Ibovespa despenca mais de 2% com maior aversão ao risco no exterior; dólar fecha estável
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrava uma queda de mais de 2% na última hora do pregão, no patamar dos 180 mil pontos, impulsionado por um movimento de correção e pela maior aversão ao risco no exterior. O dólar fechou estável, cotado a R$ 5,2495. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, o setor de tecnologia continua na mira do mercado. Nesta quarta-feira (4), as penalizadas eram as ações de empresas de software, conforme investidores avaliavam as possíveis ameaças trazidas pela inteligência artificial ao segmento. ▶️ Na agenda econômica americana, o destaque ficou com o relatório da ADP, que mede a criação de vagas no setor privado. O indicador registrou apenas 22 mil vagas criadas em janeiro, bem abaixo das projeções do mercado, de alta de 48 mil novos postos. Já o índice de gerentes de compras (PMI) composto e de serviços ficou estável em janeiro. Ambos os dados dão pistas sobre o desempenho recente da economia americana e ajudam investidores a calibrarem suas projeções sobre a trajetória dos juros nos EUA. ▶️ Na véspera, Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deixou o cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. Desde que assumiu uma cadeira no Fed, ele participou de quatro decisões sobre a taxa de juros do país. ▶️ Na agenda brasileira, o PMI de serviços, elaborado pela S&P Global, indicou que o segmento desacelerou em janeiro, puxado pela maior entrada de novos negócios e na atividade — o que levou as empresas a reduzirem a força de trabalho e as projeções de produção. O índice, no entanto, permaneceu acima da marca de 50, que separa crescimento de contração. ▶️ Além disso, o mercado também avalia os novos dados do fluxo cambial divulgados pelo Banco Central. O indicador mede quanto dinheiro em dólares entra e sai do país. Em janeiro, o fluxo cambial total foi positivo em US$ 5,086 bilhões. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,04%; Acumulado do mês: +0,04%; Acumulado do ano: -4,36%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,38%; Acumulado do mês: +2,38%; Acumulado do ano: +15,24%. Temporada de balanços A temporada de resultados financeiros de empresas com capital aberto na bolsa brasileira já começou a influenciar o comportamento dos mercados por aqui. Entre os destaques ficou o Santander, que registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado pelo mercado. No entanto, o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções e também menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Essas informações foram recebidas de forma negativa pelos investidores e teve impacto imediato no preço das ações. Durante a manhã, os papéis do Santander passaram a cair, movimento que se espalhou por todo o setor bancário. As ações de Banco do Brasil, Bradesco e Itaú também recuavam, refletindo um ambiente de maior cautela. ???? Como os bancos representam uma parcela importante do Ibovespa, essas quedas ajudaram a puxar o índice para baixo, que recuava 1,10% por volta das 12h, aos 183.468 pontos. Agora, o mercado acompanha as próximas divulgações previstas para os próximos dias, que devem continuar influenciando o desempenho da bolsa. Ainda nesta quarta-feira, após o fechamento do pregão, o Itaú divulga seus resultados, um dos balanços mais aguardados desta temporada. Na sequência, entram na agenda empresas como Bradesco, Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil. Agenda econômica Criação de vagas no setor privado dos EUA A criação de vagas no setor privado dos EUA cresceu menos do que o esperado em janeiro, segundo o relatório nacional de emprego da ADP, divulgado nesta quarta-feira. De acordo com o levantamento, foram abertas 22 mil vagas no mês passado. O número ficou abaixo tanto do resultado de dezembro — revisado para 37 mil postos — quanto da expectativa do mercado, que projetava a criação de 48 mil vagas em janeiro. Inicialmente, o dado de dezembro havia sido informado como 41 mil. O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab. Historicamente, no entanto, ele nem sempre antecipa com precisão os números oficiais de emprego do setor privado divulgados pelo governo americano. Os dados oficiais de emprego referentes a janeiro deveriam ser publicados nesta sexta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA, mas a divulgação foi adiada em razão da paralisação parcial do governo federal. O shutdown durou três dias e foi encerrado na terça-feira. Apesar do ritmo mais fraco de criação de vagas, economistas avaliam que o mercado de trabalho segue em um cenário que eles descrevem como de “baixa contratação e baixa demissão”. Esse comportamento tem sido associado, entre outros fatores, às tarifas de importação e ao avanço do uso de inteligência artificial pelas empresas. PMI de s

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrava uma queda de mais de 2% na última hora do pregão, no patamar dos 180 mil pontos, impulsionado por um movimento de correção e pela maior aversão ao risco no exterior. O dólar fechou estável, cotado a R$ 5,2495. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, o setor de tecnologia continua na mira do mercado. Nesta quarta-feira (4), as penalizadas eram as ações de empresas de software, conforme investidores avaliavam as possíveis ameaças trazidas pela inteligência artificial ao segmento. ▶️ Na agenda econômica americana, o destaque ficou com o relatório da ADP, que mede a criação de vagas no setor privado. O indicador registrou apenas 22 mil vagas criadas em janeiro, bem abaixo das projeções do mercado, de alta de 48 mil novos postos. Já o índice de gerentes de compras (PMI) composto e de serviços ficou estável em janeiro. Ambos os dados dão pistas sobre o desempenho recente da economia americana e ajudam investidores a calibrarem suas projeções sobre a trajetória dos juros nos EUA. ▶️ Na véspera, Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deixou o cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. Desde que assumiu uma cadeira no Fed, ele participou de quatro decisões sobre a taxa de juros do país. ▶️ Na agenda brasileira, o PMI de serviços, elaborado pela S&P Global, indicou que o segmento desacelerou em janeiro, puxado pela maior entrada de novos negócios e na atividade — o que levou as empresas a reduzirem a força de trabalho e as projeções de produção. O índice, no entanto, permaneceu acima da marca de 50, que separa crescimento de contração. ▶️ Além disso, o mercado também avalia os novos dados do fluxo cambial divulgados pelo Banco Central. O indicador mede quanto dinheiro em dólares entra e sai do país. Em janeiro, o fluxo cambial total foi positivo em US$ 5,086 bilhões. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,04%; Acumulado do mês: +0,04%; Acumulado do ano: -4,36%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,38%; Acumulado do mês: +2,38%; Acumulado do ano: +15,24%. Temporada de balanços A temporada de resultados financeiros de empresas com capital aberto na bolsa brasileira já começou a influenciar o comportamento dos mercados por aqui. Entre os destaques ficou o Santander, que registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado pelo mercado. No entanto, o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções e também menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Essas informações foram recebidas de forma negativa pelos investidores e teve impacto imediato no preço das ações. Durante a manhã, os papéis do Santander passaram a cair, movimento que se espalhou por todo o setor bancário. As ações de Banco do Brasil, Bradesco e Itaú também recuavam, refletindo um ambiente de maior cautela. ???? Como os bancos representam uma parcela importante do Ibovespa, essas quedas ajudaram a puxar o índice para baixo, que recuava 1,10% por volta das 12h, aos 183.468 pontos. Agora, o mercado acompanha as próximas divulgações previstas para os próximos dias, que devem continuar influenciando o desempenho da bolsa. Ainda nesta quarta-feira, após o fechamento do pregão, o Itaú divulga seus resultados, um dos balanços mais aguardados desta temporada. Na sequência, entram na agenda empresas como Bradesco, Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil. Agenda econômica Criação de vagas no setor privado dos EUA A criação de vagas no setor privado dos EUA cresceu menos do que o esperado em janeiro, segundo o relatório nacional de emprego da ADP, divulgado nesta quarta-feira. De acordo com o levantamento, foram abertas 22 mil vagas no mês passado. O número ficou abaixo tanto do resultado de dezembro — revisado para 37 mil postos — quanto da expectativa do mercado, que projetava a criação de 48 mil vagas em janeiro. Inicialmente, o dado de dezembro havia sido informado como 41 mil. O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab. Historicamente, no entanto, ele nem sempre antecipa com precisão os números oficiais de emprego do setor privado divulgados pelo governo americano. Os dados oficiais de emprego referentes a janeiro deveriam ser publicados nesta sexta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA, mas a divulgação foi adiada em razão da paralisação parcial do governo federal. O shutdown durou três dias e foi encerrado na terça-feira. Apesar do ritmo mais fraco de criação de vagas, economistas avaliam que o mercado de trabalho segue em um cenário que eles descrevem como de “baixa contratação e baixa demissão”. Esse comportamento tem sido associado, entre outros fatores, às tarifas de importação e ao avanço do uso de inteligência artificial pelas empresas. PMI de serviços no Brasil O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Brasil, calculado pela S&P Global e divulgado nesta quarta-feira, recuou para 51,3 pontos em janeiro, após marcar 53,7 em dezembro. Apesar da queda, o indicador permaneceu acima do nível de 50 pontos, que separa crescimento de retração da atividade, sinalizando que o setor seguiu em expansão, embora em ritmo mais lento. A desaceleração foi influenciada pelo enfraquecimento na entrada de novos negócios. Em janeiro, o avanço dos pedidos ocorreu no ritmo mais lento do atual ciclo de três meses de crescimento. Empresas relataram redução da base de clientes e impacto negativo do corte de gastos em outros setores sobre a demanda por serviços. Entre os segmentos analisados, Finanças e Seguros lideraram o crescimento de novos pedidos. Houve também aumentos moderados em Serviços ao Consumidor e em Transporte, Informação e Comunicação. O único grupo a registrar queda nas vendas foi o de Imóveis e serviços empresariais. O relatório também apontou uma piora no nível de confiança das empresas. O sentimento positivo em relação ao desempenho nos próximos 12 meses caiu em janeiro para o menor nível em seis meses. Parte das companhias citou preocupações com políticas públicas e com as eleições deste ano, além de incertezas associadas às tensões geopolíticas. Esse cenário levou à interrupção das contratações no setor de serviços no início de 2026. Segundo a pesquisa, houve corte de postos de trabalho pela primeira vez em cinco meses. "A eliminação de vagas significa que as famílias têm menos dinheiro para gastar e, se persistir, a desaceleração pode rapidamente se espalhar dos serviços para outros setores", destacou a diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. Em relação aos custos, as empresas relataram que as despesas aumentaram no ritmo mais lento desde maio de 2024. Já os preços cobrados pelos serviços subiram no menor ritmo observado nos últimos sete meses. Bolsas globais Os mercados globais começaram o dia com sinais mistos, em um ambiente de cautela entre os investidores. Apesar disso, nos EUA, o fim da paralisação parcial do governo americano — após a assinatura do acordo de gastos pelo presidente Donald Trump — trouxe um pouco de alívio em Wall Street. Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os futuros do Dow Jones subiam 0,27%, os do S&P 500 avançavam 0,09% e os da Nasdaq recuavam 0,05%. Na Europa, onde as bolsas já estão abertas, o movimento é irregular. O desempenho fraco do setor de tecnologia nos EUA influenciou os mercados europeus, mas sem gerar uma tendência única. Entre os principais mercados, o CAC 40, da França, subia 0,5%, o DAX, da Alemanha, caía 0,5%, e o FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,6%. Na Ásia, os mercados encerraram o pregão majoritariamente em alta. O avanço foi sustentado principalmente por ações dos setores de consumo e energia na China, que compensaram as perdas no segmento de tecnologia. Entre os índices asiáticos, o CSI300 avançou 0,83% e o SSEC, de Xangai, subiu 0,85%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,05%. No Japão, o Nikkei avançou 0,78%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,57%. Em Taiwan, o Taiex registrou alta de 0,29%, e, em Cingapura, o Straits Times encerrou o dia com ganho de 0,43%. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
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