Gripe aviária: 'foco foi contido', diz ministro da Agricultura
Governo atualiza cenário da doença no país. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência na Câmara, no dia 28 de maio. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse nesta quarta-feira (4), em coletiva de imprensa, que o foco de gripe aviária em Montenegro (RS) foi contido e que a doença não se espalhou para fora da granja. "É importante dizer que fica claro - nós já estamos na metade do processo - de vazio sanitário, não tem mais morte de animal. Fica comprovado que o caso não saiu da granja", disse. "Esse vírus é tão letal que, em 4 ou 5 dias, não sobrevive um animal. Se não tem animal morrendo, o foco foi contido", reforçou. Há três semanas, o Brasil registrou o seu 1º caso de H5N1 em uma granja comercial, em Montenegro (RS), o que paralisou parcialmente ou totalmente as exportações de frango para mais de 30 países e blocos. A China, principal compradora do Brasil, bloqueou a carne de todo o país, assim como a União Europeia. Já Emirados Árabes e Japão – segundo e terceiro maiores importadores – limitaram a suspensão apenas de Montenrgro (RS), o que gera um impacto pequeno. Isso porque há apenas um frigorífico que exporta frango no município e ele fica fora do raio de 10 km do foco da doença. Já Arábia Saudita, que é o quarto maior cliente, parou de comprar de todo o Rio Grande do Sul. Veja lista completa de embargos. Foco em Montenegro encerrado O foco de gripe aviária na granja comercial em Montenegro (RS) foi encerrado no dia 24 de maio. E não há, até essa quarta-feira (4), nenhum outro foco de gripe aviária em uma granja comercial, apenas em aves silvestres ou de criação doméstica. O Brasil só poderá se declarar livre gripe aviária se não registrar nenhum caso confirmado da doença em granja comercial até o dia 18 de junho. Esse prazo corresponde aos 28 dias que começaram a ser contados em 22 de maio, um dia depois da desinfecção total da granja de Montenegro. Esse prazo é chamado de vazio sanitário e corresponde ao ciclo do vírus H5N1. Segundo o governo, esse é um tempo essencial para garantir que não haja vestígios do vírus no ambiente antes da retomada das atividades na granja. Isso contribuir para a contenção da doença e a segurança sanitária da avicultura na região. A partir do dia 18 de junho – se não houver novos casos –, o governo vai começar a negociar com os países a reabertura das exportações. Frango em números Arte g1

Governo atualiza cenário da doença no país. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência na Câmara, no dia 28 de maio. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse nesta quarta-feira (4), em coletiva de imprensa, que o foco de gripe aviária em Montenegro (RS) foi contido e que a doença não se espalhou para fora da granja. "É importante dizer que fica claro - nós já estamos na metade do processo - de vazio sanitário, não tem mais morte de animal. Fica comprovado que o caso não saiu da granja", disse. "Esse vírus é tão letal que, em 4 ou 5 dias, não sobrevive um animal. Se não tem animal morrendo, o foco foi contido", reforçou. Há três semanas, o Brasil registrou o seu 1º caso de H5N1 em uma granja comercial, em Montenegro (RS), o que paralisou parcialmente ou totalmente as exportações de frango para mais de 30 países e blocos. A China, principal compradora do Brasil, bloqueou a carne de todo o país, assim como a União Europeia. Já Emirados Árabes e Japão – segundo e terceiro maiores importadores – limitaram a suspensão apenas de Montenrgro (RS), o que gera um impacto pequeno. Isso porque há apenas um frigorífico que exporta frango no município e ele fica fora do raio de 10 km do foco da doença. Já Arábia Saudita, que é o quarto maior cliente, parou de comprar de todo o Rio Grande do Sul. Veja lista completa de embargos. Foco em Montenegro encerrado O foco de gripe aviária na granja comercial em Montenegro (RS) foi encerrado no dia 24 de maio. E não há, até essa quarta-feira (4), nenhum outro foco de gripe aviária em uma granja comercial, apenas em aves silvestres ou de criação doméstica. O Brasil só poderá se declarar livre gripe aviária se não registrar nenhum caso confirmado da doença em granja comercial até o dia 18 de junho. Esse prazo corresponde aos 28 dias que começaram a ser contados em 22 de maio, um dia depois da desinfecção total da granja de Montenegro. Esse prazo é chamado de vazio sanitário e corresponde ao ciclo do vírus H5N1. Segundo o governo, esse é um tempo essencial para garantir que não haja vestígios do vírus no ambiente antes da retomada das atividades na granja. Isso contribuir para a contenção da doença e a segurança sanitária da avicultura na região. A partir do dia 18 de junho – se não houver novos casos –, o governo vai começar a negociar com os países a reabertura das exportações. Frango em números Arte g1
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