio no centro das atenções, em meio a incertezas sobre eventuais impactos na oferta de petróleo e na economia global. As decisões de juros no Brasil e nos EUA também ficam no radar. ???? Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Pela manhã, o presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã. Em uma publicação nas suas redes sociais, o republicano compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, com a mensagem "chega de bancar o bonzinho". "O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!", afirmou Trump. Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano dê uma resposta ainda nos próximos dias. ▶️ Já o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã. A escalada das tensões entre os dois países, somada à saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados do grupo, voltaram a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 12h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 5,86% segundo dados da Bloomberg, cotado a US$ 117,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 5,75% no mesmo horário, a US$ 105,68. ▶️ No noticiário econômico, as decisões de juros dos bancos centrais dos EUA e do Brasil ganhavam destaque. No Brasil, a expectativa é que o Banco Central mantenha o ciclo de aperto monetário e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5%. Já no caso americano, a estimativa do mercado financeiro é que os juros sejam mantidos entre 3,50% e 3,75%. ▶️ Ainda na agenda nacional, o Ministério do Trabalho divulga às 14h30 os dados do Caged, que foram antecipados para esta quarta-feira. A publicação estava inicialmente prevista para quinta-feira (30). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,32%; Acumulado do mês: -3,80%; Acumulado do ano: -9,24%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -1,11%; Acumulado do mês: +0,62%; Acumulado do ano: +17,06%. Guerra no Oriente Médio O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã publicamente, demonstrando insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações e indicando a possibilidade de novos ataques militares. As conversas para encerrar o conflito seguem travadas, sem avanço concreto. Ao mesmo tempo, os EUA avaliam diferentes estratégias, incluindo declarar vitória e reduzir sua presença militar na região. Do lado iraniano, o país afirma que a guerra não acabou e que responderá com mais intensidade caso seja atacado novamente. Durante o cessar-fogo, Teerã tem aproveitado para reorganizar sua capacidade militar, incluindo a recuperação de equipamentos e a produção de drones. Outro ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O Irã mantém restrições à passagem de navios e condiciona a reabertura total ao fim definitivo da guerra e a garantias de segurança. ????️ A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos. ⏳ A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta. Decisões de juros Copom O mercado financeiro espera que o Banco Central do Brasil realize um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira (29), durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). ????A projeção majoritária é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano — o que marcaria o segundo corte consecutivo. A decisão ocorre em um cenário mais delicado. A guerra no Oriente Médio tem pressionado a inflação global, principalmente por meio da alta do petróleo, que já impacta os preços dos combustíveis no Brasil. Esse contexto faz com que parte dos analistas defenda mais cautela ou até uma pausa no ciclo de queda dos juros. O Banco Central, no entanto, toma suas decisões com base nas projeções futuras de inflação. Com a meta contínua fixada em 3% (com tolerância entre 1,5% e 4,5%), a autoridade monetária avalia se há espaço para estimular a economia sem perder o controle dos preços. Hoje, o mercado projeta inflação de cerca de 4% para o próximo ano, acima do centro da meta. Fed O Federal Reserve realiza nesta “superquarta” a última decisão de juros sob o comando de Jerome Powell, que encerra seu mandato como presidente em 15 de maio, após oito anos à frente do Fed. ???? A expectativa do mercado é de manutenção da taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A gestão de Powell foi marcada por choques relevantes, como a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia, além das tensões mais recentes no Oriente Médio, que mantiveram a inflação sob pressão. Nesse cenário, o Fed alternou ciclos de alta e queda de juros para tentar equilibrar controle de preços e atividade econômica. Nos últimos anos, Powell também enfrentou forte pressão política de Donald Trump, que criticou duramente a condução da política monetária e cobrou cortes mais rápidos nos juros. As críticas vieram acompanhadas de ataques públicos e até de uma investigação sobre gastos do Fed, que acabou sendo encerrada sem acusações. Com a saída de Powell, cresce a expectativa sobre a possível mudança de direção na política monetária americana, especialmente com a indicação de um novo presidente alinhado ao governo, Kevin Warsh. Mercados globais Os mercados globais tiveram um dia misto, com desempenho positivo na Ásia e queda na Europa, refletindo tanto fatores internos quanto o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, puxadas por setores ligados a tecnologia e transição energética. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,71%, aos 4.107 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,10%, aos 4.810 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,68%, aos 26.111 pontos. Em Seul, o Kospi subiu 0,75%, aos 6.690 pontos. Já Taiwan registrou queda de 0,55%, aos 39.303 pontos, e Singapura também caiu 0,55%, aos 4.860 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,27%, aos 8.687 pontos, enquanto o mercado de Tóquio permaneceu fechado. O desempenho positivo na China foi impulsionado principalmente por ações de terras raras, baterias e energia limpa, com ganhos expressivos após resultados fortes de empresas do setor. Ainda assim, investidores mostraram cautela após o Politburo do Partido Comunista Chinês sinalizar continuidade das políticas atuais, sem novos estímulos imediatos. Na Europa, o cenário é negativo. Nesta manhã, o índice pan-europeu STOXX 600 caía 0,3%, aos 605 pontos, pressionado tanto por balanços corporativos quanto pela aversão ao risco ligada à guerra no Oriente Médio. Em Londres, o FTSE 100 recuava 0,82%, aos 10.248 pontos. Em Frankfurt, o DAX caía 0,39%, aos 23.924 pontos. O CAC-40, de Paris, perdia 0,82%, aos 8.038 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuava 0,72%, aos 47.695 pontos, enquanto em Madri o Ibex-35 caía 1,06%, aos 17.587 pontos. Já em Lisboa, o PSI20 recuava 0,72%, aos 9.198 pontos. Dólar Heloise Hamada/G1

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