Governo quer R$ 118 bilhões a mais em receitas para fechar 2026 – mas nega que vá subir impostos

Receita espera obter arrecadação adicional melhorando ambiente de negócios e facilitando resolução de conflitos. Medidas devem ser detalhadas no segundo semestre. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, que está sendo enviada nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional, contempla um aumento de receitas de R$ 118 bilhões para fechar as contas. Ele afirmou, entretanto, que esse aumento de arrecadação não envolve aumento de alíquota de impostos, ou de tributação. Segundo ele, as medidas estudadas consideram: mecanismos de facilitação de resolução de litígios; medidas de melhoria de ambiente de negócios; ações para garantir execução dos créditos tributários. Segundo ele, as medidas não representam aumento de carga tributária, e serão discriminadas até a apresentação da proposta de orçamento, em agosto deste ano. "Isso será apresentado até agosto ao Congresso", declarou Malaquias, da Receita Federal. Esses recursos são necessários para atingir a meta de superávit primário de 0,25% do PIB – cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 55,1 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 16,9 bilhões nos cofres em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.

Abr 15, 2025 - 19:00
 0  17
Governo quer R$ 118 bilhões a mais em receitas para fechar 2026 – mas nega que vá subir impostos
Receita espera obter arrecadação adicional melhorando ambiente de negócios e facilitando resolução de conflitos. Medidas devem ser detalhadas no segundo semestre. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, que está sendo enviada nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional, contempla um aumento de receitas de R$ 118 bilhões para fechar as contas. Ele afirmou, entretanto, que esse aumento de arrecadação não envolve aumento de alíquota de impostos, ou de tributação. Segundo ele, as medidas estudadas consideram: mecanismos de facilitação de resolução de litígios; medidas de melhoria de ambiente de negócios; ações para garantir execução dos créditos tributários. Segundo ele, as medidas não representam aumento de carga tributária, e serão discriminadas até a apresentação da proposta de orçamento, em agosto deste ano. "Isso será apresentado até agosto ao Congresso", declarou Malaquias, da Receita Federal. Esses recursos são necessários para atingir a meta de superávit primário de 0,25% do PIB – cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 55,1 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 16,9 bilhões nos cofres em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow