Irã suspende exportação de aço, e Aramco, gigante do petróleo, mantém interrupção de venda de gás até fim de maio
Abbas Araqchi, ministro de Relações Exteriores do Irã, em 17 de dezembro de 2025 Reuters/Ramil Sitdikov/Pool/Foto de arquivo O Irã suspendeu a exportação de placas e chapas de aço, enquanto a Saudi Aramco, uma das maiores empresas de petróleo do mundo, continua com os embarques de gás paralisados. Ambas as medidas permanecem em vigor até 30 de maio. Cerca de 25% a 30% da produção de aço do Irã foi desativada após danos a instalações, informou o jornal estatal iraniano Etemad no domingo. ????️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Já a suspensão das exportações de gás pela Saudi Aramco foi reportada pela agência de notícias Bloomberg, com base em fontes familiarizadas com o assunto. Segundo a agência, a empresa iraniana teria informado aos seus clientes que os embarques da instalação de gás de Juaymah, no leste da Arábia Saudita, ficarão suspensos durante o mês de maio, mas a Aramco se recusou a comentar. Vídeos em alta no g1 As exportações de GLP da Saudi Aramco estão interrompidas desde o desabamento de uma estrutura de suporte na instalação, antes do início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro. O incidente elevou os preços e forçou compradores a buscar alternativas de fornecimento. A Saudi Aramco informou a alguns compradores que ainda não conseguiu realizar os reparos necessários em Juaymah. Isso significa que, mesmo com a eventual reabertura do Estreito de Ormuz, não há previsão de entregas no próximo mês, acrescentaram. Irã e o aço No Irã, as exportações de aço também estão interrompidas. Grandes produtores do país, como a Mobarakeh Steel Company e a Khuzestan Steel Company, foram atingidos durante a guerra. A consequente interrupção na produção gerou impactos significativos em setores como construção, automotivo e infraestrutura. Um membro do conselho de representantes da Câmara de Comércio do Irã afirmou que o mercado de chapas de aço deve se estabilizar dentro de dois meses, à medida que as importações compensarem a escassez e reduzirem a demanda especulativa, de acordo com a agência de notícias iraniana Tabnak. No início de abril, um diretor adjunto da Khuzestan Steel Company disse que levaria entre 6 e 12 meses para restaurar as operações após os danos às instalações. O aço é uma das principais fontes de receita de exportação não petrolífera do Irã, e a perda de capacidade de produção e exportação pode pressionar a balança comercial e as receitas em moeda estrangeira, além de arriscar a perda de participação no mercado global de aço, acrescentou o Etemad. Espera-se que os danos tenham consequências econômicas mais amplas, com possíveis perdas de empregos e pressão de alta sobre a inflação.

Abbas Araqchi, ministro de Relações Exteriores do Irã, em 17 de dezembro de 2025 Reuters/Ramil Sitdikov/Pool/Foto de arquivo O Irã suspendeu a exportação de placas e chapas de aço, enquanto a Saudi Aramco, uma das maiores empresas de petróleo do mundo, continua com os embarques de gás paralisados. Ambas as medidas permanecem em vigor até 30 de maio. Cerca de 25% a 30% da produção de aço do Irã foi desativada após danos a instalações, informou o jornal estatal iraniano Etemad no domingo. ????️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Já a suspensão das exportações de gás pela Saudi Aramco foi reportada pela agência de notícias Bloomberg, com base em fontes familiarizadas com o assunto. Segundo a agência, a empresa iraniana teria informado aos seus clientes que os embarques da instalação de gás de Juaymah, no leste da Arábia Saudita, ficarão suspensos durante o mês de maio, mas a Aramco se recusou a comentar. Vídeos em alta no g1 As exportações de GLP da Saudi Aramco estão interrompidas desde o desabamento de uma estrutura de suporte na instalação, antes do início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro. O incidente elevou os preços e forçou compradores a buscar alternativas de fornecimento. A Saudi Aramco informou a alguns compradores que ainda não conseguiu realizar os reparos necessários em Juaymah. Isso significa que, mesmo com a eventual reabertura do Estreito de Ormuz, não há previsão de entregas no próximo mês, acrescentaram. Irã e o aço No Irã, as exportações de aço também estão interrompidas. Grandes produtores do país, como a Mobarakeh Steel Company e a Khuzestan Steel Company, foram atingidos durante a guerra. A consequente interrupção na produção gerou impactos significativos em setores como construção, automotivo e infraestrutura. Um membro do conselho de representantes da Câmara de Comércio do Irã afirmou que o mercado de chapas de aço deve se estabilizar dentro de dois meses, à medida que as importações compensarem a escassez e reduzirem a demanda especulativa, de acordo com a agência de notícias iraniana Tabnak. No início de abril, um diretor adjunto da Khuzestan Steel Company disse que levaria entre 6 e 12 meses para restaurar as operações após os danos às instalações. O aço é uma das principais fontes de receita de exportação não petrolífera do Irã, e a perda de capacidade de produção e exportação pode pressionar a balança comercial e as receitas em moeda estrangeira, além de arriscar a perda de participação no mercado global de aço, acrescentou o Etemad. Espera-se que os danos tenham consequências econômicas mais amplas, com possíveis perdas de empregos e pressão de alta sobre a inflação.
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