Medidas para baixar preço dos alimentos não têm pirotecnia ou ação artificial na economia

Ana Flor comenta as medidas divulgadas pelo governo para conter a inflação dos alimentos As ações que o governo prepara para tentar reduzir o preço dos alimentos foram pensadas para atuar com equilíbrio e sem soluções de impacto momentâneo ou artificial, segundo ministros envolvidos nas discussões. Não há, por ora, medidas heterodoxas, consideradas “pirotecnia” ou de efeito passageiro na economia. A ideia do Planalto é adotar soluções estruturais e graduais para dar resposta ao aumento dos preços, principalmente nos itens que mais pesam no bolso da população. Essas são apenas as primeiras ações, e o governo já sinalizou que outras medidas podem ser anunciadas na sequência. Importação com tarifa zero para aliviar a falta de produtos Entre as iniciativas, está a redução a zero das tarifas de importação de produtos como carne, café, açúcar e milho. Mas integrantes do governo destacam que essas medidas só devem ter impacto real se houver falta desses produtos no mercado interno. Em produtos com forte influência do preço internacional, como é o caso do café e do açúcar, o mercado acaba se autorregulando – ainda mais com problemas de safra também registrados no exterior. No caso do açúcar, por exemplo, existe atenção especial, já que o setor divide a produção entre açúcar e etanol. Técnicos avaliam se a isenção pode afetar a lógica da produção interna. Impacto no produtor local Por trás da decisão de zerar tarifas de importação, há o desafio de equilibrar a necessidade de baixar os preços sem prejudicar os produtores brasileiros, que muitas vezes optam por vender ao exterior, onde o retorno financeiro pode ser maior. Integrantes do governo reconhecem que o imposto de importação funciona como proteção ao produtor local, mas avaliam que, caso o custo para trazer alimentos de fora não fique tão alto, isso pode ajudar a colocar produtos mais baratos no mercado interno e, assim, forçar a queda nos preços ao consumidor.

Mar 6, 2025 - 20:00
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Medidas para baixar preço dos alimentos não têm pirotecnia ou ação artificial na economia
Ana Flor comenta as medidas divulgadas pelo governo para conter a inflação dos alimentos As ações que o governo prepara para tentar reduzir o preço dos alimentos foram pensadas para atuar com equilíbrio e sem soluções de impacto momentâneo ou artificial, segundo ministros envolvidos nas discussões. Não há, por ora, medidas heterodoxas, consideradas “pirotecnia” ou de efeito passageiro na economia. A ideia do Planalto é adotar soluções estruturais e graduais para dar resposta ao aumento dos preços, principalmente nos itens que mais pesam no bolso da população. Essas são apenas as primeiras ações, e o governo já sinalizou que outras medidas podem ser anunciadas na sequência. Importação com tarifa zero para aliviar a falta de produtos Entre as iniciativas, está a redução a zero das tarifas de importação de produtos como carne, café, açúcar e milho. Mas integrantes do governo destacam que essas medidas só devem ter impacto real se houver falta desses produtos no mercado interno. Em produtos com forte influência do preço internacional, como é o caso do café e do açúcar, o mercado acaba se autorregulando – ainda mais com problemas de safra também registrados no exterior. No caso do açúcar, por exemplo, existe atenção especial, já que o setor divide a produção entre açúcar e etanol. Técnicos avaliam se a isenção pode afetar a lógica da produção interna. Impacto no produtor local Por trás da decisão de zerar tarifas de importação, há o desafio de equilibrar a necessidade de baixar os preços sem prejudicar os produtores brasileiros, que muitas vezes optam por vender ao exterior, onde o retorno financeiro pode ser maior. Integrantes do governo reconhecem que o imposto de importação funciona como proteção ao produtor local, mas avaliam que, caso o custo para trazer alimentos de fora não fique tão alto, isso pode ajudar a colocar produtos mais baratos no mercado interno e, assim, forçar a queda nos preços ao consumidor.

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