Ibovespa supera 164 mil pontos e atinge novo recorde com mercado atento ao PIB do 3º tri; Dólar cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta quinta-feira (4) com os investidores atentos aos dados do PIB brasileiro. Por volta das 11h35, a moeda americana caía 0,35%, cotada a R$ 5,2941. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa, atingiu uma nova máxima intradia histórica — o maior valor registrado durante um pregão — e ultrapassou os 164 mil pontos pela primeira vez. Por volta das 11h35, subia 1,42%, a 163.951 pontos. Os investidores iniciam o dia atentos a dados econômicos relevantes e ao cenário político. No Brasil, o PIB do terceiro trimestre é o destaque, enquanto nos Estados Unidos os números do mercado de trabalho seguem no radar. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O IBGE divulgou hoje o PIB do terceiro trimestre, que pode influenciar as expectativas sobre o início do ciclo de cortes na taxa básica de juros. A economia brasileira cresceu 0,1% entre julho e setembro, ficando praticamente estável. Em valores correntes, o país movimentou R$ 3,2 trilhões. ▶️ No campo político, a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, de que apenas o procurador-geral da República pode pedir impeachment de integrantes da Corte aumentou a tensão entre os Poderes. ▶️ Nos EUA, saem hoje os pedidos iniciais de seguro-desemprego. A expectativa é de cerca de 220 mil solicitações, após 216 mil na semana anterior. Ontem, dados mais fracos do mercado de trabalho reforçaram a percepção de que o Fed deve reduzir os juros na próxima semana, o que já provocou ajustes no dólar. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado: ????Dólar a Acumulado da semana: -0,42%; Acumulado do mês: -0,42%; Acumulado do ano: -14,03%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: +1,69%; Acumulado do mês: +1,69%; Acumulado do ano: +34,48%. PIB do 3º trimestre O PIB do Brasil praticamente ficou estável no terceiro trimestre de 2025, crescendo só 0,1%, o que mostra que a economia está perdendo força. No trimestre anterior, a atividade econômica do país havia crescido 0,3%. O número também veio um pouco abaixo do esperado pelos analistas (0,2%). Mesmo assim, alguns setores continuaram dando fôlego. A Indústria cresceu 0,8% e a Agropecuária avançou 0,4%. Mas o principal setor do país, os Serviços, quase não andou (0,1%), assim como o Consumo das famílias, que também ficou em 0,1%. Os juros altos (a Selic está em 15% ao ano( deixam o crédito mais caro, o que reduz as compras e pesa no dia a dia das famílias, segundo o IBGE. Do lado do governo, os gastos voltaram a subir (1,3%) e ajudaram a segurar a demanda interna. Os investimentos, que tinham caído no trimestre anterior, cresceram 0,9%. No comércio exterior, as exportações dispararam 3,3%, puxadas por produtos como soja, carne e minério, enquanto as importações tiveram leve alta de 0,3%. Mesmo com o tarifaço, parte dos exportadores conseguiu encontrar novos compradores e manter as vendas. No fim, a economia brasileira movimentou R$ 3,2 trilhões no período. A decisão de Gilmar Mendes O ministro Gilmar Mendes decidiu ontem que só a Procuradoria-Geral da República pode pedir impeachment de ministros do STF. Antes, qualquer pessoa podia fazer isso. A determinação irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que disse que o Supremo está interferindo no Legislativo. A mudança ocorre após questionamentos à Lei do Impeachment, de 1950. Em 2025, o Senado recebeu cerca de 30 pedidos para afastar ministros do STF, quase todos feitos por cidadãos comuns. Nesta quarta-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu que o ministro reconsidere a decisão. Em manifestação enviada a Mendes, a AGU pede que a medida cautelar também tenha os efeitos suspensos até o julgamento em definitivo do tema pelo Plenário do STF. A decisão do ministro gerou reação no mundo político, e acendeu debates sobre o papel do Congresso e do Supremo. O g1 explicou, nesta reportagem, os termos jurídicos usados e o que está em jogo. Bolsas globais Na Ásia, as bolsas chinesas caíram pelo terceiro dia seguido. Por lá, investidores estão cautelosos e aguardam novas medidas do governo chinês para estimular a economia. O país tenta manter um crescimento de cerca de 5% e enfrenta risco de deflação (queda generalizada de preços). Em Hong Kong e no Japão, as bolsas subiram, com destaque para o Japão, com Nikkei avançando mais de 2%. Outros mercados asiáticos tiveram movimentos pequenos, com leves altas e quedas. Tóquio (Nikkei): alta de 2,33%; Hong Kong (Hang Seng): subiu 0,68%; Xangai (SSEC): caiu -0,06%; Xangai/Shenzhen (CSI300): avançou 0,34%; Seul (Kospi): recuou 0,19%; Taiwan (Taiex): alta de 0,01%; Cingapura (Straits Times): caiu 0,37%; Sydney (S&P/ASX 200): subiu 0,27%. Nos EUA, as bolsas estão estáveis antes da abertura do mercado, com investidores apostando no corte os juros pelo Fed em dezembro. Essa aposta aumentou após dados fracos de empregos. Nasdaq subia 0,27%, S&P 500 avançava 0,25% e Dow Jones subia 0,08%. Há rumores de que Kevin Hassett, conselheiro econôm

Dez 4, 2025 - 12:00
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Ibovespa supera 164 mil pontos e atinge novo recorde com mercado atento ao PIB do 3º tri; Dólar cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta quinta-feira (4) com os investidores atentos aos dados do PIB brasileiro. Por volta das 11h35, a moeda americana caía 0,35%, cotada a R$ 5,2941. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa, atingiu uma nova máxima intradia histórica — o maior valor registrado durante um pregão — e ultrapassou os 164 mil pontos pela primeira vez. Por volta das 11h35, subia 1,42%, a 163.951 pontos. Os investidores iniciam o dia atentos a dados econômicos relevantes e ao cenário político. No Brasil, o PIB do terceiro trimestre é o destaque, enquanto nos Estados Unidos os números do mercado de trabalho seguem no radar. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O IBGE divulgou hoje o PIB do terceiro trimestre, que pode influenciar as expectativas sobre o início do ciclo de cortes na taxa básica de juros. A economia brasileira cresceu 0,1% entre julho e setembro, ficando praticamente estável. Em valores correntes, o país movimentou R$ 3,2 trilhões. ▶️ No campo político, a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, de que apenas o procurador-geral da República pode pedir impeachment de integrantes da Corte aumentou a tensão entre os Poderes. ▶️ Nos EUA, saem hoje os pedidos iniciais de seguro-desemprego. A expectativa é de cerca de 220 mil solicitações, após 216 mil na semana anterior. Ontem, dados mais fracos do mercado de trabalho reforçaram a percepção de que o Fed deve reduzir os juros na próxima semana, o que já provocou ajustes no dólar. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado: ????Dólar a Acumulado da semana: -0,42%; Acumulado do mês: -0,42%; Acumulado do ano: -14,03%. ????Ibovespa C Acumulado da semana: +1,69%; Acumulado do mês: +1,69%; Acumulado do ano: +34,48%. PIB do 3º trimestre O PIB do Brasil praticamente ficou estável no terceiro trimestre de 2025, crescendo só 0,1%, o que mostra que a economia está perdendo força. No trimestre anterior, a atividade econômica do país havia crescido 0,3%. O número também veio um pouco abaixo do esperado pelos analistas (0,2%). Mesmo assim, alguns setores continuaram dando fôlego. A Indústria cresceu 0,8% e a Agropecuária avançou 0,4%. Mas o principal setor do país, os Serviços, quase não andou (0,1%), assim como o Consumo das famílias, que também ficou em 0,1%. Os juros altos (a Selic está em 15% ao ano( deixam o crédito mais caro, o que reduz as compras e pesa no dia a dia das famílias, segundo o IBGE. Do lado do governo, os gastos voltaram a subir (1,3%) e ajudaram a segurar a demanda interna. Os investimentos, que tinham caído no trimestre anterior, cresceram 0,9%. No comércio exterior, as exportações dispararam 3,3%, puxadas por produtos como soja, carne e minério, enquanto as importações tiveram leve alta de 0,3%. Mesmo com o tarifaço, parte dos exportadores conseguiu encontrar novos compradores e manter as vendas. No fim, a economia brasileira movimentou R$ 3,2 trilhões no período. A decisão de Gilmar Mendes O ministro Gilmar Mendes decidiu ontem que só a Procuradoria-Geral da República pode pedir impeachment de ministros do STF. Antes, qualquer pessoa podia fazer isso. A determinação irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que disse que o Supremo está interferindo no Legislativo. A mudança ocorre após questionamentos à Lei do Impeachment, de 1950. Em 2025, o Senado recebeu cerca de 30 pedidos para afastar ministros do STF, quase todos feitos por cidadãos comuns. Nesta quarta-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu que o ministro reconsidere a decisão. Em manifestação enviada a Mendes, a AGU pede que a medida cautelar também tenha os efeitos suspensos até o julgamento em definitivo do tema pelo Plenário do STF. A decisão do ministro gerou reação no mundo político, e acendeu debates sobre o papel do Congresso e do Supremo. O g1 explicou, nesta reportagem, os termos jurídicos usados e o que está em jogo. Bolsas globais Na Ásia, as bolsas chinesas caíram pelo terceiro dia seguido. Por lá, investidores estão cautelosos e aguardam novas medidas do governo chinês para estimular a economia. O país tenta manter um crescimento de cerca de 5% e enfrenta risco de deflação (queda generalizada de preços). Em Hong Kong e no Japão, as bolsas subiram, com destaque para o Japão, com Nikkei avançando mais de 2%. Outros mercados asiáticos tiveram movimentos pequenos, com leves altas e quedas. Tóquio (Nikkei): alta de 2,33%; Hong Kong (Hang Seng): subiu 0,68%; Xangai (SSEC): caiu -0,06%; Xangai/Shenzhen (CSI300): avançou 0,34%; Seul (Kospi): recuou 0,19%; Taiwan (Taiex): alta de 0,01%; Cingapura (Straits Times): caiu 0,37%; Sydney (S&P/ASX 200): subiu 0,27%. Nos EUA, as bolsas estão estáveis antes da abertura do mercado, com investidores apostando no corte os juros pelo Fed em dezembro. Essa aposta aumentou após dados fracos de empregos. Nasdaq subia 0,27%, S&P 500 avançava 0,25% e Dow Jones subia 0,08%. Há rumores de que Kevin Hassett, conselheiro econômico da Casa Branca, pode substituir Jerome Powell na presidência do banco central americano — o que levaria a uma política de juros dos Estados Unidos mais “mão aberta” e tem preocupado parte do mercado. Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 Reprodução/TV Globo

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