Jogo do Brasil faz consumo de energia cair e obriga ONS a reduzir geração eólica e solar
Estratégia, frieza e sofrimento: a estrela de Carlo Ancelotti brilhou na vitória do Brasil O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu em cerca de 20 gigawatts (GW) a geração de energia eólica e solar na tarde de segunda-feira (29) para manter o equilíbrio da rede elétrica durante o jogo da seleção brasileira contra o Japão pela Copa do Mundo. A medida foi necessária após uma forte queda no consumo de energia, informou o órgão nesta terça-feira. ????️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A partida, que garantiu a classificação do Brasil para as oitavas de final, foi a primeira do torneio disputada no meio da tarde, às 14h. Nesse horário, parte da população interrompeu suas atividades para acompanhar o jogo, reduzindo o consumo de energia justamente em um período de alta produção de usinas solares. Essa mudança repentina dificulta a operação do sistema elétrico, que precisa manter, em tempo real, o equilíbrio entre a energia produzida e a consumida para evitar problemas no fornecimento. O desafio é ainda maior porque milhões de painéis solares instalados em casas, empresas e propriedades rurais geram eletricidade diretamente para a rede, sem que o ONS consiga controlar essa produção. Queda no consumo aumenta desafio para o ONS Durante a partida, o consumo nacional de energia caiu 21%, chegando a 66.515 megawatts médios perto do intervalo. Após o apito final, às 16h02, a demanda voltou a subir rapidamente, com aumento de 12.783 MW em apenas uma hora — volume equivalente ao consumo médio somado dos Estados de Minas Gerais e Paraná. Em nota, o ONS informou que a redução de 20 GW na geração renovável "se deve a elevada geração distribuída e carga muito reduzida". "Neste cenário, o objetivo da redução é prevenir riscos à estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e evitar a perda de controlabilidade do sistema, preservando a segurança e a continuidade do fornecimento de energia à sociedade", acrescentou. O corte corresponde a cerca de 10% da capacidade das grandes usinas conectadas ao sistema elétrico nacional e evidencia as limitações enfrentadas pelo setor de energia renovável. Nos últimos anos, o crescimento da oferta de eletricidade, aliado à capacidade insuficiente das linhas de transmissão para escoar essa produção, tem levado a cortes de geração, prejuízos bilionários para o setor e ao adiamento ou cancelamento de investimentos. Segundo o ONS, não foi necessário interromper, de forma emergencial, a geração das pequenas usinas e dos sistemas solares conectados às redes das distribuidoras. Separadamente, o diretor-geral do órgão, Marcio Rea, afirmou que o órgão já se prepara para o próximo jogo do Brasil, marcado para 5 de julho. "Avaliamos que mais pessoas estarão ligadas na Copa, o que poderá aumentar ainda mais a complexidade da operação", acrescentou, em comunicado. Torcedor japonês perde a linha após derrota para a seleção brasileira. Reprodução/Redes Sociais

Estratégia, frieza e sofrimento: a estrela de Carlo Ancelotti brilhou na vitória do Brasil O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu em cerca de 20 gigawatts (GW) a geração de energia eólica e solar na tarde de segunda-feira (29) para manter o equilíbrio da rede elétrica durante o jogo da seleção brasileira contra o Japão pela Copa do Mundo. A medida foi necessária após uma forte queda no consumo de energia, informou o órgão nesta terça-feira. ????️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A partida, que garantiu a classificação do Brasil para as oitavas de final, foi a primeira do torneio disputada no meio da tarde, às 14h. Nesse horário, parte da população interrompeu suas atividades para acompanhar o jogo, reduzindo o consumo de energia justamente em um período de alta produção de usinas solares. Essa mudança repentina dificulta a operação do sistema elétrico, que precisa manter, em tempo real, o equilíbrio entre a energia produzida e a consumida para evitar problemas no fornecimento. O desafio é ainda maior porque milhões de painéis solares instalados em casas, empresas e propriedades rurais geram eletricidade diretamente para a rede, sem que o ONS consiga controlar essa produção. Queda no consumo aumenta desafio para o ONS Durante a partida, o consumo nacional de energia caiu 21%, chegando a 66.515 megawatts médios perto do intervalo. Após o apito final, às 16h02, a demanda voltou a subir rapidamente, com aumento de 12.783 MW em apenas uma hora — volume equivalente ao consumo médio somado dos Estados de Minas Gerais e Paraná. Em nota, o ONS informou que a redução de 20 GW na geração renovável "se deve a elevada geração distribuída e carga muito reduzida". "Neste cenário, o objetivo da redução é prevenir riscos à estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e evitar a perda de controlabilidade do sistema, preservando a segurança e a continuidade do fornecimento de energia à sociedade", acrescentou. O corte corresponde a cerca de 10% da capacidade das grandes usinas conectadas ao sistema elétrico nacional e evidencia as limitações enfrentadas pelo setor de energia renovável. Nos últimos anos, o crescimento da oferta de eletricidade, aliado à capacidade insuficiente das linhas de transmissão para escoar essa produção, tem levado a cortes de geração, prejuízos bilionários para o setor e ao adiamento ou cancelamento de investimentos. Segundo o ONS, não foi necessário interromper, de forma emergencial, a geração das pequenas usinas e dos sistemas solares conectados às redes das distribuidoras. Separadamente, o diretor-geral do órgão, Marcio Rea, afirmou que o órgão já se prepara para o próximo jogo do Brasil, marcado para 5 de julho. "Avaliamos que mais pessoas estarão ligadas na Copa, o que poderá aumentar ainda mais a complexidade da operação", acrescentou, em comunicado. Torcedor japonês perde a linha após derrota para a seleção brasileira. Reprodução/Redes Sociais
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