Lula se reúne com Macron na reta final de aplicação do acordo Mercosul-UE; país europeu resiste
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron, durante viagem à Índia, nesta quinta-feira (19). O encontro ocorre em meio a tratativas internas para ratificação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A França é um dos países mais críticos à aplicação do tratado, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo. O acordo foi oficialmente assinado em janeiro, mas ainda precisa passar por processos de ratificação dentro dos Estados-membros para entrar em vigor (entenda mais abaixo). Apesar das divergências sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, Brasil e França mantêm posições alinhadas em temas globais, especialmente na agenda ambiental. Lula e Macron também cultivam uma relação considerada muito próxima e cordial no campo diplomático. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente Lula está em visita oficial a Nova Dheli, na Índia, onde participou nesta manhã da Cúpula sobre Inteligência Artificial (IA). O petista tem aproveitado a agenda em fóruns internacionais para ampliar a articulação com líderes políticos e empresariais. Depois da plenária, Lula também conversou com o CEO do Google, Sundar Pichai, e com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković. LEIA TAMBÉM: Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs Presidente da França, Emmanuel Macron, e presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Ricardo Stuckert/ Presidência da República Croácia é a favor do acordo À margem da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, Lula também se reuniu nesta quarta (19) com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic. Segundo nota divulgada pelo Planalto, durante o encontro, os dois líderes destacaram a importância da assinatura do acordo Mercosul -UE, tanto para o comércio como para o fortalecimento do multilateralismo em um contexto de conflitos globais. Diferente de Macron que é contrário ao acordo, o primeiro-ministro, assim como Lula, deseja que o acordo entre em vigor o mais rápido possível. Ainda conforme o Planalto, Lula e Plenković também discutiram temas relacionados à paz e à segurança internacional. Acordo ainda precisa de aval interno O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi assinado em 17 de janeiro pelos líderes dos Estados-membros dos dois blocos, após mais de 25 anos de negociações. Mas, só passa a valer por completo depois de todas as aprovações internas serem concluídas nos dois blocos. Apesar de a maioria dos integrantes da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. É o caso de nações como Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia. Apesar da possibilidade de judicialização na Europa após a aprovação do acordo, uma vez concluída a ratificação interna pelos países do Mercosul, o tratado poderá entrar em vigor provisoriamente. No Brasil, a expectativa de implementação é a partir do segundo semestre de 2026. No campo comercial, o acordo entre Mercosul e União Europeia segue sendo um dos principais pontos de divergência entre os dois presidentes, já que o governo francês mantém resistências e uma postura protecionista, sobretudo por pressões do setor agrícola e por exigências ambientais. Próximos passos ➡️No caso da União Europeia, o texto ainda precisado aval do Parlamento Europeu. Os termos foram encaminhados para o Tribunal de Justiça da UE, que ainda vai analisar a legalidade das medidas. ????Dependendo da interpretação jurídica, partes do acordo também poderão ter de ser aprovadas pelos parlamentos nacionais dos países-membros. ➡️Do lado do Mercosul, o acordo também terá de passar pelos Congressos nacionais do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A previsão é que a Câmara dos Deputados avalie o acordo a partir da próxima segunda-feira (23), período de retorno das atividades parlamentares após o recesso de Carnaval. Lula e Macron são próximos Durante o terceiro mandato do presidente Lula, Macron visitou o Brasil em 2024, quando esteve no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e na Amazônia. Em nova passagem pelo país, durante a COP30, o presidente francês participou da conferência em Belém e também cumpriu agenda em Salvador, onde visitou projetos ligados à embaixada francesa e esteve no Pelourinho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron, durante viagem à Índia, nesta quinta-feira (19). O encontro ocorre em meio a tratativas internas para ratificação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A França é um dos países mais críticos à aplicação do tratado, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo. O acordo foi oficialmente assinado em janeiro, mas ainda precisa passar por processos de ratificação dentro dos Estados-membros para entrar em vigor (entenda mais abaixo). Apesar das divergências sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, Brasil e França mantêm posições alinhadas em temas globais, especialmente na agenda ambiental. Lula e Macron também cultivam uma relação considerada muito próxima e cordial no campo diplomático. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente Lula está em visita oficial a Nova Dheli, na Índia, onde participou nesta manhã da Cúpula sobre Inteligência Artificial (IA). O petista tem aproveitado a agenda em fóruns internacionais para ampliar a articulação com líderes políticos e empresariais. Depois da plenária, Lula também conversou com o CEO do Google, Sundar Pichai, e com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković. LEIA TAMBÉM: Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs Presidente da França, Emmanuel Macron, e presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Ricardo Stuckert/ Presidência da República Croácia é a favor do acordo À margem da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, Lula também se reuniu nesta quarta (19) com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic. Segundo nota divulgada pelo Planalto, durante o encontro, os dois líderes destacaram a importância da assinatura do acordo Mercosul -UE, tanto para o comércio como para o fortalecimento do multilateralismo em um contexto de conflitos globais. Diferente de Macron que é contrário ao acordo, o primeiro-ministro, assim como Lula, deseja que o acordo entre em vigor o mais rápido possível. Ainda conforme o Planalto, Lula e Plenković também discutiram temas relacionados à paz e à segurança internacional. Acordo ainda precisa de aval interno O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi assinado em 17 de janeiro pelos líderes dos Estados-membros dos dois blocos, após mais de 25 anos de negociações. Mas, só passa a valer por completo depois de todas as aprovações internas serem concluídas nos dois blocos. Apesar de a maioria dos integrantes da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. É o caso de nações como Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia. Apesar da possibilidade de judicialização na Europa após a aprovação do acordo, uma vez concluída a ratificação interna pelos países do Mercosul, o tratado poderá entrar em vigor provisoriamente. No Brasil, a expectativa de implementação é a partir do segundo semestre de 2026. No campo comercial, o acordo entre Mercosul e União Europeia segue sendo um dos principais pontos de divergência entre os dois presidentes, já que o governo francês mantém resistências e uma postura protecionista, sobretudo por pressões do setor agrícola e por exigências ambientais. Próximos passos ➡️No caso da União Europeia, o texto ainda precisado aval do Parlamento Europeu. Os termos foram encaminhados para o Tribunal de Justiça da UE, que ainda vai analisar a legalidade das medidas. ????Dependendo da interpretação jurídica, partes do acordo também poderão ter de ser aprovadas pelos parlamentos nacionais dos países-membros. ➡️Do lado do Mercosul, o acordo também terá de passar pelos Congressos nacionais do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A previsão é que a Câmara dos Deputados avalie o acordo a partir da próxima segunda-feira (23), período de retorno das atividades parlamentares após o recesso de Carnaval. Lula e Macron são próximos Durante o terceiro mandato do presidente Lula, Macron visitou o Brasil em 2024, quando esteve no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e na Amazônia. Em nova passagem pelo país, durante a COP30, o presidente francês participou da conferência em Belém e também cumpriu agenda em Salvador, onde visitou projetos ligados à embaixada francesa e esteve no Pelourinho.
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