EUA incluem Brasil em investigação por práticas comerciais desleais ligadas a trabalho forçado e medida pode criar nova tarifas

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. Piroschka van de Wouw/Reuters O escritório do Representante Comercial dos EUA informou na noite de quinta-feira (12) que iniciou investigações sobre práticas comerciais desleais contra 60 países, incluindo o Brasil. Segundo o escritório, a investigação visa entender se os países falharam em tomar medidas contra o trabalho forçado. O Brasil está nessa lista. ???? A investigação é justificada com base na Seção 301, instrumento da Lei de Comércio Americana, que permite ao governo dos EUA agir quando identifica ações que prejudicam o comércio americano. "Essas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas dos EUA", disse o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, em um comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A lista de 60 países e economias inclui alguns dos principais parceiros comerciais e aliados dos EUA, como Austrália, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Israel, Índia, Catar e Arábia Saudita. China e Rússia também aparecem na relação. Após a decisão da Suprema Corte, Trump impôs uma tarifa de 10% por 150 dias com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Na quarta-feira (11), o governo também anunciou novas investigações comerciais sobre excesso de capacidade industrial em 16 grandes parceiros comerciais. Os Estados Unidos já adotaram restrições a painéis solares e outros produtos vindos da região de Xinjiang, na China, com base na Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur, sancionada pelo ex-presidente Joe Biden. O governo dos EUA acusa autoridades chinesas de manter campos de trabalho para integrantes da minoria étnica uigur e outros grupos muçulmanos. Pequim nega as acusações de abusos. Greer afirmou que espera que outros países passem a aplicar proibições semelhantes contra produtos feitos com trabalho forçado, como as previstas em uma lei comercial americana criada há quase um século. Segundo Greer, a expectativa é concluir as investigações da Seção 301 — incluindo possíveis medidas de resposta — antes que as tarifas temporárias impostas por Trump expirem, em julho. “Apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, os governos não conseguiram impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, disse Greer. Também citada na lista, a China criticou a medida nesta sexta (13) e disse que o país se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias e defender seus direitos e interesses legítimos. O Ministério do Comércio da China afirmou que os EUA não têm o direito de determinar "unilateralmente" se um parceiro comercial tem "excesso de capacidade" e tomar medidas restritivas unilaterais Confira a lista dos países investigados 1. Argélia 2. Angola 3. Argentina 4. Austrália 5. Bahamas 6. Bahrein 7. Bangladesh 8. Brasil 9. Camboja 10. Canadá 11. Chile 12. China, República Popular da China 13. Colômbia 14. Costa Rica 15. República Dominicana 16. Equador 17. Egito 18. El Salvador 19. União Europeia 20. Guatemala 21. Guiana 22. Honduras 23. Hong Kong, China 24. Índia 25. Indonésia 26. Iraque 27. Israel 28. Japão 29. Jordânia 30. Cazaquistão 31. Kuwait 32. Líbia 33. Malásia 34. México 35. Marrocos 36. Nova Zelândia 37. Nicarágua 38. Nigéria 39. Noruega 40. Omã 41. Paquistão 42. Peru 43. Filipinas 44. Catar 45. Rússia 46. Arábia Saudita 47. Singapura 48. África do Sul 49. Coreia do Sul 50. Sri Lanka 51. Suíça 52. Taiwan 53. Tailândia 54. Trinidad e Tobago 55. Turquia 56. Emirados Árabes Unidos 57. Reino Unido 58. Uruguai 59. Venezuela 60. Vietnã

Mar 13, 2026 - 08:00
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EUA incluem Brasil em investigação por práticas comerciais desleais ligadas a trabalho forçado e medida pode criar nova tarifas

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. Piroschka van de Wouw/Reuters O escritório do Representante Comercial dos EUA informou na noite de quinta-feira (12) que iniciou investigações sobre práticas comerciais desleais contra 60 países, incluindo o Brasil. Segundo o escritório, a investigação visa entender se os países falharam em tomar medidas contra o trabalho forçado. O Brasil está nessa lista. ???? A investigação é justificada com base na Seção 301, instrumento da Lei de Comércio Americana, que permite ao governo dos EUA agir quando identifica ações que prejudicam o comércio americano. "Essas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas dos EUA", disse o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, em um comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A lista de 60 países e economias inclui alguns dos principais parceiros comerciais e aliados dos EUA, como Austrália, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Israel, Índia, Catar e Arábia Saudita. China e Rússia também aparecem na relação. Após a decisão da Suprema Corte, Trump impôs uma tarifa de 10% por 150 dias com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Na quarta-feira (11), o governo também anunciou novas investigações comerciais sobre excesso de capacidade industrial em 16 grandes parceiros comerciais. Os Estados Unidos já adotaram restrições a painéis solares e outros produtos vindos da região de Xinjiang, na China, com base na Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur, sancionada pelo ex-presidente Joe Biden. O governo dos EUA acusa autoridades chinesas de manter campos de trabalho para integrantes da minoria étnica uigur e outros grupos muçulmanos. Pequim nega as acusações de abusos. Greer afirmou que espera que outros países passem a aplicar proibições semelhantes contra produtos feitos com trabalho forçado, como as previstas em uma lei comercial americana criada há quase um século. Segundo Greer, a expectativa é concluir as investigações da Seção 301 — incluindo possíveis medidas de resposta — antes que as tarifas temporárias impostas por Trump expirem, em julho. “Apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, os governos não conseguiram impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, disse Greer. Também citada na lista, a China criticou a medida nesta sexta (13) e disse que o país se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias e defender seus direitos e interesses legítimos. O Ministério do Comércio da China afirmou que os EUA não têm o direito de determinar "unilateralmente" se um parceiro comercial tem "excesso de capacidade" e tomar medidas restritivas unilaterais Confira a lista dos países investigados 1. Argélia 2. Angola 3. Argentina 4. Austrália 5. Bahamas 6. Bahrein 7. Bangladesh 8. Brasil 9. Camboja 10. Canadá 11. Chile 12. China, República Popular da China 13. Colômbia 14. Costa Rica 15. República Dominicana 16. Equador 17. Egito 18. El Salvador 19. União Europeia 20. Guatemala 21. Guiana 22. Honduras 23. Hong Kong, China 24. Índia 25. Indonésia 26. Iraque 27. Israel 28. Japão 29. Jordânia 30. Cazaquistão 31. Kuwait 32. Líbia 33. Malásia 34. México 35. Marrocos 36. Nova Zelândia 37. Nicarágua 38. Nigéria 39. Noruega 40. Omã 41. Paquistão 42. Peru 43. Filipinas 44. Catar 45. Rússia 46. Arábia Saudita 47. Singapura 48. África do Sul 49. Coreia do Sul 50. Sri Lanka 51. Suíça 52. Taiwan 53. Tailândia 54. Trinidad e Tobago 55. Turquia 56. Emirados Árabes Unidos 57. Reino Unido 58. Uruguai 59. Venezuela 60. Vietnã

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