Plano de reestruturação dos Correios: resultado parcial está abaixo das expectativas, aponta estatal

Após pouco mais de cinco meses da aprovação do plano de reestruturação dos Correios pelo Conselho de Administração da empresa, a estatal apresentou nesta quinta-feira (23) um balanço das ações tomadas no período. Saiba o que está por trás da crise dos Correios Além do balanço do plano, a empresa também informou que fechou o ano de 2025 com um prejuízo de R$ 8 bilhões. O plano reúne três eixos principais: recuperação financeira; consolidação do modelo; e crescimento estratégico. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, para atingir as metas definidas, os Correios esperam, até o final do ano, ter retornos positivos por meio de ações diretas como: Programa de Demissão Voluntária e redução de custos com planos de saúde. Reestruturação da rede de atendimento: a estatal poderá eliminar até mil pontos deficitários. Modernização da operação e da infraestrutura tecnológica. Monetização de ativos e venda de imóveis: há potencial identificado de R$ 1,5 bilhão nessa frente. Expansão de portfólio para comércio eletrônico e avaliação de fusões e aquisições para reconstruir a empresa a médio prazo. PDV Entretanto, o início da execução do plano não foi como o esperado. O plano de demissão voluntária (PDV) anunciado pela empresa no começo do ano, foi aderido por X mil funcionários. A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2027. Venda de imóveis Outra frente de ação é a venda de imóveis. No entanto, a estatal tem enfrentado dificuldades. Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, por exemplo, os Correios colocaram 21 unidades à venda, mas apenas 4 foram arrematadas. Nesta terça, a estatal informou que, até agora, garantiu uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis. E que prepara novos leilões nos dias 9 e 16 de abril, quando 42 propriedades estarão disponíveis para lances em todo o país. Fechamento de unidades A empresa também prevê o fechamento, até o fim deste ano, de 1000 unidades, incluindo agências, sem impactar a universalização –prestação do serviço em todo o país. Segundo os Correios, desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades.

Abr 23, 2026 - 15:00
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Plano de reestruturação dos Correios: resultado parcial está abaixo das expectativas, aponta estatal
Após pouco mais de cinco meses da aprovação do plano de reestruturação dos Correios pelo Conselho de Administração da empresa, a estatal apresentou nesta quinta-feira (23) um balanço das ações tomadas no período. Saiba o que está por trás da crise dos Correios Além do balanço do plano, a empresa também informou que fechou o ano de 2025 com um prejuízo de R$ 8 bilhões. O plano reúne três eixos principais: recuperação financeira; consolidação do modelo; e crescimento estratégico. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, para atingir as metas definidas, os Correios esperam, até o final do ano, ter retornos positivos por meio de ações diretas como: Programa de Demissão Voluntária e redução de custos com planos de saúde. Reestruturação da rede de atendimento: a estatal poderá eliminar até mil pontos deficitários. Modernização da operação e da infraestrutura tecnológica. Monetização de ativos e venda de imóveis: há potencial identificado de R$ 1,5 bilhão nessa frente. Expansão de portfólio para comércio eletrônico e avaliação de fusões e aquisições para reconstruir a empresa a médio prazo. PDV Entretanto, o início da execução do plano não foi como o esperado. O plano de demissão voluntária (PDV) anunciado pela empresa no começo do ano, foi aderido por X mil funcionários. A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2027. Venda de imóveis Outra frente de ação é a venda de imóveis. No entanto, a estatal tem enfrentado dificuldades. Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, por exemplo, os Correios colocaram 21 unidades à venda, mas apenas 4 foram arrematadas. Nesta terça, a estatal informou que, até agora, garantiu uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis. E que prepara novos leilões nos dias 9 e 16 de abril, quando 42 propriedades estarão disponíveis para lances em todo o país. Fechamento de unidades A empresa também prevê o fechamento, até o fim deste ano, de 1000 unidades, incluindo agências, sem impactar a universalização –prestação do serviço em todo o país. Segundo os Correios, desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades.

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