Ibovespa acompanha mercados no exterior e passa a cair; dólar sobe após Copom e Fed
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Após atingir um novo recorde intradiário, aos 186 mil pontos, o Ibovespa inverteu o sinal e passou a operar em queda nesta quinta-feira (29). O principal índice da bolsa caía 1,12% perto das 12h45, aos 182.630 pontos. O dólar, por sua vez, operava em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,2303. ▶️Após as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, os mercados se concentram agora em novos indicadores econômicos. Na quarta-feira, o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto o Banco Central do Brasil manteve a Selic em 15% ao ano. (entenda mais abaixo) ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, a agenda do dia traz os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro. ???? Esses dados ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026 e indicam se há espaço para cortes na taxa básico de juros (Selic) pelo Banco Central. ▶️ Um dia após o Fed decidir manter os juros inalterados, o presidente Donald Trump voltou a pressionar a instituição. Em postagem no Truth Social, ele afirmou que Jerome Powell não tinha motivos para manter a taxa tão elevada, dizendo que a decisão prejudica o país, custa bilhões de dólares aos EUA e compromete a segurança nacional. ▶️ Ainda nos EUA, os investidores acompanham a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana. Balanços corporativos também ficam no radar. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -1,54%; Acumulado do mês: -5,16%; Acumulado do ano: -5,16%. ????Ibovespa x Acumulado da semana: +3,26%; Acumulado do mês: +14,63%; Acumulado do ano: +14,63%. Juros dos EUA e do Brasil Na véspera, a Superquarta trouxe as decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil, ambas conforme o esperado pelo mercado. EUA O Fed decidiu manter a taxa básica de juros do país no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, o nível mais baixo desde setembro de 2022. ???? Com essa decisão, o Fed interrompe uma sequência de três reduções seguidas nos juros. Na reunião anterior, realizada em 10 de dezembro, o banco central havia cortado a taxa em 0,25 ponto percentual. No comunicado divulgado após a reunião, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) informou que o mercado de trabalho segue mostrando pouca criação de vagas, embora o desemprego esteja relativamente estável. O grupo também destacou que a inflação ainda permanece um pouco acima do desejado, o que ajuda a explicar a cautela do banco central. Em entrevista, o presidente do Fed, Jerome Powell, adotou um tom mais firme do que o visto em dezembro e indicou que novos cortes de juros não devem acontecer no curto prazo. Segundo o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, a economia dos Estados Unidos ainda está longe de uma recessão. “Dados do terceiro trimestre de 2025 apontaram um crescimento forte da atividade, impulsionado principalmente pelo consumo das famílias, pelas exportações e pelos gastos do governo.” Para Sung, o principal risco à frente não está ligado ao desempenho da economia em si, mas a fatores institucionais. Ele chama atenção para a sucessão no comando do Federal Reserve, já que o mandato de Jerome Powell termina em maio, o que pode levantar dúvidas sobre a independência do banco central. “A possibilidade de maior interferência política ou da nomeação de um presidente com viés dovish [mais favorável a juros baixos] representa um risco relevante para a credibilidade do regime monetário, com potenciais impactos sobre as expectativas de inflação, o dólar e os mercados financeiros.” Brasil No Brasil, o Banco Central também decidiu manter os juros no nível atual. O Comitê de Política Monetária (Copom) deixou a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou que pode começar a reduzir os juros já na próxima reunião, marcada para março. A indicação de corte está ligada à expectativa de que a inflação esteja mais controlada nos próximos meses. Mesmo assim, o Banco Central deixou claro que pretende agir com cautela. Em comunicado, o Copom afirmou que, se o cenário esperado se confirmar, deve iniciar a redução dos juros na próxima reunião, mas reforçou que seguirá mantendo um nível ainda restritivo. Na prática, isso significa que o BC quer baixar os juros de forma gradual, sem comprometer o retorno da inflação à meta oficial. ???? Atualmente, a Selic está no maior nível em quase 20 anos. Em julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa chegou a 15,25% ao ano. Desde o ano passado, integrantes do governo vêm defendendo uma queda dos juros. A avaliação da equipe econômica é que taxas muito altas encarecem o crédito, desestimulam o consumo e os investimentos e acabam freando a atividade econômica. Para Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e só

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Após atingir um novo recorde intradiário, aos 186 mil pontos, o Ibovespa inverteu o sinal e passou a operar em queda nesta quinta-feira (29). O principal índice da bolsa caía 1,12% perto das 12h45, aos 182.630 pontos. O dólar, por sua vez, operava em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,2303. ▶️Após as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, os mercados se concentram agora em novos indicadores econômicos. Na quarta-feira, o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto o Banco Central do Brasil manteve a Selic em 15% ao ano. (entenda mais abaixo) ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, a agenda do dia traz os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro. ???? Esses dados ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026 e indicam se há espaço para cortes na taxa básico de juros (Selic) pelo Banco Central. ▶️ Um dia após o Fed decidir manter os juros inalterados, o presidente Donald Trump voltou a pressionar a instituição. Em postagem no Truth Social, ele afirmou que Jerome Powell não tinha motivos para manter a taxa tão elevada, dizendo que a decisão prejudica o país, custa bilhões de dólares aos EUA e compromete a segurança nacional. ▶️ Ainda nos EUA, os investidores acompanham a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana. Balanços corporativos também ficam no radar. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -1,54%; Acumulado do mês: -5,16%; Acumulado do ano: -5,16%. ????Ibovespa x Acumulado da semana: +3,26%; Acumulado do mês: +14,63%; Acumulado do ano: +14,63%. Juros dos EUA e do Brasil Na véspera, a Superquarta trouxe as decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil, ambas conforme o esperado pelo mercado. EUA O Fed decidiu manter a taxa básica de juros do país no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, o nível mais baixo desde setembro de 2022. ???? Com essa decisão, o Fed interrompe uma sequência de três reduções seguidas nos juros. Na reunião anterior, realizada em 10 de dezembro, o banco central havia cortado a taxa em 0,25 ponto percentual. No comunicado divulgado após a reunião, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) informou que o mercado de trabalho segue mostrando pouca criação de vagas, embora o desemprego esteja relativamente estável. O grupo também destacou que a inflação ainda permanece um pouco acima do desejado, o que ajuda a explicar a cautela do banco central. Em entrevista, o presidente do Fed, Jerome Powell, adotou um tom mais firme do que o visto em dezembro e indicou que novos cortes de juros não devem acontecer no curto prazo. Segundo o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, a economia dos Estados Unidos ainda está longe de uma recessão. “Dados do terceiro trimestre de 2025 apontaram um crescimento forte da atividade, impulsionado principalmente pelo consumo das famílias, pelas exportações e pelos gastos do governo.” Para Sung, o principal risco à frente não está ligado ao desempenho da economia em si, mas a fatores institucionais. Ele chama atenção para a sucessão no comando do Federal Reserve, já que o mandato de Jerome Powell termina em maio, o que pode levantar dúvidas sobre a independência do banco central. “A possibilidade de maior interferência política ou da nomeação de um presidente com viés dovish [mais favorável a juros baixos] representa um risco relevante para a credibilidade do regime monetário, com potenciais impactos sobre as expectativas de inflação, o dólar e os mercados financeiros.” Brasil No Brasil, o Banco Central também decidiu manter os juros no nível atual. O Comitê de Política Monetária (Copom) deixou a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou que pode começar a reduzir os juros já na próxima reunião, marcada para março. A indicação de corte está ligada à expectativa de que a inflação esteja mais controlada nos próximos meses. Mesmo assim, o Banco Central deixou claro que pretende agir com cautela. Em comunicado, o Copom afirmou que, se o cenário esperado se confirmar, deve iniciar a redução dos juros na próxima reunião, mas reforçou que seguirá mantendo um nível ainda restritivo. Na prática, isso significa que o BC quer baixar os juros de forma gradual, sem comprometer o retorno da inflação à meta oficial. ???? Atualmente, a Selic está no maior nível em quase 20 anos. Em julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa chegou a 15,25% ao ano. Desde o ano passado, integrantes do governo vêm defendendo uma queda dos juros. A avaliação da equipe econômica é que taxas muito altas encarecem o crédito, desestimulam o consumo e os investimentos e acabam freando a atividade econômica. Para Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, a decisão do Copom reflete uma combinação de fatores. De um lado, há a projeção de que a inflação fique próxima da meta apenas no início de 2027. De outro, o economista avalia que reduzir os juros imediatamente poderia ser precipitado, especialmente diante das incertezas no cenário externo e das dúvidas em relação à política fiscal do país — ou seja, ao controle das contas públicas. Segundo ele, o principal sinal dado nesta reunião foi a comunicação mais clara sobre o início de um ciclo de queda dos juros. “A novidade dessa reunião do Copom é que o comunicado deixa claro que deve haver um início do ciclo de baixa, com grande chance de isso acontecer já na próxima reunião”, afirma. Ainda assim, Gesner ressalta que o mercado segue atento a uma dúvida central: qual será o ritmo desse corte inicial. A discussão gira em torno de uma redução de 0,25 ponto percentual ou de 0,50 ponto percentual na reunião de março. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados americanos operam sob a influência da decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados, movimento que já era amplamente esperado. A fala do presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a avaliação de que as taxas estão “em um bom patamar” no momento. Enquanto isso, os investidores acompanham a divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia e aguardam os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego. Também chamou a atenção a alta do ouro, que avança mais de 2% e chegou a US$ 5.543 por onça-troy. Nos mercados futuros, o tom era levemente positivo: o Dow Jones subia 0,02%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançavam 0,2%. Na Europa, o clima é de otimismo com os resultados corporativos, embora os investidores sigam atentos às tensões entre EUA e Irã. Ainda assim, os principais índices da região operavam em alta por volta das 9h30 (horário de Brasília). O índice pan-europeu STOXX 600 avançava 0,5%. Entre os principais mercados, o CAC 40, de Paris, subia quase 1%, aos 8.142,92 pontos, e o FTSE 100, de Londres, avançava 0,6%, para 10.217,86 pontos. A exceção era a Alemanha, onde o DAX recuava 0,3%, aos 24.748,68 pontos. Na Ásia, o humor dos mercados melhorou após notícias de que reguladores chineses deixariam de exigir alguns indicadores financeiros das construtoras, conhecidos como as “três linhas vermelhas”. No fechamento, o Hang Seng subiu 0,51%, aos 27.968 pontos, enquanto o índice de Xangai avançou 0,16%, aos 4.157 pontos, e o CSI300 teve alta de 0,76%, aos 4.753 pontos. Ainda na região, o Nikkei, de Tóquio, avançou 0,03%, o Kospi, de Seul, subiu 0,98%, e o Taiex, de Taipé, recuou 0,82%. Já as bolsas de Cingapura e Sydney fecharam em alta de 0,42% e queda de 0,07%, respectivamente. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters
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